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20 de agosto de 2019 – 11:18 |

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Só na Cemig, 700 indicados recebem em média R$ 38 mil

A equipe de transição do governador eleito Romeu Zema (Novo) divulgou nesta quarta-feira (5) relatório criticando o alto número de cargos de chefia no governo estadual preenchidos por indicações políticas. Segundo o levantamento, sem contabilizar indicações para empresas públicas, mais de 3 mil cargos à frente de secretarias são comissionados e com altos salários.
“Temos 13,5 mil chefias dentro do estado de Minas Gerais nomeados pelo governador. Destas, 25% são ocupadas por pessoas que não fizeram concurso público, são nomeações políticas do governador para ocuparem mais de 3,3 mil vagas. Isso somente em cargos de chefia”, afirmou o vereador licenciado Mateus Simões, que coordena a equipe de transição do próximo governo. Além dos cargos nas secretarias, Simões afirmou que o número de indicações nas empresas públicas mineiras também impressionou a equipe que faz levantamento sobre todas as despesas do governo estadual. Na Cemig, segundo ele, são mais de 700 pessoas empregadas sem concurso em funções de chefia, direção e assessoramento, com um salário médio de R$ 38 mil. “Isso significa que estamos falando de aproximadamente R$ 500 milhões de custo de folha anual, com os indicados do governo, só dentro da Cemig”, diz. O coordenador da transição avaliou que a situação não é “menos estarrecedora” em relação à Codemig, onde os gastos com indicações políticas também foram citados como desperdício de verbas públicas. “São mais de 35 pessoas com salários mensais superiores a R$ 30 mil, numa empresa que não produz nada. A folha da Codemig é de R$ 3 milhões, uma empresa que não produz nada, apenas administra recebimentos”, afirma Mateus Simões. Outro caso citado por Simões é da MGS, em que os funcionários são “dispensados de registrar o ponto eletrônico, apenas assinando folha de presença. Ele ressalta que as estruturas das secretarias e estatais já estavam inchadas quando o atual governo assumiu, mas que, nos últimos quatro anos, durante o governo de Fernando Pimentel (PT), os gastos e indicações políticas continuaram crescendo mesmo com a situação financeira do estado comprometida. Por meio de nota, a Cemig informou que desconhece a fonte de tais informações e não comentará assuntos relativos à transição. A companhia esclareceu que tem “implantado um vigoroso plano de redução de despesas, tendo diminuído os custos de sua folha em aproximadamente 25% nos últimos três anos”. “Os cargos de recrutamento amplo da Cemig são cargos de confiança, de nível gerencial e seus empregados, de difrentes perfis profissionais, com atribuição de prestar auxílio direto, interno e externo aos dirigentes da empresa em questões estratégicas. No terceiro trimestre deste ano, havia 33 cargos de empregados ad nutum, em um universo de mais de 6 mil empregados próprios da Cemig”, diz a nota.