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Prefeito assina escritura pública de aquisição da área que será doada para McCain

6 de dezembro de 2019 – 11:29 |

A Prefeitura deu um importante passo para viabilizar a instalação da empresa canadense McCain no município. Noo  último dia 4 de dezembro, o prefeito Aracely assinou a escritura pública de aquisição …

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Coluna do Stefan Salej  

 

DA RESPONSABILIDADE  SOCIAL E DAS PRISÕES

 

Stefan Salej

 

 

As prisões brasileiras, panelas de pressão, explodindo pelo país afora, com mortes incontáveis, colocam no cardápio do dia a questão: o que os empresários podem fazer para que a situação mude. Bem, para começar, não dá para tratar o tema só quando a panela explode. Os temas da segurança pública, da criminalidade, das drogas, do crime organizado, seja de colarinho branco ou outros, estão presentes o tempo todo na nossa vida. E, para começar, alguém lembra que os crimes cometidos pelos digníssimos políticos e alguns empresários contados nos processos Lava Jato e outros, somam em valores mais do que tudo o que uma boa parcela de população carcerária do país conseguiu roubar. E ai não se ouviu o clamor dos empresários por mudanças sejam de legislação, sejam de regras de negócios.

 

Se você juntar a Lava Jato e o crime de Mariana, onde a Samarco e o poder publico não conseguem se acertar nem para pagar a multa e nem para a empresa funcionar a pleno vapor, você tem um belo exemplo de que os crimes perpetrados pelos que estão nas cadeias ainda não ultrapassam os dos que estão fora e em fase de julgamento.

 

Nessas análises, que são muito complexas porque a situação da criminalidade no país roeu totalmente seu tecido social, há um excesso de soluções simplistas, inclusive a de que uma maior rede de educação evitaria essa situação (mas veja como os dirigentes empresariais envolvidos em escândalos possuem diplomas das melhores universidades do mundo)  ou maiores investimentos em segurança poderiam reduzir a criminalidade.

 

Nós precisamos nesta transição política que estamos passando, repensar os valores que compõem a nacionalidade brasileira. Eles foram corroídos, se é que existiram  alguma vez, a tal ponto que precisamos mudar a continuidade  de quebra de éticado país tão bem acompanhada pelo declínio econômico ou aceitar a nossa condição de país dominado por criminosos de várias estirpes e cujo maior preço é pago por aqueles que nós mesmos empurramos para a miséria.

 

Por mais que filosofamos, por mais que discutimos, vale a pena lembrar que o peixe fede pela cabeça.