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Câmara realiza 2º Fórum Comunitário sobre exames para CNH

22 de julho de 2019 – 15:40 |

A Câmara Municipal realizou, na semana passada (17/07), o segundo Fórum Comunitário para discutir os processos de exames para CNH. O encontro, solicitado pelo Vereador Pastor Claudenir (PP), foi dirigido pelo Vereador Hudson Fiuza (PSL). …

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Associação de Equoterapia Prosseguir de Araxá pede ajuda para retomar os serviços

A Associação de Equoterapia Prosseguir de Araxá, importante entidade sem fins lucrativos, que atendia, de graça, mais de 25 crianças com deficiência física ou intelectual na cidade está com os serviços suspensos desde o início do ano. A falta de recursos é um dos motivos para que o tratamento com a equoterapia fosse paralisado no município. A equoterapia, segundo a Associação Nacional de Equoterapia – ANDE-BRASIL, “é um método terapêutico e educacional  que utiliza o cavalo,  dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.” A palavra EQUOTERAPIA foi criada pela ANDE-BRASIL, para caracterizar todas as práticas que utilizem o cavalo com técnica de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima. O tratamento é realizado ao ar livre, em contato com a natureza, proporcionando ao praticante a inclusão social, integração na sociedade, bem como a aceleração do aprendizado, melhorias físicas e psíquicas como: desenvolvimento sensorial, mecânica respiratória, coordenação motora, lateralidade, inibições de padrões patológicos, maior independência e, principalmente, recuperação da autoestima e melhora da qualidade de vida dos praticantes.     Na equoterapia, temos o objetivo de desenvolver programas terapêuticos, educacionais e esportivos, utilizando o cavalo,  com o intuito de conseguir o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com necessidades especiais, bem como para indivíduos que busquem maior crescimento físico e emocional mediante esta forma terapêutica. Em entrevista exclusiva ao JORNAL INTERAÇÃO, esta semana, o presidente da Associação de Equoterapia Prosseguir de Araxá, Washington Luiz Ferreira, disse que “a Associação tenta realizar um serviço de reabilitação com todas as crianças que têm deficiência física e mental em Araxá, e a gente, até o ano passado, tinha vários pacientes. No entanto, este trabalho tão importante e essencial para melhorar a qualidade de vida dessas crianças teve que ser interrompido, porque a associação não tem recursos para a manutenção do animal e de funcionários capacitados para a execução do serviço. A gente fala de criança porque eram os pacientes que tínhamos em maior número, mas o tratamento pode ser aplicado em pacientes de qualquer idade.” Ainda de acordo com Ferreira, “os atendimentos tiveram que ser suspensos porque, como 2016 foi um ano de eleição, por lei, o prefeito não poderia repassar os recursos para o pagamento dos profissionais. Os atendimentos gratuitos eram realizados na sede da  Hípica de Araxá, mas nós temos um terreno, e nossa intenção é construir uma sede própria para abrigar e atender, com qualidade, essas pessoas que tanto precisam desse tratamento.”  Ele também afirmou que “o que falta hoje, para que possamos reativar o serviço, são funcionários.  Hoje a associação não tem uma renda própria. Quando a gente estava atendendo, a prefeitura ajudava, cedendo funcionários, os pais que tinham condições faziam uma ‘vaquinha’ para pagar as despesas com o animal e o funcionário cuidador, mas o custo disso é alto, e, sem a ajuda da prefeitura, é muito difícil manter o serviço.” Ferreira também revelou: “Nós chegamos a atender mais de 25 crianças na associação. E quando um tratamento desse é interrompido, tudo se perde.” Finalizando, ele declarou: “Nós temos CNPJ, estamos elaborando projetos para conseguir verba para reativar a associação, e também construir a nossa sede própria, e pedimos aos pais das crianças, que têm condições, que nos ajudem com as despesas para voltarmos a funcionar.”