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Malvinas e Villa Nova saem na frente na semifinal do Amador

19 de novembro de 2019 – 11:34 |

Começaram no último domingo, dia 17 de novembro de 2019,  no estádio Fausto Alvim, as semifinais do Campeonato Amador de Araxá, versão 2019, promovido pela Liga Araxaense de Desportos. Na primeira partida da manhã …

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Estudo revela as características do Queijo Minas Artesanal e destaca Araxá

O queijo artesanal mineiro possui características de sabor, de aroma e de textura típicas de cada região onde é produzido, motivo pelo qual é tão apreciado pelos consumidores. Também valoriza as tradições e as raízes da cultura mineira e tem sido objeto de pesquisa, por sua importância econômica e social. Os resultados desses estudos estão nova edição da Revista Informe Agropecuário, sobre o tema Queijos artesanais mineiros: da matéria-prima ao produto final. Em Minas Gerais, existem cerca de 30 mil produtores. Destes, aproximadamente 10 mil encontram-se nas regiões caracterizadas como tradicionais: Serra da Canastra, Serro, Cerrado, Araxá e Campo das Vertentes, as quais produzem, anualmente, em torno de 29 mil toneladas de queijo, gerando mais de 26 mil empregos diretos. A proteção desta tradição como Patrimônio Imaterial do Estado de Minas Gerais e a legislação para estabelecimento dos critérios para produção do Queijo Minas Artesanal têm motivado pesquisas para melhoria das condições das queijarias, da segurança dos consumidores, além de dar subsídios para modernizar a legislação.  O Queijo Minas Artesanal é aquele produzido com leite cru e com a utilização do fermento lático natural, popularmente conhecido como pingo, em propriedades com atividade de pecuária leiteira. A maior parte dos queijos artesanais mineiros, fabricados com certificação e protegidos por lei, está situada em cinco regiões tradicionais do estado de Minas Gerais – Serro, Canastra, Araxá, Cerrado e Campo das Vertentes.
O queijo artesanal mineiro possui características de sabor, de aroma e de textura típicas de cada região onde é produzido, motivo pelo qual é tão apreciado pelos consumidores. Também valoriza as tradições e as raízes da cultura mineira e tem sido objeto de pesquisa, por sua importância econômica e social. No entanto, apesar dos avanços alcançados em termos legais e de produção desse queijo, ainda há muitos entraves que resultam em produtos sem padronização, de baixa qualidade e que podem oferecer risco à população.
Esta edição do Informe Agropecuário apresenta resultados de várias pesquisas sobre o queijo artesanal mineiro, realizadas por pesquisadores da EPAMIG/ ILCT e de outras instituições do estado de Minas Gerais que atuam nesta área, a fim de promover a difusão não só para produtores, mas também para docentes, discentes e profissionais do setor. Projeto de pesquisa vem estudando a influência da maturação sobre a qualidade do Queijo Minas Artesanal da região da Serra do Salitre e procura estabelecer o tempo adequado de maturação inferior ao período de 60 dias estabelecido pela legislação federal, sem comprometer a qualidade sanitária do alimento e preservando o sabor e a textura característicos. A legislação federal, entretanto, prevê a redução deste período desde que a eficiência e segurança sejam comprovadas por estudos técnico-científicos. Patrimônio cultural imaterial dos mineiros, o Queijo Minas Artesanal tem como principal característica o uso do leite cru (não pasteurizado) na sua fabricação, por isso o tempo de maturação tem importância fundamental. “O processo de maturação reduz a umidade do queijo, aumenta a acidez e a concentração de sais, reduzindo o risco da presença de patógenos”, explica o médico veterinário, aluno do mestrado e um dos responsáveis pela pesquisa, Ranier Chaves Figueiredo.