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História do Futebol Araxaense

Por Alcino de Freitas

O Araxá Esporte Clube teve uma época muito boa em que, ao contrário do que acontece hoje, os jogadores que vinham atuar pelo alvinegro, eram comprados e assim se tornavam patrimônio do clube. Hoje, o atleta vem para disputar um campeonato com duração de poucos meses. Assim que termina aquele período de contrato, o jogador retorna a sua origem e o clube no outro ano tem que realizar novas contratações. Entretanto, o jogador que hoje vamos contar a sua história é um destes que veio com o passe adquirido em 1987. Apesar de pequena estatura o seu futebol é de craque ponta esquerda, legítimo, voluntarioso e de uma desenvoltura sem igual. Estamos falando de Francisco José Lima Carvalho (Chiquinho), nascido em Belo Horizonte no dia 08/08/61, filho de José Carvalho e de dona Nizete Lima Carvalho.

Com 12 anos, Chiquinho iniciou sua carreira atuando pela equipe do Pastoril como dente de leite na capital dos mineiros. Em seguida passa atuar pelo Betânia e pelo América (times do bairro onde morava no bairro Palmeiras em Belo Horizonte). Em 1980, teve uma passagem pelo juvenil do América mineiro, onde ficou por seis meses. Sempre atuando como ponta esquerda foi campeão amador pelo Betânia em 1981 disputando a Copa Itatiaia. Sua fama começa a crescer, defendendo ainda o Betânia, um amigo seu de Teófilo Otoni que era diretor do Santo Antônio (rival do América de Teófilo Otoni) o convidou para fazer um teste na equipe do Santo Antônio. Chiquinho foi e logo foi aprovado no teste. Acabou fazendo seu primeiro pré-contrato com o clube, onde disputou o torneio “Copa do Vale do Mucuri”, sagrando-se campeão. Uma vez campeão, assinou o seu primeiro contrato como profissional e ficou por lá até o final de 1987.

Por indicação do Moraeszinho (primo do Moraes), Chiquinho foi indicado ao Araxá Esporte no final do ano de 1987. Veio para um período de teste. O presidente do clube na época era o senhor Dorinato Mendes que, logo em seguida passou a presidência para o Ronaldo Gomes da Costa. Conta Chiquinho que, além de sua indicação o Moraeszinho também havia indicado o centro avante Gilmar. Hoje, Gilmar é o técnico do América de Teófilo Otoni e que na época foi contratado pelo Valério Doce. No final de 1987, quando Chiquinho chegou à Araxá o técnico era o Moraes e como o campeonato já havia encerrado o Araxá Esporte só realizava amistosos. Chiquinho lembra-se de ter atuado contra o Botafogo e o Comercial de Ribeirão Preto, Ferroviária de Araraquara e Francana. Em 1988 tem inicio os preparativos para o campeonato Mineiro da segunda divisão. Equipe: Betão, Wilson, Williams, Leandro e Bolão; Hermé, Paulo César e Calvex; Adailton, Marcelo Brito e Chiquinho. Faziam parte ainda deste plantel: Paulinho, Nei, Vandinho e Romero.

Chiquinho atuou pelo Araxá Esporte Clube de 1988 a 1991. Em 1990, o Araxá Esporte Clube sagra-se campeão da segunda divisão, só que Chiquinho não atuou nas partidas finais por motivo de contusão. Após 1991 é levado por Moraes para defender a Patrocinense. Em 1992, vai para o estado do Paraná jogando pelo Grêmio de Maringá. (Técnico era o Moraes). Em 1993, Chiquinho defende o Itabuna em um turno e no outro, vai defender o Flamengo de Varginha, retornando ao Araxá Esporte Clube no ano de 1994. De volta a Araxá o presidente do clube era o Vitor Cláudio Nascimento e o técnico Wagner Rabelo de Oliveira. Chiquinho, ainda jogou por mais um ano no alvinegro araxaense, como profissional, encerrou sua carreira em 1995, sob a presidência do clube de Lincoln Bittar e tendo como técnicos: Ganso e Djalminha. Sua despedida deu-se em junho atuando contra o Villa Nova de Nova Lima.

Chiquinho muito querido em nossa cidade passou a jogar como amador. Já em 1966, passa a defender a equipe do Gef e a trabalhar também na Fosfértil. Jogou pelo Gef até o ano de 2005, onde foi bi-campeão durante os anos de 98/99, sendo o artilheiro do campeonato, nestes dois anos. Ele não gosta de contar, mas, a gente sabe que ele ainda corre até hoje, atuando no futebol sênior. Casou-se em Araxá com a senhora Simara das Graças Marques Carvalho e o casal teve um filho, Frederico. Chiquinho é um craque atuando pela ponta esquerda e faz parte da história do nosso futebol. Mais uma vez quero agradecer as fotos que temos recebido para divulgação nesta página. Na semana passada me esqueci de agradecer ao amigo Nereu Barcelos que nos emprestou uma foto de 1938, mostrando um time do Oratório do Colégio Dom Bosco x uma equipe de meninos do Barreiro. A todos, muito obrigado!