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AAL comemora 53 anos e escritora Wilma Cunha recebe Comenda Literária

19 de Maio de 2018 – 0:36 |

A noite da última terça-feira, dia 15 de maio de 2018, foi de comemoração  e homenagem, para os membros da  AAL – Academia Araxaense …

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Ernesto Rosa

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A nossa “máquina” foi “programada” para viver uns 30 ou 35 anos. Na Natureza não há desperdícios, procriou, pode ceder lugar para outro, que a continuidade da espécie já está garantida. Mas o ser humano quer viver 90, 100 anos, ou mais. Nesse caso precisa do auxílio da Ciência. Ao natural, não chega lá! Para viver bastante é necessário um mínimo de cuidado com a pele, dentes, ossos, órgãos e com o cérebro. Além de sono de boa qualidade.

A dieta do cavalo é naturalmente capim, a onça é naturalmente carnívora, o ser humano é naturalmente onívoro, há milhões de anos. Por isso, sua dieta deve ser variada, comendo de tudo. Mas não exagerar com nada. Feijoada todos os dias, montanha de alface todos os dias, não! Fumaça no pulmão todos os dias, álcool no sangue todos os dias, não! Consulte um nutricionista de formação científica.

A atividade física comedida é muito saudável. Caminhada de meia hora, quatro vezes por semana, em local de menor poluição, já pode produzir ótimos resultados para retardar o envelhecimento. Bom para órgãos e ossos. Ao contrário, ficar na tevê comendo frituras e doces é desaconselhável. O cuidado de proteger a pele é recomendável e também ir ao dentista regularmente.

Mas há um problema: todo excesso deve ser evitado. Um corpo bem delineado é considerado mais bonito. Daí, alguns exageram nos exercícios, inclusive tomando anabolizantes, e o efeito é inverso.

O caso é que está na moda uma aparência da moda, sem se preocupar com o cérebro. Tatuagens, piercings, malhação. maquiagens, óculos escuros, penteados… Tudo bem, mas é muito maior a preocupação com a aparência do que com a mente.

Um fator para viver muito é cabeça boa.

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É preciso retardar o envelhecimento do cérebro. Retardar o Alzheimer e outros problemas, alguns causados pela deficiência de circulação sanguínea no cérebro outros pela falta de exercício cerebral.

Assim como o sedentarismo sacrifica o corpo, a inatividade cultural prejudica o cérebro. É necessário diariamente mais tempo cultuando o cérebro que o corpo. Cuidar mais do interior que do exterior! Desenvolver a racionalidade.

Ler, ler e ler. Seja em livros ou em telas, mas não ler apenas leituras superficiais como Best Sellers ou apenas leituras dentro da sua ideologia. É necessário quebrar paradigmas! Treinar a ler coisas de mais peso, que exijam paradas para pensar. Ler sobre todos os assuntos. Não só os homens, as mulheres também! Nada de que cultura é coisa “da zelite”! Jogar xadrez, ver bons filmes de bons diretores e, depois, passar à discussão. Trocar ideias sobre variados assuntos. Formar grupos de leitura e discussão. Escutar música dos grandes mestres de todos os tempos. Grandes orquestras. Enfim, interagir com o que de melhor já foi produzido no mundo em termos culturais. Isso é fácil, para quem já está treinado, mas começar exige dedicação. Depois de iniciar, um maravilhoso e prazeroso mundo cultural abre-se para grandes sonhos! E a pessoa passa a sentir-se com mais poder e mais humana. Afinal, a racionalidade é a característica do ser humano!

Ultrapasse seus limites mentais! Não há problemas de exageros, com conhecimento de boa qualidade. O único anabolizante permitido, mas não necessário, é o café, porém comedidamente.

Mens sana in corpore sano.

Mente sã necessita corpo são e corpo são necessita mente sã.

A mente vale mais que a aparência. Mesmo nesse mundo de alienação.

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