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Catarina enfrenta ventos fortes, mar agitado e baixa temperatura da água na travessia do Canal da Mancha

13 de setembro de 2019 – 18:25 |

Por Maurício de Castro Rosa
O ser humano é o único animal que arrisca sua vida sem ser para comer ou se salvar de um predador. Ele arrisca a vida por adrenalina, por emoções, por desafios, …

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19 03 22 EU E MEU NETO LUCAS

Naquele fim de semana, aproveitando o feriadão de carnaval, nossa turminha principalmente meu neto Lucas (LUCAS MAIA CARDOSO), fomos pescar no Velho Chico. Quatro da matina e já estávamos na estrada, Lucas fazendo planos de pegar o maior dourado do rio. Foi uma gostosa viagem e somente depois de várias paradas, chegamos naquela linda praia, que o rio Jorjão vinha desembocar no Velho Chico. Ainda cedo, onze da matina, enquanto montávamos as barracas, tendo já a cozinha montada, Benedito já trabalhava preparando um bom almoço. Enquanto terminávamos a montagem das demais barracas, ouvíamos os causos de Tadeu, nosso guia, muito engraçado e sabia florear um causo. Ele era morador daquela região; ali perto de nosso acampamento, era tido como o melhor guia da região, tinha vasto conhecimento dos pesqueiros mais produtivos. Lucas ouvia atento suas histórias de pescarias, fazendo inclusive perguntas. Terminado o trabalho, Benedito já dizia estar a bóia pronta, almoçamos e fomos descansar da viagem, tirando um cochilo. Naquele dia não pescamos, apenas tratamos das sevas. O crepúsculo ali era lindo, o sol despedia da terra com fachos luminosos indo aos poucos escondendo atrás da grande mata. Na madrugada, as famosas onças, os canguçus e suçuaranas, esturravam a procura de seus pares, enquanto isto perto das barracas outro bichos, raposinhas, tatus, cachorros do mato, vinham matar a fome num cocho improvisado por Benedito, onde se jogava os restos de comida. Muito cedo acordamos, as saracuras e inhambus faziam a alvorada, com seus cantos estridentes. Depois de um reforçado tira jejum, fomos ao trabalho. Naquele encontro dos dois rios, estava sem dúvida o melhor pesqueiro, bem pertinho de nosso acampamento. Já no primeiro lance de carretilha, Lucas foi presenteado fisgando o dourado de seus sonhos, era muito grande, mais de quinze quilos.O monstrengo não entregava, lutava, afundando e vindo à flor da água dando grandes saltos. Foi um boa luta e depois de um bom tempo, Lucas o admirava na praia, vindo posteriormente a soltá-lo. Muito satisfeito, ele contava a tarde o grande feito, gozando a turma por ter fisgado o maior peixe.Foram dias maravilhosos, boa pescaria, fizemos um ótimo passeio, além de admirarmos as belezas do rio São Francisco o velho Chico. Pescaria que deixou muitas saudades, principalmente pela companhia, onde pude realizar um desejo de pescar…
EU E MEU NETO LUCAS
francelinocardosojr@hotmail.com
. A noite de lua cheia era maravilhosa, no alto da serra, pudemos ver as luzes de muitas cidades. Passamos a cidade de Luz e algum tempo depois, deixávamos a 262 e entrávamos numa estrada de terra rumo a Dores do Indaiá. Poucos quilômetros depois, seguiríamos a direita antes da ponte do Jorjão. Rio este que estaríamos acampados em sua barra, com o lindo velho Chico. Que lugarzinho gostoso e ao mesmo tempo até poético. Uma linda gameleira pertinho do velho
Chico , parecia marcar o inicio da linda praia e vindo depois a matinha que marginava o Jorjão. Com lindas arvores ela cobria as laterais do Jorjão. O curió passarinho hoje quase extinto, catava as sementes do capim navalha, ao mesmo tempo cantava e como cantava, parecendo querer nos dar as boas vindas. Que romantismo batia neste velho coração, ao encontro dele com sua apaixonada natureza, tão linda e aconchegante que parecia somente ali a bela estar. Sou Cardoso, raça esta vinda de homens que nos passaram o amor a natureza, a vida de mato, de pescarias, de paixão pela natureza tão verde e tão real..Logo chegamos , já as seis da matina, pois tivemos alguns problemas, desde trocas de pneus e ate as paradas no vargedo para ouvirmos os piados das narcejinhas. Porem as seis da matina, a velha kombi encostava na gameleira, na praia do velho Chico. O Jorjão estava muito cheio, devido as chuva da semana e parecia querer disputar com o velho Chico a liderança. O velho Chico também muito cheio, quase tomou nosso alojamento na praia. Tão logo chegamos, Lucas já estava com tudo preparado, carretilha a posto e aquele lançamento fantástico, porem achávamos que não daria nada, pela cor da água do rio. A tuvira boiava sendo criticada pela turminha e com a aprovação de Lucas , que insistia no seu palpite de pegar um peixão. E não deu outra… o monstruoso dourado e quase quinze quilos abocanhou o anzol. Começava a luta e o moleque gritava com muito entusiasmo pelo feito. A vara emborcava e a linha zunia, o peixão pulava querendo livrar-se do anzol e o Lucas gritava e ria. To aqui bichão, é o Lucas. Sentou-se na praia para segurar melhor aquele bichão, depois de certo tempo já bem cansado, porem com a tradição de pescadores o qual herdara, o moleque estava no combate. Depois de muita luta o bichão começou a flutuar e veio pranchear, comprovando a vitória do moleque Lucas. Aos poucos o grandalhão chegava a margem e com a ajuda de Junior, Lucas viu sair das água seu troféu. E que troféu era aquele grande dourado do velho Chico. Fizemos uma ótima pescaria e como divertimos naqueles dias em que o REI MOMO era outro. Lucas riu durante muito tempo, com aqueles inesquecíveis dias de carnaval e com o retrato de seu troféu
.Até hoje ele vê o retrato do bichão, porem nunca deixa de falar..
PÔ MEU… QUE DOURADO CUSTOSO.