Destaque »

Casos de hantavirose voltam a preocupar a microrregião de Araxá

19 de setembro de 2019 – 12:04 |

O tempo seco propicia a proliferação de doenças infecto contagiosas, como a hantavirose. Segundo a Superintendência Regional de Saúde (SRS Uberaba) neste ano já foram notificados sete casos de hantavirose. Os dados estão no Sistema …

Leia mais »
Esporte
Cultura
Turismo
Meio Ambiente
Responsabilidade social
Home » Meio Ambiente

RANCHO DO MAROTO

digitalizar0003Por Francelino Cardoso Jr.

Em 1958, o fazendeiro João Benevides de Ávila, muito amigo do velho Mario Cardoso, doou-lhe uma gleba de terra, a escolher na beira do rio Quebra Anzol. Deixando ao critério de Mario o tamanho e local para construção de seu ranchinho. Logo após a escolha do lugar, seus três filhos Paulo, Maroto (Mario Jr.) e Ramon (Boia), já organizavam uma turminha, para a construção do tão sonhado rancho. A primeira turminha por eles escolhida foi: Jaques Vilela, Tarcisio Rosa, Vino (Claudiovino Rosa), João Rosa, que, a princípio, fizeram um rancho de pau a pique, com piso de terra batida, muito simples. Depois o gostoso rancho passou a ser dos três irmãos Paulo, Maroto e Boia, que, com seus filhos, foram melhorando o ambiente, cada um queria uma coisa diferente e com isso, até a estrutura do rancho foi mudada. Com a animação da turminha, a rodinha foi crescendo, tornando um dos ranchos mais frequentados da região, mais companheiros foram chegando, além dos ex-sócios Batuta, Zé Contato, Batata (Ivan  Santana), Chiquito, Manuelzinho Lopes, além das famílias dos Cardoso. Aí vieram as gostosas histórias, comuns em todos os ranchos, no bate papo aguardando o almoço ou o jantar, enquanto saboreia a gostosa branquinha. Comigo mesmo aconteceu uma muito engraçada. Lucio matou uma grande jaracuçu, uma cobra enorme e pediu-me para tirar o couro dela, para ele mandar fazer um cinto. Tirei e como lá estavam os colegas de engenharia do Lucio, resolvemos comer a cobra. Fui à cozinha preparar o quitute, tirei um pedaço do rabo e outro da cabeça, pois falam que tem veneno, e joguei pela janela. Porém chegou o Maroto, viu a cobra e fez a mesma coisa. Quando fomos cozinhar a bichona, faltou, pois a turma era grande. Aí o Maroto me contou que tinha tirado os dois pedaços. Fomos procurar e achamos os quatro, os dois que eu  tinha tirado e os dele. Como não sabíamos quais eram os perigosos, fizemos todos… Graças à boa pinguinha  que rodava solta, ninguém teve nada. Outro caso interessante… Antes das reformas, existia um toco muito grande na porta, servindo de degrau. Certo dia, resolveram tirá-lo para fazer o degrau e lá estava uma velha cascavel. Era muito grande  e com muitos grãos no chocalho, sinal que era bem velha. Mataram e depois vieram os comentários, pois ali era a morada dela e nunca deu nenhum problema. Que coisa, hein! Devia ter morado lá a vida inteirinha. Nas rotinas das ranchadas, nunca faltavam a mesa de truco, as boas piadas e principalmente os velhos e novos causos. Assim foram muitos anos de alegrias, bem viver e principalmente colhendo sempre bons amigos e companheiros. Porém depois das mortes de Paulo, Boia e Maroto, houve um desânimo geral, as boas lembranças foram maltratadas pela saudade, pela falta dos  comandantes, pela forte liderança dos velhos. Aí desfizeram as sociedades, ficando com o rancho os filhos do Maroto e seus familiares. Foram anos de histórias, hoje são dias de lembrança, dias de saudades…digitalizar0001 (2) digitalizar0001 digitalizar0002 digitalizar0004