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17 de julho de 2018 – 0:56 |

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Equipe de pesquisadores desenvolve modelo doméstico de Aquaponia

imagesrrAquaponia é um sistema de cultivo recém-chegado ao Brasil, mas já usado em países com pouca disponibilidade de água doce, invernos rigorosos ou que tenham interesse em agricultura urbana. Os peixes sujam a água para as plantas que, por sua vez, limpam a água para os peixes. Esse é o funcionamento básico da Aquaponia – a produção integrada de peixes e vegetais em sistema de recirculação de água. Aqui no Brasil, a Aquaponia ainda engatinha, mas tem despertado o interesse de instituições de pesquisa e produtores, que estão trabalhando para adaptar os modelos trazidos de fora para as nossas condições. É o caso da APTA – a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. No polo regional de Ribeirão Preto, o zootecnista Fernando André Salles e sua equipe desenvolveram um modelo doméstico de Aquaponia, que integra a produção de hortaliças folhosas, plantas aromáticas e medicinais com a criação de uma variedade do peixe lambari – o lambari rosa: “É uma espécie nativa, de ciclo curto – em cerca de 90 dias, ele já atinge o tamanho comercial – e é uma espécie de alto valor comercial. Por quilograma de peso vivo, ele é bem mais caro que a tilápia. Provavelmente, é a espécie mais cultivada em aquaponia”. O termo aquaponia nada mais é do que uma junção da palavra aquicultura – que é a criação de organismos aquáticos, peixes, camarões… – com hidroponia, que é o cultivo de vegetais na água. Existem várias configurações possíveis para montar um sistema de Aquaponia, mas em comum, todos têm três elementos: um tanque para criação dos peixes, um lugar para filtrar a água e um outro para plantar as mudas. No modelo desenvolvido pela APTA, o tanque deve ter capacidade mínima para 500 litros de água e ser, de preferência, redondo: “É importante que a água entre tangencialmente em relação à parede do tanque, de modo a fornecer uma imagespequena corrente. Por que é importante essa hidrodinâmica? Para que aqueles dejetos que o peixe produz sejam carreados para fora do tanque”, explica Fernando. Com ajuda da gravidade, a água com os dejetos desce para um outro tanque – posicionado em um nível mais baixo do que o tanque dos peixes – onde uma bomba joga tudo para o filtro: um compartimento cheio de pedra, cascalho… “E no nosso caso, a argila expandida, que nada mais é do que um pedacinho de argila, cozido em alta temperatura”. Assim como na hidroponia convencional, as mudas podem ser cultivadas em sistema de calha, em placas de isopor flutuantes ou na argila do próprio filtro: “Você tem filtragem e manutenção das plantas, num ambiente único. Tanto que esse é o sistema que nós estamos recomendando, para quem quer fazer uma pequena Aquaponia caseira”. Além disso, toda a produção de hortaliças é livre de agrotóxicos. Esses produtos, usados no controle de pragas e doenças, podem matar os peixes. Essa característica do sistema étambém um dos desafios dos pesquisadores, que buscam agora desenvolver um modelo de Aquaponia para produção em escala comercial: “O primeiro desafio: conseguir equacionar essa produção dos nutrientes que se dá pelos peixes e o consumo dos nutrientes pelas plantas; um segundo desafio: é necessário estudar a parte de controle biológico, de medidas que evitem que os problemas se instalem na Aquaponia. No modelo doméstico, você consegue lidar com um nível de dano, por exemplo, por inseto, ou de deficiência nutricional que é aceitável. Agora, no comercial as exigências são um pouco maiores”. Uma Aquaponia caseira, com 2m² de canteiro, um tanque de 500 litros e uma bomba, custa aproximadamente R$ 600. Isso para quem for comprar tudo
novo. A Apasian, Associação dos Pescadores Amadores de Santa Isabel, também em São Paulo, gastou bem menos para montar uma Aquaponia índiceno fundo da casa do seu Jair Ferreira, membro da associação: “Todo o material que a gente está usando aqui, é material que seria descartado por outras pessoas e a gente acabou utilizando. Eu precisei comprar duas bombinhas, eu gastei na faixa de uns R$ 250 a R$ 300, no máximo. Desde que o peixe se adapte bem ao ambiente de cultivo e, principalmente ao clima da região, qualquer espécie pode ser criada na aquaponia. E não precisa ser peixe. Há experiências bem sucedidas com criação de rã ou camarão, por exemplo.