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Dança a serviço da inclusão social de deficientes visuais e de crianças carentes

Projeto Vidança foi lançado na noite desta 2ª-feira, 20, no espaço CAK de Danças, e pretende contemplar cerca de 40 alunos.

Na noite da última segunda-feira, 20, aconteceu o lançamento do Projeto Vidança, no espaço CAK de Danças. O objetivo do projeto é possibilitar a pessoas portadoras de deficiência visual e a crianças carentes (faixa etária entre 4 e 10 anos) contato com a cultura, a arte por meio da dança, cujas atividades serão desenvolvidas em oficinas gratuitas, com o apoio do Ministério da Cultura [Lei Rouanet] e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). As aulas começam a partir da primeira semana de setembro e serão administradas pela empresária do espaço CAK de Danças, Polyana Ribeiro.

Coordenadora, diretora e idealizadora da realização da primeira edição do Projeto Vidança, Polyana explicou que a ação é uma visão melhor da vida por meio da dança. “Nós vamos trabalhar com deficientes visuais e no segundo momento, com crianças carentes. A gente vai mostrar para eles que não têm barreiras. A dança vence todas as barreiras e, com certeza, eles vão ter uma tranquilidade e uma alegria muito grande de estar dançando”, disse.

A proposta da dança inclusiva surgiu do crescente movimento mundial que vem ocorrendo destinado a criar programas que valorizem a participação de todos, em especial pessoas com deficiência, tanto em atividades sociais quanto pedagógicas e culturais.

Polyana destacou que existe uma técnica especial destinada aos deficientes visuais que será bastante usada dentro do projeto. “A gente vai utilizar muito do toque, ou seja, todos os movimentos que vão ser passados para eles, ou a gente vai executar o movimento e eles vão estar nos tocando para ver como é a sua execução. Eu já tive essa experiência com uma ou duas pessoas, com grupo grande está sendo um desafio”.

Os participantes do projeto são alunos que fazem parte da entidade beneficente sem fins lucrativos, localizada no município de Araxá, denominada Celb (Centro Educacional Louis Braille). Para a coordenadora da entidade, Luzia Márcia Vieira, o projeto é muito importante, porque ela considera uma grande iniciativa a favor dos deficientes visuais. “Em Minas Gerais, não existe dança para pessoas cegas e é uma marca para o desenvolvimento, porque várias habilidades são promovidas através da dança: é ritmo, memória, atenção, concentração, desinibição, autoconfiança, autoestima, além do lazer, que é gostoso. Por exemplo, depois de os adultos perderem a visão, ou quase isso, e voltarem a viver uma vida normal nesse sentido [da dança], penso que é inédito e mais um leque que se abre para a inclusão”, comemorou a iniciativa.

De acordo com Antônio Carlos da Silva, gestor da SS Projetos, que apoiou a iniciativa na elaboração do Vidança, sua empresa participou dessa ação juntamente com o Ministério da Cultura. “O projeto promove a inclusão dos deficientes visuais, então isso é inédito no interior de Minas Gerais. O tempo de duração é de 12 meses. Nós estamos fazendo o lançamento junto à comunidade local, e o nosso foco é trabalhar com os deficientes visuais e as crianças que estão aqui. Nós queremos atender o deficiente visual de um modo geral no município de Araxá”, concluiu.