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14 de dezembro de 2018 – 11:13 |

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Cúpula do Partido Novo monta ‘base’ em Minas Gerais

Faltando menos de um mês para a posse do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema Neto,  a cúpula do Novo assumiu postos-chave na transição de governo em Minas Gerais para montagem do secretariado de Romeu Zema e na renegociação de dívida junto à União, hoje em cerca de R$ 90 bilhões. O candidato do partido à Presidência, João Amoêdo, viaja pelo menos uma vez por semana ao Estado para reuniões – a mais recente ocorreu na terça-feira passada. Nas finanças, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, coordenador econômico do Novo, passou a exercer a mesma função na equipe do governador eleito em Minas para articulações sobre o passivo do Estado em Brasília. A renegociação da dívida é vista por Zema como ponto crucial. A Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 enviada pelo atual governador, Fernando Pimentel (PT), à Assembleia Legislativa previa déficit de R$ 5,6 bilhões para o período. O dado foi atualizado no Legislativo e passou a R$ 11,4 bilhões, segundo a equipe de transição do governador eleito. . Desde fevereiro de 2016, o funcionalismo público mineiro recebe os salários de forma escalonada. Nas reuniões com representantes do governo federal, Gustavo Franco, que já foi filiado ao PSDB, discute com técnicos medidas que podem ser tomadas pelo Estado para que, em contrapartida, a dívida seja renegociada. Apesar de ter vencido a disputa em um dos principais Estados do País, o Novo, criado em 2011, é um partido ainda em “fase de testes”. A sigla teve registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. Os primeiros secretários anunciados foram  Gustavo Barbosa, que comandará a Fazenda, e Otto Alexandre Levy Reis estará à frente da pasta de Planejamento e Gestão. De acordo com o vereador, a explicação é que as próximas agendas em Brasília para discussão da dívida já devem ser feitas com o indicado para o cargo. Segundo o vereador Mateus  Simões coordenador da transição de Zema, as negociações com Gustavo Franco à frente já estão adiantadas e que, agora, é preciso ter o diagnóstico financeiro do Estado em mãos para que se possa definir propostas.