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CIMTB: Avancini vence pela 5ª vez em Araxá

20 de Abril de 2018 – 1:49 |

Henrique Avancini e Chloe Woodruff  foram os mais rápidos na somatória de tempo. Decisão aconteceu na tarde de domingo (15).
Com a mão aberta em alusão as 5 vitórias Avancini soltou o grito de vitoria com muita …

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COMO ERAM GOSTOSAS, AS PESCADINHAS NO VELHO CHICO

Meio dia, acabávamos de chegar, na entrada daquela grande mata, que nos levaria a linda praia, nas margens do Velho Chico

Foi um pedacinho complicado, aquela estradinha muito estreita, também muito acidentada, tendo ainda muitos galhos e até arvores caídas, obstruindo nossa passagem.  Finalmente depois de um bom tempo, com muito trabalho, chegamos em nosso destino. Que praia maravilhosa, muito larga, também muito extensa. Estávamos armando as barracas, quando aquele barquinho de madeira encosta, era o mestre, o Velho Bastião. Com aquele peculiar sorriso, ele abraçava de um em um, os companheiros. Com a ajuda dele, em pouco tempo as barracas foram armadas, porem naquela tarde não pescaríamos, mas o tira-gosto o velho companheiro já trazia em seu embornal, um bom surubim, que /Benedito já preparava. Todas as vezes o companheiro ficava conosco, era um hóspede de honra; Fomos deitar mais cedo aquele dia, pois teríamos de madrugar para a pescada do outro dia. Cinco da matina, Benedito já dava o grito, de tira jejum pronto. Depois de reforçarmos o estomago, partimos para o trabalho, no barquinho do velho mestre. Naquele velho barquinho de madeira, remado pelo meu grande amigo velho Bastião, nós descíamos o velho Chico. Com tabefes hora nos braço, ora no pescoço e pernas, ele ia espantando-as muriçocas que vinham atormentando. São muriçocas, borrachudos e piuns que atazanam a vida da gente no velho Chico e não falando nos carapanãs e mutucas, que atacam sem parar e principalmente quando estamos muito perto da margem. Finalmente chegamos no grande tanque, era ali o melhor pesqueiro do rio, segundo o velho mestre. De fato, eram fisgadas seguidas das quais pegávamos lindos exemplares, principalmente dourados, surubas, piaus e também lindas cachorras. Ás onze horas, retornávamos para nosso acampamento, para almoçarmos, porem as pescarias da tarde eram feitas ali pertinho das barracas mesmo. Os miquinhos, que Benedito tratava, não saiam de perto das barracas, costumavam serem até atrevidos, ao furtarem principalmente bolacha na barraca da cozinha. Outros animais também vinham ali matarem a fome, tatus, lagartos verdes e até um teiú. Nas madrugadas eram os canguçus, que na mata esturravam parecendo disputarem sua namorada para o acasalamento. Vinham até perto das barracas, catarem resto de comida, principalmente ossos de frango. Amanhecendo era a alvorada, espetáculo oferecido pelas saracuras, anunciando o nascer do dia.  Como era romântico todo aquele ambiente, como era poético e salutar tudo que estávamos vivendo e presenciando naqueles inesquecíveis dias,  os passeios na mata ,  principalmente, nas tardes, enquanto aguardávamos o jantar, bebericávamos, ouvindo os causos contados pelo velho Bastião. Tudo do velho Chico é muito bonito, sou um velho admirador, um grande apaixonado por tudo aquilo, que ele nos oferece. São as águas mansas do lindo rio, às matas maravilhosas que protegem suas margens e tanques.  Às vezes nos parece preguiçoso e sonolento, e em outras ocasiões suas águas tornam-se violentas, devido as enchentes. Mas cá pra nós, ele de qualquer jeito é maravilhoso… Foram dias que passamos sem ver, divertindo e pescando, hoje saudoso relembro e digo…

                     COMO ERAM GOSTOSAS, AS PESCADINHAS NO VELHO CHICO

francelinocardosojr@hotmail.com

 

 

 

Desde sua nascente o velho Chico parece um mito, nasce na serra da Canastra, no município da antiga Guia Lopes, hoje São Roque de Minas, e desce a serra ao sul, parecendo arrepender e muda radicalmente seu trajeto para o norte, para irrigar as terras secas do nordeste do meu Brasil .e matando a sede de nossos sofridos irmãos nordestinos E ali estávamos para mais uma aventura com o velho Bastião , do velho Chico..

Bocejando ele demonstrava o cansaço, daqueles dias nos guiando, naquela inesquecível pescaria., mostrava-nos e contava-nos a história do quanto o rio teria sido importante para sua gente na época da escravatura e que por isto ali eles estavam a mais de duzentos anos.

Ali não estava escrita somente a história do famoso velho Chico e também a história de um

Brasil marcado por sangue pelos portugueses, que o descobriram e tão mal o administraram

por muitos anos.  Porem hoje o velho Chico corre tranqüilo, preocupado somente pelos maus tratos recebidos de todos aqueles que o avizinham , derramando nele e em seus afluentes, tudo que o pode prejudicar, desde esgotos, restos de indústrias e agrotóxicos. Porem ali pensando em tudo isto eu descia o velho Chico, no barquinho do velho Bastião ouvindo aquelas musicas  de muitas centenas de anos originarias dos antepassados do velho mestre.                               E NAQUELE VELHO BARQQUINHO DE MADEIRA, nós íamos descendo o Velho        Chico….