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13 de setembro de 2019 – 18:25 |

Por Maurício de Castro Rosa
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Coluna do Francisco Géa

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“O FASCÍNIO DE ASSISTIR UMA SESSÃO DE  CINEMA”

E

“OS MELHORES FILMES QUE JÁ ASSISTI”

Francisco Jose Géa

Parte 01

 

Há muito tempo, a gente ouve falar que “Cinema é a maior diversão”, sendo que esta frase até virou chamada comercial, dos antigos estúdios de cinema de Hollywood.

Então, da gente assistir a uma sessão de cinema, para muita gente, até parece coisa banal, de tanto que todos nós já acostumamos com isto. Mas que coisa estranha, é diferente, pois.          Entrei aqui, assentei-me ao lado de gente que eu nunca vi e acho que nem verei jamais, fiquei umas duas horas no escuro, olhando para uma enorme tela iluminada, na qual se projetavam figuras e pessoas, ao lado de muitos cenários e diversas paisagens.

Desliguei-me de tudo, emocionei-me, cheguei mesmo a chorar e a me excitar nas cenas de amor e sexo, agora a luz acendeu-se, vou me levantar como se tivesse saído de uma viagem, de um túnel, ou de um sonho.            Vivi, com uma intimidade quase total, algumas cenas e emoções, ao lado de gente que eu não conheço e que se emocionou ao meu lado, sem nenhuma inibição.            Que estranha intimidade nos oferece o cinema. Que fascino maravilhoso que ele proporciona, numa silenciosa dinâmica de grupo.

O cinema é um teatro de sombras, e no entanto quanta magia ele nos proporciona.

O fascínio já começa logo na entrada da sessão. Sendo que antigamente os cinemas tinham um ar de palácio, com enormes luminárias dependuradas, com cortinas laterais e uma enorme e portentosa cortina que ficava na frente da tela, sendo que antes da exibição do filme, havia um ritual com a preparação musical para o filme. Era um ritual dos mais completos, sendo que hoje se modificou e reduziram tudo, mas as lembranças teimam em persistir em minha memória.             Eu diria que algo diferente já começa a acontecer já na fila, para a gente adquirir o ingresso, pois quando o filme, que será exibido, é muito famoso, destes em que a gente tinha que sair bem cedo para arrumar lugar, havia uma tensão simbólica na gente, que aumentava a cada minuto que passava e aí era o imaginário da gente que começava a funcionar, principalmente quando a gente cruzava com os espectadores que estavam saindo do cinema, no final da 1ª sessão e cruzava com a gente que ainda iríamos assistir o filme na 2ª sessão, era que os iriam entrar ficavam olhando para o rosto  das pessoas que estavam saindo, para a gente notar nas expressões faciais, das que haviam assistido ao filme, e pelas expressões daquelas pessoas, a gente podia até apostar se o filme foi bom ou ruim, pois quando o filme era mesmo muito bom, as pessoas saiam com um certo ar de superioridade, como se tivessem tido acesso a uma grande revelação. Entretanto quando o filme era ruim, a gente notava, nas pessoas que cruzam por nós, um certo ar de desânimo comunicativo. Interessante, mas era isto que verdadeiramente acontecia.

Entretanto, lá dentro com todos já sentados em suas poltronas, esperávamos, ansiosos, pelo inicio da sessão.

 

( continua na próxima edição)