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24 de Fevereiro de 2018 – 20:49 |

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Febre Amarela: Não se vacinar é a principal razão da ocorrência de casos

Diante da confirmação de 12 casos de febre amarela em Minas Gerais, no período de julho de 2017 até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) intensifica as ações de controle da doença nas regiões com os casos confirmados e orienta à toda população do estado sobre a importância da vacinação e pede atenção especial do público masculino, que se vacine. Entre as ações definidas para controlar a febre amarela nas áreas rurais e manter a incidência zero de febre amarela urbana, destacam-se as campanhas educativas sobre a necessidade de vacinação, ampliação dos horários de vacinação nas unidades de saúde, a vacinação casa a casa na zona rural dos municípios com casos confirmados ou com epizootias (morte de primatas) confirmadas para a febre amarela e o aumento no número de equipes de saúde nas regiões e também parceria entre as áreas de Atenção Primária e Vigilância em Saúde. Segundo a diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Mayla Magalhães, essa parceria tem possibilitado a identificação das pessoas não vacinadas, checagem do cartão e atualização da vacina. “Especificamente neste momento de enfrentamento da febre amarela, essas áreas disponibilizam o diagnóstico situacional que permite a localização da população que ainda não está vacinada. Os agentes comunitários de saúde têm papel importante na criação do vínculo e nas relações de confiança com a população, pois fazem parte da comunidade e estão diariamente na rotina do município”, diz. Ainda de acordo com a diretora, “os agentes comunitários de saúde realizam visitas domiciliares, fazendo o acompanhamento dos cartões de vacina e prestando orientações à população, no intuito de mobilizá-las para as ações de prevenção e controle da doença.  As informações coletadas durante as visitas domiciliares possibilitam, também, que as equipes de Atenção Primária planejem suas ações e adotem as medidas efetivas no enfrentamento à febre amarela”, explica Mayla. Essas e todas as outras ações desempenhadas pelo Estado desde a primeira notificação da doença, em janeiro de 2017, contribuíram para que Minas Gerais alcançasse a atual cobertura vacinal de 81%, índice superior ao registrado no mesmo período de 2016, que era de 47%. Esse aumento coopera diretamente para o controle da ocorrência da doença, mas o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, ressalta que mesmo com essa cobertura, ainda há mais de 3,6 milhões de pessoas não vacinadas no estado. “Temos um grande trabalho pela frente para alcançarmos a cobertura ideal de 95% de pessoas vacinadas. As estatísticas apontam uma cobertura menor entre indivíduos do sexo masculino, entre 15 e 59 anos. Apesar de todos os esforços realizados ao longo de 2017, ainda temos o desafio de aumentar essa cobertura em nosso estado, pois o vazio vacinal é o principal responsável pela ocorrência de casos. É extremamente necessário intensificar a vacinação em todos os municípios, principalmente nas áreas rurais”, afirma.

Imunização

Atualmente o estado está abastecido com mais de um milhão de doses da vacina, que já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é indicada para crianças a partir de 9 meses e jovens e adultos com até 59 anos de idade.  Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais está em torno de 81%, contudo a meta é alcançar a cobertura de 95%. Ainda há uma estimativa de 3.615.129 não vacinados, principalmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pelo surto em 2017.

As regionais com menor taxa de vacinação são Pouso Alegre, no Sul de Minas (66,6%), São João del-Rei, no Centro Sul (69,1%) e Ponte Nova, no Leste (71%). Além disso, há 342 municípios mineiros que não atingiram a meta vacinal. Alguns destes estão com a cobertura abaixo dos 40%, como Bias Fortes (regional de Juiz de Fora) com 34,5%; Aiuruoca (regional de Varginha) com 35,8%, Santana do Jacaré (regional de Divinópolis) com 36,8, Pocrane (regional de Manhumirim) com 37,3% e Formoso (regional de Unaí) com 39,9%.