Destaque »

Fiscais da Vigilância Sanitária de 8 cidades participam de oficinas em Araxá

21 de maio de 2019 – 16:42 |

Os profissionais que trabalham com fiscalização no setor de Vigilância Sanitária na Microrregião do Planalto de Araxá se reuniram no último final dee smeana.  Nos encontros as equipes participaram de oficinas onde …

Leia mais »
Esporte
Cultura
Turismo
Meio Ambiente
Responsabilidade social
Home »

19 03 22 EU E MEU NETO LUCAS

Naquele fim de semana, aproveitando o feriadão de carnaval, nossa turminha principalmente meu neto Lucas (LUCAS MAIA CARDOSO), fomos pescar no Velho Chico. Quatro da matina e já estávamos na estrada, Lucas fazendo planos de pegar o maior dourado do rio. Foi uma gostosa viagem e somente depois de várias paradas, chegamos naquela linda praia, que o rio Jorjão vinha desembocar no Velho Chico. Ainda cedo, onze da matina, enquanto montávamos as barracas, tendo já a cozinha montada, Benedito já trabalhava preparando um bom almoço. Enquanto terminávamos a montagem das demais barracas, ouvíamos os causos de Tadeu, nosso guia, muito engraçado e sabia florear um causo. Ele era morador daquela região; ali perto de nosso acampamento, era tido como o melhor guia da região, tinha vasto conhecimento dos pesqueiros mais produtivos. Lucas ouvia atento suas histórias de pescarias, fazendo inclusive perguntas. Terminado o trabalho, Benedito já dizia estar a bóia pronta, almoçamos e fomos descansar da viagem, tirando um cochilo. Naquele dia não pescamos, apenas tratamos das sevas. O crepúsculo ali era lindo, o sol despedia da terra com fachos luminosos indo aos poucos escondendo atrás da grande mata. Na madrugada, as famosas onças, os canguçus e suçuaranas, esturravam a procura de seus pares, enquanto isto perto das barracas outro bichos, raposinhas, tatus, cachorros do mato, vinham matar a fome num cocho improvisado por Benedito, onde se jogava os restos de comida. Muito cedo acordamos, as saracuras e inhambus faziam a alvorada, com seus cantos estridentes. Depois de um reforçado tira jejum, fomos ao trabalho. Naquele encontro dos dois rios, estava sem dúvida o melhor pesqueiro, bem pertinho de nosso acampamento. Já no primeiro lance de carretilha, Lucas foi presenteado fisgando o dourado de seus sonhos, era muito grande, mais de quinze quilos.O monstrengo não entregava, lutava, afundando e vindo à flor da água dando grandes saltos. Foi um boa luta e depois de um bom tempo, Lucas o admirava na praia, vindo posteriormente a soltá-lo. Muito satisfeito, ele contava a tarde o grande feito, gozando a turma por ter fisgado o maior peixe.Foram dias maravilhosos, boa pescaria, fizemos um ótimo passeio, além de admirarmos as belezas do rio São Francisco o velho Chico. Pescaria que deixou muitas saudades, principalmente pela companhia, onde pude realizar um desejo de pescar…
EU E MEU NETO LUCAS
francelinocardosojr@hotmail.com
. A noite de lua cheia era maravilhosa, no alto da serra, pudemos ver as luzes de muitas cidades. Passamos a cidade de Luz e algum tempo depois, deixávamos a 262 e entrávamos numa estrada de terra rumo a Dores do Indaiá. Poucos quilômetros depois, seguiríamos a direita antes da ponte do Jorjão. Rio este que estaríamos acampados em sua barra, com o lindo velho Chico. Que lugarzinho gostoso e ao mesmo tempo até poético. Uma linda gameleira pertinho do velho
Chico , parecia marcar o inicio da linda praia e vindo depois a matinha que marginava o Jorjão. Com lindas arvores ela cobria as laterais do Jorjão. O curió passarinho hoje quase extinto, catava as sementes do capim navalha, ao mesmo tempo cantava e como cantava, parecendo querer nos dar as boas vindas. Que romantismo batia neste velho coração, ao encontro dele com sua apaixonada natureza, tão linda e aconchegante que parecia somente ali a bela estar. Sou Cardoso, raça esta vinda de homens que nos passaram o amor a natureza, a vida de mato, de pescarias, de paixão pela natureza tão verde e tão real..Logo chegamos , já as seis da matina, pois tivemos alguns problemas, desde trocas de pneus e ate as paradas no vargedo para ouvirmos os piados das narcejinhas. Porem as seis da matina, a velha kombi encostava na gameleira, na praia do velho Chico. O Jorjão estava muito cheio, devido as chuva da semana e parecia querer disputar com o velho Chico a liderança. O velho Chico também muito cheio, quase tomou nosso alojamento na praia. Tão logo chegamos, Lucas já estava com tudo preparado, carretilha a posto e aquele lançamento fantástico, porem achávamos que não daria nada, pela cor da água do rio. A tuvira boiava sendo criticada pela turminha e com a aprovação de Lucas , que insistia no seu palpite de pegar um peixão. E não deu outra… o monstruoso dourado e quase quinze quilos abocanhou o anzol. Começava a luta e o moleque gritava com muito entusiasmo pelo feito. A vara emborcava e a linha zunia, o peixão pulava querendo livrar-se do anzol e o Lucas gritava e ria. To aqui bichão, é o Lucas. Sentou-se na praia para segurar melhor aquele bichão, depois de certo tempo já bem cansado, porem com a tradição de pescadores o qual herdara, o moleque estava no combate. Depois de muita luta o bichão começou a flutuar e veio pranchear, comprovando a vitória do moleque Lucas. Aos poucos o grandalhão chegava a margem e com a ajuda de Junior, Lucas viu sair das água seu troféu. E que troféu era aquele grande dourado do velho Chico. Fizemos uma ótima pescaria e como divertimos naqueles dias em que o REI MOMO era outro. Lucas riu durante muito tempo, com aqueles inesquecíveis dias de carnaval e com o retrato de seu troféu
.Até hoje ele vê o retrato do bichão, porem nunca deixa de falar..
PÔ MEU… QUE DOURADO CUSTOSO.