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14 de dezembro de 2018 – 11:13 |

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Ministérios do Trabalho, Público e PRF de Belo Horizonte fiscalizam irregularidades em empreiteira da Vale Fertilizantes em Araxá

Com exclusividade, a reportagem do JORNAL INTERAÇÃO flagrou, esta semana, em Araxá, uma operação específica do Ministério do Trabalho de Belo Horizonte, denominada “Combate ao Trabalho Escravo”. A fiscalização que conta também com o apoio de agentes do Ministério Público e da Polícia Rodoviária Federal da capital mineira  vem acontecendo há duas semanas na cidade, e o foco é a empresa paulista Tecper – Fundações e Geotécnica, que atua como empreiteira da Vale Fertilizantes de Araxá desde dezembro do ano passado, segundo informou o coordenador da operação do Ministério do Trabalho de Minas Gerais, o Auditor Fiscal, Marcelo Gonçalves Campos. A reportagem do JORNAL INTERAÇÃO acompanhou parte  da operação em um alojamento de trabalhadores, no bairro Santo Antônio, em Araxá. Segundo explicou Marcelo Campos, “nós estamos  aqui em  Araxá investigando essa empresa “terceira” [Tecper] que está atuando na área da Vale, por causa de denúncias de irregularidades sérias de trabalhadores migrantes que estão chegando aqui em Araxá para trabalhar nesta empreiteira e os mesmos estão ficando sem o registro na carteira de trabalho. Nossa missão é fiscalizar e fazer a regularização desses trabalhadores que estão nesta situação.” Campos disse, ainda: “Esta ação fiscal do Ministério do Trabalho não tem prazo para terminar. Nós vamos ficar na cidade até que tudo seja resolvido e regularizado. Pelo que apuramos, só nesta ‘terceira’,  existem em torno de 60 trabalhadores nesta situação. Essas pessoas dessa empreiteira trabalham na área da Vale, na atividade de descarregamento de minério que vem de trem, da cidade de Patrocínio, para a produção do fosfato aqui em Araxá. Nós conseguimos essas informações por meio da Gerência Regional do Ministério do Trabalho. Na realidade, parte desses trabalhadores que está alojada nesta república está sem registro e com suas carteiras de trabalho retidas na empresa.” Ele também  explicou: “Nosso trabalho, que conta com apoio do Ministério Público de Belo Horizonte e tem a segurança de agentes da Polícia Rodoviária Federal da capital mineira, é regularizar a situação desses trabalhadores em todos os aspectos, por exemplo: sobre as carteiras que já foram devolvidas para eles, monitorar as condições básicas do alojamento e garantir o registro dos mesmos, na forma da lei, desde a data em que eles saíram de seus locais de origem, suas cidades. É claro que a empresa [Tecper] está errada, porque existe todo um procedimento legal que não foi cumprindo. Nós já entramos em contato com o responsável pela empresa, que se comprometeu a regularizar todo o processo.” Finalizando, Campos declarou: “Os trabalhadores estão ansiosos para a regularização de suas situações e pela garantia de seus direitos junto à empresa. E nós só vamos deixar Araxá quando tudo for solucionado e regularizado dentro da lei.” A produção do JORNAL INTERAÇÃO, entrou em contato com o escritório central da empresa, em São Paulo, que informou; “ que a empresa Tecper – Fundações e Geotécnica, já está tomando todas as medidas para solucionar o problema de acordo com a legislação do Ministério do Trabalho.”