Destaque »

AIA e Postos Alpa lançam Parceria Solidária em prol da Quimioterapia da Santa Casa

12 de novembro de 2019 – 11:24 |

 
A Associação da Imprensa Araxaense (AIA) e a rede de Postos Alpa estão realizando uma Parceria Solidária. A campanha vai beneficiar o Centro de Quimioterapia São Francisco de Assis, que funciona na Santa Casa …

Leia mais »
Esporte
Cultura
Turismo
Meio Ambiente
Responsabilidade social
Home » +, Cultura

Coluna do Francisco Géa

“O PASQUIM”, ERA O NOME DO MAIS DEBOCHADO JORNAL QUE SURGIU NO BRASIL”

“OS 50 ANOS DO SEU LANÇAMENTO”

1969-2-2019

Francisco José Géa

“APRESENTAÇÃO”

Este ano, exatamente no dia 26 de junho, comemorou-se o lançamento, daquele que foi o mais debochado, sarcástico e irônico jornal, que surgiu, em toda a história do jornalismo brasileiro.

Há de se registrar, que neste tempo, eu já era um jovem sonhador, ansioso pelas conquistas que viriam aparecer em minha vida, sendo que eu  era um leitor voraz dos grandes e bons jornais da nossa imprensa, tais como: “O ESTADO DE MINAS” de Belo Horizonte, “O CORREIO DA MANHÔ do Rio de Janeiro, “JORNAL DO BRASIL” do Rio de Janeiro, “A NOITE” do Rio de Janeiro e “O ESTADO DE SÃO PAULO. Então já estava acostumado com aqueles jornais e com os seus editoriais. Entretanto, para o meu espanto, como se fosse um verdadeiro “susto”, eis que leio e tomo o conhecimento do lançamento de um jornaleco, editado em forma de tablóide, da cidade do Rio de Janeiro, que foi lançado em 1969, em plena vigência do AI-5, como um verdadeiro deboche, um acinte mesmo, contra a Ditadura Militar e o governo. Este jornal cujo nome era “O PASQUIM”, fez história por causa da sua irreverência, tornando o mesmo como uma voz critica e ácida, sendo ele todo bastante anarquista em todas as suas reportagens e editoriais.

O que seu sei é que os militares demoraram um pouco a perceber o caráter subversivo daquele jornal.

Mas, em novembro de 1970, toda a equipe do jornal foi presa, com todos os seus jornalistas, colaboradores e etc, com todos serem levados para a Vila Militar, que se localizava na cidade do Rio de Janeiro.

“O PASQUIM” era editado por TARSO DE CASTRO, JAQUAR, CLAUDIUS PROSPERI e SÉRGIO CABRAL (o pai, e um grande escritor e pesquisador), e continha irônicas charges e desenhos de MILLOR FERNANDEZ, de HENFIL e de ZIRALDO.

Há o registro de que o PASQUIM chegou ter uma tiragem de mais de 200.000 mil exemplares, e que o mesmo resistiu a muitas crises e que foi publicado até o ano de 1988.

E entre os outros colaboradores e leitores deste jornal, havia pessoas do “naipe” de JOSÉ DIRCEU, RICARDO ZARATINI, WLADIMIR PALMEIRA, FERNANDO GABEIRA  e outros.

Para quem recorda deste jornal, afirmo que o mesmo, neste ano de 2019, estão sendo comemorados os “50 anos” do seu lançamento.                                                                      (FIM)

Francisco José Géa