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Fiscais da Vigilância Sanitária de 8 cidades participam de oficinas em Araxá

21 de maio de 2019 – 16:42 |

Os profissionais que trabalham com fiscalização no setor de Vigilância Sanitária na Microrregião do Planalto de Araxá se reuniram no último final dee smeana.  Nos encontros as equipes participaram de oficinas onde …

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Secretaria de Saúde de MG divulga casos de microcefalia no Estado

Sobre microcefalioa em MG 1A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou na semana que passou, no auditório da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), coletiva de imprensa sobre os casos de microcefalia notificados em Minas Gerais. Desde o dia 11 de novembro o Ministério da Saúde estabeleceu que a microcefalia deve ser tratada como evento de emergência de saúde pública, tornando obrigatória a notificação dos casos no país. A partir desse período, a SES-MG notificou 11 casos no estado, sendo um em Uberlândia, dois em Contagem, um em Congonhas, três em Belo Horizonte, dois em Montes Claros, um em Ponte Nova e um em Curvelo. Os casos estão em investigação. O Superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-MG, Rodrigo Said, explica que os casos estão sendo investigados para a determinação da causa da microcefalia, que pode estar ou não associada ao Zika vírus. “Até o momento nós não temos identificação de um surto de microcefalia em Minas Gerais e os casos registrados em 2015 estão dentro da normalidade esperada para o ano. O diagnóstico laboratorial da microcefalia não é realizado exclusivamente para o Zika vírus. Existe um painel de doenças que estão sendo pesquisadas neste momento, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, entre outras”, afirma Said. Para o monitoramento da entrada do Zika vírus em Minas Gerais e em consequência aos casos de microcefalia ocorridos nos estados do Nordeste, a SES-MG está cumprindo os protocolos do Ministério da Saúde e reativando a vigilância sentinela, que são equipes das unidades de saúde tecnicamente treinadas para identificar os sintomas agora ligados ao Zika vírus e encaminhar para a análise. As unidades estão distribuídas estrategicamente nos municípios de Uberaba, Belo Horizonte, Montes Claros, Teófilo Otoni, Juiz de Fora e Pouso Alegre. Além de Minas Gerais não ter confirmado casos de microcefalia associados ao Zika vírus, não há, até o momento, circulação do vírus no estado. Após a notificação, inicia-se um processo de investigação, conforme o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. A primeira etapa desse protocolo é um questionário de investigação da gestante. De acordo com as informações coletadas, é atribuído se essa gestante encontrava-se em situação de risco, ou seja, se ela estava em alguma área de transmissão do Zika vírus, ou se ela apresenta algum dos outros fatores associados à microcefalia, como o uso de substâncias químicasmosquito ou processos infecciosos, causados por bactérias ou vírus. As doenças Dengue, Chikungunya e Zika vírus são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Portanto, combater o mosquito é a forma de evitar as três doenças. A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens durante a gestação, como exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos, desnutrição grave, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. Dependendo do grau da doença, a criança pode apresentar deficiência mental, problemas de visão, auditivos, convulsões e dificuldades de locomoção. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida. Durante a gestação é necessário proteger-se das picadas de insetos. É importante que a gestante evite horários e lugares com presença de mosquitos; sempre que possível utilize roupas que protejam partes expostas do corpo; permaneça, principalmente, no período entre o anoitecer e o amanhecer, em locais com barreiras para entrada de insetos como: telas de proteção, mosquiteiros, ar-condicionado ou outras disponíveis; consulte o médico sobre o uso de repelentes e verifique atentamente no rótulo a concentração do repelente e definição da frequência do uso para gestantes. Se houver qualquer alteração no estado de saúde da gestante, principalmente no período até o quarto mês de gestação, ou na persistência de doença pré-existente nessa fase, o fato deve ser comunicado aos profissionais de saúde (médicos obstetras, médico ultrassonografista e demais componentes da equipe de saúde) para que tomem as devidas providências para acompanhamento da gestação.Microcefalia 2