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24 de setembro de 2018 – 19:49 |

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Arte, cultura e gastronomia em um só festival

Festival Internacional de Cultura e Gastronomia foi realizado de 21 a 24 de junho, na FCCB, com presenças de chefs renomados da cozinha francesa, atrações musicais e muita arte. 

Com 23 shows musicais, 3 apresentações de artes cênicas, mostra de artes plásticas, workshops culinários e degustação de vinhos e cervejas, a 5ª edição do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia movimentou toda a população de Araxá e da região, de 21 a 24 deste mês, na Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB). Com um local diferente dos de edições anteriores, a organização ofereceu uma megaestrutura que incluía, por exemplo, a instalação de uma cozinha, que atraiu olhares de quem estava no evento.

Essa cozinha estava recebendo Claude Troisgros, Laurent Suaudeau e Erick Jacquin, que participaram de festins gastronômicos, momento em que pratos de autoria deles receberam um toque ‘ala francesa’, já que a França é considerada o berço da chamada ‘alta gastronomia’. Erick Jacquin preparou um cordeiro de lentilha, o prato quente da noite de sexta-feira, 22, para espantar aquele ‘friozinho’. “Decidi ser cozinheiro quando tinha 10 anos. Eu não sei fazer outra coisa que não seja cozinhar. É muito agradável, para mim está sendo uma experiência muito interessante, com um público bacana. Para cozinhar não tem segredo, tem que ter amor, qualidade do produto e a paixão pelo trabalho”, confessou o chefe francês.

 

O Clube da Cozinha de Araxá, participante de todas as edições do evento, não ficou de fora e preparou aqueles pratos que já viraram tradição. “São quatro pratos que a gente faz, os mais tradicionais da região, alguns até adaptados por nós, que é a palhera caipira, que não tem frutos do mar, mas a gente chama de palhera, pois é o mesmo procedimento do prato original. Temos o velório do boi, que fica assando o boi por 24 horas para ser servido no domingo [24], com farinha, vinagrete e mandioca cozida. Tem o destrincho do porco, que, da abertura do porco, você aproveita o torresmo, faz a linguiça e este ano, servimos a galinhada da Beja”, relatou o cozinheiro Clóvis Barreto.

Segundo ele, o clube foi criado há 15 anos para congregar amigos que gostavam de fazer uma comida em casa, e acabou virando uma associação. “Para nós, o festival é muito importante, porque vem o pessoal de fora e aprecia os nossos pratos. Já fomos convidados para preparar esses pratos em outras cidades como Campinas (SP), em Belo Horizonte (MG), então, temos facilidade de contatos com os turistas. Aqui no festival, não cobramos nada e tudo que foi arrecadado é destinado para a Fama [Fundação de Assistência a Mulher Araxaense]”, explicou.

Para quem não é adepto a esse tipo de comida, o festival apresentou uma novidade nesta edição. Uma cafeteria foi montada no espaço da FCCB para agradar os fãs de um bom cafezinho, que nunca sai de moda. “A gente abraçou a ideia do evento, trazendo uma novidade, que é uma cafeteria. Viemos agregar o objetivo do evento, que é proporcionar um local gostoso e agradável, principalmente aos apreciadores do café. Acho que a gastronomia envolve várias coisas, entre elas, o café”, abordou o empresário José Sérgio Antunes.

E teve gente que gostou da ideia. “Uma grande sacada da organização, de colocar um cafezinho para a gente. Pelo menos não dá para desambientar de sua casa. Gosto de café e com esse friozinho cai muito bem nesse inverno”, colocou o argentino Mário Velasquez, que está passando férias no Brasil e aproveitou para apreciar o festival.

Oficinas gastronômicas para todos os públicos também fizeram parte da programação falando sobre doces, queijos mineiros e franceses, cozinha americana, inglesa, light e de Araxá. Ministradas por jovens chefs que debutam no mercado nacional gastronômico, estes foram alguns dos temas das sete oficinas ministradas ao longo dos quatro dias de programação.

Musicais de deixar ninguém parado

No espaço da Fundação Cultural Calmon Barreto, ainda foi congregado uma arena disponibilizada para shows com grandes atrações nacionais e internacionais. Em uma das novidades da 5ª edição, a banda ‘Mississipi Jazz’ tocou tanto nesse espaço como nas ruas de Araxá, participando, pela primeira vez, do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia até sábado, 23.

Segundo o saxofonista Wellington Camargo, o grupo é formado por seis pessoas e é natural de Piracicaba, SP. “Na rua é muito gostoso, a gente sente o calor do povão, hoje [22] de manhã fizemos ali na avenida do comércio [Rua Presidente Olegário Maciel] e foi muito contagiante. As pessoas se divertem bastante com as danças e as nossas coreografias e acabam conhecendo um pouquinho do jazz tradicional pertencente aos anos de 1920 e 1930”, afirmou.

No segundo dia do festival, quem também deu seu show foi a orquestra “Big Band Palácio das Artes”, de Belo Horizonte. Formada há cinco anos, como projeto da Escola de Música do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar), a Big Band faz parte da política cultural do governo do Estado de estímulo à criação, pesquisa e profissionalização de jovens talentos neste gênero musical.

Sob regência do maestro e arranjador cubano Nestor Lombida, a Big Band Palácio das Artes cumpre intensa agenda, apresentando-se em diversos espaços de Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais, integrando o projeto de interiorização da Secretaria de Estado de Cultura. “Tocamos ‘Mais que nada’, do Jorge Ben, ‘Thriller’, do Michael Jackson, dentre outras, e composições próprias. Não dá para tocar músicas de um compositor moderno que não se conhece, porque não faz sentido.Tem que passar a informação, tentar mostrar também o trabalho dos nossos compositores, das coisas menos populares por meio de músicas mais conhecidas”, contou o guitarrista e coordenador artístico Tiago Nunes.

Com seu jazz, o cantor americano Donny Nitchilo fez um grande show, pela segunda vez aqui em Minas Gerais e primeira, em Araxá. Nascido e criado em Chicago, ele é um músico conhecido e respeitado, tanto pelos amantes de jazz quanto pelos de blues.

“Eu me sinto muito bem aqui em Minas Gerais, pois o pessoal tem uma grande paixão pelo jazz. Sinto essa energia positiva que vem da plateia para o palco. Não conhecia o festival aqui, mas acho a iniciativa ótima, porque adoro a comida mineira e qualquer festival que celebre a comida mineira, eu aprovo”, destacou.

Dentro da programação do Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Araxá, também teve a apresentação do Grupo Camaleão, com uma verdadeira  metáfora sobre a vida. Com direção de Chico Pelúcio e Lydia Del Picchia, o espetáculo “HORAS POSSÍVEIS – Enquanto o lobo não vem” abordou temas urbanos como o espaço privado, a individualidade excessiva, os sonhos de consumo, a “falta” de comunicação, a corrida para “subir na vida”, as relações humanas mediadas pelas coisas e pelas imagens construídas.

No espetáculo, quatro personagens saem dos seus próprios universos – como uma casa ou um carro – e, ao longo de seus percursos, adquirem ferramentas e criam estratégias de sobrevivência para alcançar seus objetivos. Porém, não se dão conta de que, no decorrer do caminho, vão se perdendo de si mesmas.

Para você reviver as emoções do festival, acesse o site do evento: www.festivaldearaxa.com.br e confira tudo que ocorreu no evento.