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Morte de Elvis Presley completa 40 anos, mas mercado continua vivo

Por Francisco José Géa – Parte 01
“Antes de Elvis, não havia nada.” A frase de efeito veio de ninguém menos do que o beatle John Lennon. Ele era mais um dos notórios fãs de Elvis Presley, que reconheciam o Rei do Rock como figura primordial para toda a música que veio depois dele. No último dia 16 de agosto, a morte de Elvis completou 40 anos, mas, para muitos e para o mercado, o Rei continua aí. “Elvis não morreu”, a célebre frase, para além das teorias conspiratórias e das brincadeiras, retrata a descrença e a perplexidade de fãs e amigos com o fim precoce da vida do músico. Elvis morreu aos 42 anos, vítima de um ataque cardíaco, provocado supostamente pela mistura do abuso de medicamentos ao estresse extremo e ao sedentarismo do cantor. Entre os dias de glória e a morte, Elvis foi um dos responsáveis por revolucionar a música americana e consolidar o rock’n’roll como um gênero que viria a dominar o mundo. O estilo inconfundível do cantor o transformou em ídolo e referência. Elvis começou a fazer sucesso cedo. Aos 19 anos, fez as primeiras gravações, com a Sun Records, de Memphis. O produtor do selo procurava, à época, um cantor branco de blues. Pouco tempo depois, em 1995, ele gravou com a importante RCA, o que marcou o início da ascensão avassaladora do cantor. A rapidez com que chegou ao estrelato fez com que muitos dissessem que Elvis era apenas “o sujeito certo no lugar certo”. O historiador Ernst Mikael Jørgensen lançou, no mês passado nos EUA, um box com materiais que contestam essa versão da história e garante que Elvis não era apenas um cara de sorte. O box A boy from Tupelo: The complete 1953-1955 recordings reúne gravações raras de Elvis entre 1953 e 1955, além de um livro com imagens e a história do cantor no período. “Na música e nos fatos, a caixa tenta mostrar que a noção de que Elvis era apenas um ‘cara de sorte’ é uma injustiça”, disse Jørgensen ao USA Today. Quem trabalhou ao lado de Elvis também recusa a ideia de que ele não fosse um músico extremamente talentoso. O baixista e produtor Norbert Putman participou da gravação de cerca de 120 músicas de Elvis. Ele destaca a energia que o cantor colocava nas interpretações. Quarenta anos depois da morte, Elvis permanece como uma figura extremamente rentável. Na música, no cinema, no teatro e no turismo, tudo que está relacionado ao nome do cantor ainda rende muito dinheiro. Graceland, a mansão de Elvis, recebeu entre meio milhão e 750 mil visitantes nos últimos 30 anos. Mais recentemente, a média de visitas ao local é de cerca de 35 mil pessoas por ano. Elvis é uma das quatro celebridades mortas que mais geram dinheiro, segundo a Forbes. O nome Elvis movimentou mais de US $ 27 milhões em 2016. No ano anterior, o número era ainda maior: US$ 55 milhões (a diferença se dá por uma mudança na contabilidade nas vendas dos ingressos de Graceland). Nossa homenageme reverência ao Rei do Rock seguirão nas duas próximas edições.

Francisco José Géia