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Araxá vai sediar o “XXII Congresso das Associações Comerciais e Empresariais de MG

19 de julho de 2019 – 11:16 |

De 24 e 27 de outubro no Grande Hotel do Barreiro em Araxá/MG, será realizado o  “XXII Congresso das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais.  Um dos eventos mais tradicionais desta instituição, o Congresso …

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25 ANOS SEM UM GRANDE ATOR” 26-11-1993/ 26-11-2018 “GRANDE OTELO” “APRESENTAÇÃO”

Grande Otelo em foto de 1991, dois anos antes de sua morte

No próximo dia 26 de novembro completa-se 25 anos da morte de “GRANDE OTELO”,  que foi uma verdadeira lenda para a cultura brasileira, pois ele foi ao mesmo tempo, um grande ator, destacou-se no cinema, no teatro de revista, no rádio, na TV, além de ter sido cantor, compositor e escritor.

“O SEU INÍCIO”

Nasceu em UBERLÂNDIA, no dia 18 de outubro de 1915, sendo filho de uma mãe alcoólatra, cujo nome era o de Maria Abadia de Souza e o nome do pai era desconhecido, sendo que o seu nome verdadeiro era de SEBASTIÃO BERNARDES DE SOUZA PRATA, nome com o qual foi registrado, entretanto o Brasil inteiro o conhecido pelo apelido de “GRANDE OTELO”.

“QUAL SERIA A RAZÃO DESTE ESTRANHO APELIDO”

O motivo é que quando ele era criança, e trabalhava como engraxate, e nas horas vagas, ele ia para a Estação Ferroviária de Uberlândia, na chegada dos trens de passageiros ele ficava postado na plataforma daquela estação, convidando os viajantes e passageiros para se hospedarem no hotel, o qual o mesmo possuía a sua caixa de engraxate o qual se chamava de “GRANDE HOTEL DO COMÉRCIO” de Uberlândia, sendo que o mesmo, quando criança possuía a língua presa e quando gritava na estação ferroviária, o som saia assim:

Senhores passageiros, sejam bem vindos a Uberlândia, para o seu conforto, hospedem-se no  “GRANDE OTELO” de Uberlândia, que é o melhor da cidade”.

E foi assim, que o nosso Sebastião Prata, ficou conhecido, ficando com este apelido, até o fim dos seus dias.

“TRAJETÓRIA DE VIDA E ARTISTICA”

Menor de idade foi adotado por um casal de artistas de um circo, que passara por Uberlândia e depois foi morar em São Paulo, entretanto ele fugiu de casa, morou nas ruas por um certo tempo, e depois passou a cantar nas ruas. Descoberto por um caçador de talentos, que viu naquele jovem uma promessa artística e foi quando este caçador de talentos o levou para a cidade do Rio de Janeiro, onde o mesmo se apresentava em diversas noites, teatros e cassinos. Após isto, foi descoberto pelo o pessoal da ATLANTIDA CINEMATOGRÁFICA, onde o mesmo se deslanchou e mostrou todo o seu talento artístico, atuando nas chamadas “chanchadas carnavalescas”, sempre atuando ao lado de gente famosa e conhecida, como foram OSCARITO, ELIANA, JOSÉ LEWGOY ANKITO, ANILZA LEONI, CATALANO, ZEZÉ MACEDO e muitos outros.

“OS BONS PAPÉIS EM FILMES DRAMÁTICOS”

Com o fim do ciclo dos filmes de “chanchadas carnavalescos”, foi convidado a interpretar bons papéis, em filmes de grande destaque, como por exemplo, foi a sua soberba interpretação em “RIO ZONA NORTE” de 1957 do grande diretor NELSON PEREIRA DOS SANTOS, vindo depois grande atuações em “O ASSALT O AO TREM PAGADOR” de 1962 do diretor ROBERTO FARIAS, culminando com aquela inesquecível e histórica atuação e, “MACUNAIMA” do diretor JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE, em uma atuação e um filme, tão grandioso que envaidece qualquer cinematografia mundial, sendo que “MACUNAIMA” é um filme tão bem realizado, que merece ser visto e revisto.

 

“OUTROS BONS FILMES”

Merece também destaque alguns outros filmes de GRANDE OTELO, como foram as suas atuações em “MOLEQUE TIÃO”, “MATAR OU CORRER”, “CARNAVAL NO FOGO”, “OS HERDEIROS”, “NEM SANSÃO E NEM A DALILA”, “JARDIM DE ALAH”, “LUCIO FLÁVIO” e muitos outros sendo que ele participou em mais 100 filmes, com grandes destaques.

 

“O SEU FINAL”

Faleceu fora do Brasil, em Paris (França), quando lá se encontrava em férias, no dia 26 de novembro de 1993, sendo que o seu corpo foi transladado para a sua cidade natal, UBERLÂNDIA (MG), onde o mesmo esta sepultado no “CEMITERIO SÃO PEDRO”, conforme era um seu pedido quando ainda estava vivo, que “quando partisse, que ele queria ser enterrado em sua cidade natal, em Uberlândia e teria que ser no CEMITÉRIO SÃO PEDRO”.

A causa de sua morte foi proveniente de um fulminante infarto do miocárdio, havendo de levar em consideração, que ele em toda a sua vida levou uma vida bem desregrada, pois ele era feito a muitas bebedeiras e nunca se cuidava.

(FIM)

Francisco José Géa