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Araxá realiza 10ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

14 de novembro de 2018 – 17:47 |

Foi realizada na última terça-feira, dia 13 de novembro, na Pousada Dona Beja, a  10ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Araxá. O evento reuniu representantes de entidades e …

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‘‘ CULTURA POPULAR’’ ‘‘ O DIA DO FOLCLORE’’ ‘‘ OS MONSTROS NACIONAIS ‘‘ DO NOSSO FOLCLORE’’

A cultura sobre a trajetória de monstros e diabinhos, do Brasil é tão ampla e diversificada, que chegou o momento de contar e levar para as nossas crianças e estudantes, estes conhecimentos, com uma maior ênfase, sobre o nosso rico folclore.

Esta nossa preocupação tem justificativa, é que ultimamente tenho observado um grande interesse de jovens e estudantes sobre o folclore estrangeiro, esquecendo do nosso. Conheço muitas crianças, que estudam em ótimos colégios, que conhecem muita coisa sobre ‘‘Halloween’’, do Dia das Bruxas, das feiticeiras européias, conhecem muito e com detalhes sobre as histórias do Conde Drácula, que habitavam um castelo na Transilvania, na Romenia, e hoje sabem de cor e salteado, toda a história desta nova saga dos jovens vampiros de ‘‘CREPÚSCULO’’ e ‘‘LUA NOVA’’, entretanto sabem muito pouco, ou quase nada sobre os nossos monstros.

O propósito deste trabalho é de divulgar e conhecer um pouco mais sobre os monstros nacionais, deixando de lado estes monstros importados.

O nosso folclore é rico e variado, e nele há espaço para o SACÍ PERÊRE, a MULA SEM CABEÇA, CURUPIRAS, BOTOS, LOBISHOMENS e outro CAPETAS, que aterrorizam a nossa imaginação e com uma maior vantagem dos importados, é que estão por aqui, bem perto, e podem ser encontrados a qualquer hora, principalmente em noites de lua cheia, portanto é só acreditar e procurar e quem sabe, você estará frente a frente com alguns de nossos monstros ?

-‘‘ SACÍ ‘’-

 É um molequinhoperneta, preto, de cor lustrosa como piche, de olhos bem vivos, de cor de sangue, bem barrigudo e com nariz amassado. Tem a mão furada, Orelhas de morango e na cabeça usa uma carapuça de cor vermelha. Corre como um raio, aparece e desaparece em questões de segundos. Nas roças, contavam que o Sací, também conhecido como Sací-Perêre, fazia muitas travessuras, tais como prender os cavalos de uns nos outros pelos rabo, ou jogava pedras nos telhados das casas, ou então colocava fogo no paiol de milhos.

A simpatia para afugentá-lo ou para que ele não apareça é usar uma pimenta pendurada no pescoço, tal e qual um colar. O saci detesta pimenta e logo desaparece.

-‘‘ CURUPIRA ‘‘-

É o deus protetor das matas. Todas as florestas estão sob sua vigilância. Adora ficar deitado sob as sombras de uma ‘‘capoeira’’. O Curupira é um menino que possui cabelos vermelhos, com o corpo todo coberto de pelos e possui os pés voltados para trás, mostrando com isto um horrível defeito físico.

                        Contam que ele possui os pés virados, que é para despistar as pessoas e fazer com que eles se percam na floresta, entretanto a intenção dele é que ele vai embora no ato e não vai te atacar.

-‘‘MULA-SEM-CABEÇA’’-

                        É um monstro horrível que aparece nas estradinhas de terra, surge para pessoas desatentas e descuidadas, conta a lenda, que a primeira mula-sem-cabeça, surgiu quando o rei descobriu um estranho hábito de sua esposa, que todas as noites ia ao cemitério para comer cadáveres de criancinhas. Quando foi pega e descoberta, em flagrante, pelo seu marido, deu um grito horrível, bem alucinante mesmo, para logo em seguida se transformar na pavorosa mula. Conta-se também que mulher que casa com padre, no dia em que ela falecer, ela também pode virar mula-sem-cabeça.

-‘‘ IARA OU MÃE D’AGUA ‘‘-

                        Os Índios e os sertanejos acreditavam na existência de uma mulher muito bonita, de pele bem clara, de olhos bem verdes e de cabelos louros, que habitava os rios, lagoas e igarapés e quando era vista, por algum viajante, ninguém resistia aos seus encantos, para logo em seguida pular dentro d’água atrás da mesma, indo se afogar e desaparecer nas profundidades, das águas, se afogando.

-‘‘ BOTO ‘‘-

Este monstro já tem o seu ‘‘habitat’’ a Amazonia, se apresenta em forma de Boto e quando vê uma mulher jovem e bonita, logo se transforma em um canções, elas não resistem, vão atrás dele e terminam no fundo dos rios. Também, quando estas jovens conseguem escapar do afogamento, invariavelmente ficam grávidas do boto.

-‘‘ LOBISHOMEM’’-

                        Antigamente muitos acreditavam que o ‘‘lobishomem’’, era um indivíduo que foi amaldiçoado pelos pais ou pelos padrinhos. Outros dizem que o só virava lobishomem, o 7º filho de um casal e que havia nascido em uma sexta-feira da paixão. Geralmente é um homem magro e muito pálido. Como não tem muito sangue correndo em seu corpo, está condenado a morrer, se não encontrar um meio de ficar corado. Ataca nas sextas-feiras, à meia noite, onde vai para alguma encrusilhada, onde tira a roupa, a vira pelo avesso, para em seguida dar sete nós na sua roupa. Depois, deita-se no chão e rola, da esquerda para a direita, urrando como um animal. Aí, acontece a transformação, o seu corpo vai ficando coberto de pelos, as suas orelhas crescem, o rosto toma a forma de morcego, com uma mistura de cara de lobo, as unhas aumentam e viram garras, fica horripilante mesmo. Daí, o bicho saí em uma louca carreira, em busca de sangue para beber. O que ele encontrar pela frente a fera ataca, pode ser homem ou animal. Caso você, algum dia, deparar alguém assim, corra muito e para bem longe.

– RESUMO FINAL –

                      A literatura sobre os nossos ‘‘demônios’’ é tão vasta, que não foi a toa, que em 1917, antes do escritor Monteiro Lobato levar o seu personagem, o SACI-PERÊRE, para as suas histórias, resolveu pesquisar, e para seu espanto encontrou para mais de 400 sacís, espelhados por vários regiões do Brasil, onde casa um possuía uma característica diferente e cada um contado de uma maneira. Portanto é só procurar que você irá encontrar os mais diversos e variados, monstros em nosso rico folclore.

                      Para os que quiserem se aprofundar mais sobre o tema indico o ‘‘DICIONÁRIO DE FOLCLORE’’, de autoria de Câmara Cascudo, que é obra completa sobre o tema.                          (Fim)