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24 de setembro de 2018 – 19:49 |

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Nossa melhor Seleção está quase toda no céu.

Por: Alcino de Freitas.

Costumam dizer que Deus é brasileiro, e eu acredito. O título de pentacampeão mundial de futebol só o nosso país obteve. E olhe que, nos primeiros mundiais disputados, o negócio era bem bagunçado. Em 1950, quando perdemos o título para o Uruguai, dentro do Maracanã, aqui no Brasil, a decepção foi geral. Era preciso mudar alguma coisa para melhorar. Disputamos mais outra Copa em 1954, e outra vez, provamos que tínhamos um bom time, porém faltava organização. Foi então que, em 1958, convidaram o dr. Paulo Machado de Carvalho, homem da imprensa brasileira, para comandar a nossa Seleção. E ele se tornou o Marechal da Vitória. O Brasil conquistou, pela primeira vez, na Suécia, o cobiçado título de campeão mundial.

Todo este preâmbulo para chegarmos aos nossos craques que estão sendo chamados, lá no céu, pelo Senhor. Foram tantos os chamados que perdi a conta. Na semana passada, foi a vez de Hideraldo Luiz Belline. Um zagueiro de estilo vigoroso, um líder nato. Belline entrou para a história do futebol mundial ao erguer a Taça Julies Rimet, no Estádio Rasunda, em Estocolmo, depois da goleada de 5×2 do Brasil sobre a Suécia, no jogo decisivo do mundial. Nasceu em Itapira (SP), no dia 21 de junho de 1930. Belline foi o capitão da primeira Copa do Mundo, que o Brasil conquistou em 1958, na Suécia. Na época, era zagueiro do Vasco da Gama. Foi ele que eternizou o gesto de levantar a taça que os capitães de todas as seleções campeãs do mundo passaram a repetir. Chegou à Seleção do Brasil jogando pelo Vasco, passou pelo São Paulo e encerrou sua carreira atuando pelo Atlético Paranaense, em um dia que jamais se esqueceu: dia 20 de julho de 1969, o dia em que o homem pisou na lua pela primeira vez. Neste ano, juntamente com Djalma Santos, também bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira, Belline foi campeão paranaense.

Conta Belline: “Não pensei em erguer a taça, na verdade não sabia o que fazer com ela quando a recebi do Rei Gustavo, da Suécia. Na cerimônia de entrega, a confusão era grande, havia muitos fotógrafos procurando uma melhor posição. Foi então que alguns deles, os mais baixinhos, começaram a gritar. Belline, levanta a taça, levanta Belline. Foi quando eu a ergui”.

Casado com dona Gisele por 42 anos e tiveram dois filhos: Carla e Júnior, filhos dos quais Belline e Gisele se orgulham muito.

Belline disputou 57 jogos pela Seleção Brasileira. Conquistou 42 vitórias, 11 empates e 4 derrotas.

Clubes pelos quais jogou: Atlético Sanjoanense, Vasco da Gama, São Paulo e Atlético Paranaense.

Títulos pela Seleção Brasileira: Copa Roca (1957 e 1960).

Taça Oswaldo Cruz: (1958, 1961 e 1962).

Copa do Mundo: (1958 e 1962).

Taça Bernardo O’Higginis: (1959) e Taça Atlântico (1