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Presidente eleito Jair Bolsonaro é diplomado pelo TSE

11 de dezembro de 2018 – 12:18 |

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Araxá recebe, de braços abertos, a sétima arte

Festival de Cinema idealizado pela produtora cinematográfica Débora Tôrres foi lançado na última 2ª-feira, 10, e vai até o dia 16 deste mês com oficinas, workshops, dentre outras atrações no Tauá Grande Hotel e no Teatro Municipal de Araxá.

A 1ª edição do Araxá Cine Festival foi aberta nesta segunda-feira, 10, no Tauá Grande Hotel. Oficinas, workshops, shows musicais, debates e lançamentos de livros, além do Festivalzinho, atração esta dedicada a crianças, fazem parte da programação do evento que vai até o próximo domingo, 16. De 10 a 15, as atrações são no Tauá Grande Hotel e no dia 16, a festa de encerramento será no Teatro Municipal, da Av. Antônio Carlos. O objetivo do festival é valorizar a arte e a cultura em Araxá e na região.

De acordo com a idealizadora Débora Tôrres, é de fundamental importância a realização do Araxá Cine Festival para toda a comunidade. “Eu quero convidar a todos para participarem, a entrada é franca, com uma programação muito extensa, que pode ser conferida no www.araxacinefestival.com.br. Nós gostaríamos que a população de Araxá participasse em peso, porque aqui temos o troféu ‘Araxá, terra do sol’, pois, aqui brilha o cinema brasileiro”, disse.

Logo no primeiro dia de festival, Araxá foi palco, dentre outras atrações, de uma prévia (pré-trailer) do filme “Vazio Coração”, de Alberto Araújo. O filme teve 80% de suas cenas rodadas na cidade de Araxá e conta com nomes como Murilo Rosa, Othon Bastos, Oscar Magrini, Larissa Maciel, Lima Duarte, Bete Mendes e Patrícia Naves no elenco. “São dois momentos muito especiais que estão acontecendo do ano passado para cá, que foi a realização do longa-metragem e esse festival tão bacana que está ocorrendo hoje [10]. A gente está aproveitando essa oportunidade para apresentar aqueles oito minutos do ‘Vazio Coração’, que ainda não ficou pronto, está faltando aquela finalização de música. As pessoas são muito ligadas a Araxá, muito ao Grande Hotel e à história de Beja, então, assim, elas descobrem que é uma cidade cosmopolita, que tem uma arquitetura antiga e outras coisas também. A história vai se desenvolvendo em vários lugares”, comentou o diretor do filme “Vazio Coração”, Alberto Araújo.

Logo depois, foi a vez de o ator, diretor e produtor David Cardoso apresentar e exibir seu curta-metragem “Maria Fumaça, Chuva e Cinema”. Filme que foi todo rodado em seu Estado natal, Mato Grosso do Sul, e na cidade de Bauru (São Paulo), que conta a história verídica de sua vida, cujo nome verdadeiro é José Darcy Cardoso. “É um trabalho que conta a história de um garoto apaixonado pelo cinema brasileiro e americano, isso tudo em 15 minutos. É uma honra muito grande participar deste festival, porque no meu Estado, que é o Mato Grosso do Sul, isso só aconteceu uma vez, mas, graças a Deus, estou vivo no meio de grandes amigos para viver isso”, colocou David Cardoso.

Em seguida, foi exibido o longa-metragem, documentário “O Mineiro e o Queijo”, de Helvécio Ratton, que conta como a técnica de produção artesanal de queijo chegou a Minas Gerais no século XVIII, trazida por aventureiros portugueses em busca de ouro. Hoje quase 30 mil famílias vivem da produção do queijo artesanal em todo o Estado. “É uma maneira que eu escolhi para homenagear um produto que é tão apreciado por todos nós, mineiros. A iniciativa do festival é bastante interessante, porque valoriza a produção nacional e local”, declarou Helvécio.

Na ocasião, também foram homenageados o diretor Helvécio Ratton, diretor e produtor mineiro responsável por filmes como “Batismo de Sangue”, “O Menino Maluquinho”, “Uma Onda no Ar” e “Pequenas Histórias”; o ator, produtor e diretor David Cardoso, astro do cinema nacional das décadas de 70 e 80, com mais de 50 trabalhos no currículo, dentre os quais “A Moreninha”, “Dezenove Mulheres e um Homem” e a novela “O Homem Proibido” (Rede Globo, 1982); e o cineasta, diretor e jornalista Hermes Leal, responsável pela “Revista de Cinema”, uma das principais revistas culturais do Brasil, que circula há 12 anos.

Na programação, também consta a apresentação de um conjunto musical da Escola Municipal de Música Maestro Elias Porfírio de Azevedo. A diretora Débora Arantes Afonso Francisco destacou que o festival será bem recebido pela comunidade, porque acredita que para a cultura não há distância. “O hotel é aconchegante para estar recebendo muitas pessoas. O problema que tivemos com o teatro foi realmente com os projetores, e não alterou em nada a consistência do projeto. Eu acho que não só esse evento é um divisor de águas para a cultura de Araxá, mas a aquisição desse teatro, tudo colabora para que a cidade ganhe um saldo positivo em relação à cultura para a população. Um festival desses é uma proposta muito ousada”.

O festival tem, ainda mostra competitiva com filmes renomados do cinema brasileiro e Mostra “Curta Araxá”, com produções locais. Os cinco curtas-metragens serão avaliados e julgados pelo júri oficial do festival, presidido pelo renomado  e polêmico cineasta Sérgio Bianchi (“Quanto Vale ou É por Quilo?”, “Cronicamente Inviável”, “Os Inquilinos”), também composto pelos diretores Jeremias Moreira (“Fuscão Preto”, “O Menino da Porteira”) e Ricardo Pinto e Silva (“Sua Excelência, o Candidato”, “Querido Estranho”, “Dores e Amores”) e pelas produtoras cinematográficas e nacionalmente conhecidas Malu Moraes e Liane Muhlenberg.

Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Parcerias, Alda Sandra Barbosa Marques, esse primeiro festival marcará a realização de muitas outras edições. “Nós queremos que seja o primeiro de muitos, pois conseguimos a aprovação do Ministério da Cultura e isso é importante, porque, a partir do momento em que prestamos as contas, teremos, cada vez mais, o apoio deles. Esperamos que seja muito produtivo para toda a comunidade”, comentou.

O festival é um projeto da produtora cinematográfica Débora Tôrres (que também produziu, em Araxá, o longa-metragem “Vazio Coração”), realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet – Ministério da Cultura), de R$ 600 mil,  com o apoio da Associação de Música de Araxá [Escola de Música Maestro Elias Porfírio de Azevedo] e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Parcerias, com o patrocínio da CBMM e CEMIG. Todas as atividades do festival são gratuitas e de livre acesso à população.