Destaque »

Lídia Jordão faz palestra no 13º Encontro Mulheres com Direito

17 de maio de 2019 – 19:12 |

Lídia Jordão representou Minas Gerais, juntamente com mais nove mulheres da área do Direito, de outros estados do País. Ela foi convidada pela coordenação geral  do Encontro, através da Drª Fabiana Garcia. Para Jordão, …

Leia mais »
Esporte
Cultura
Turismo
Meio Ambiente
Responsabilidade social
Home » +

Começou a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa

O último caso oficial de febre aftosa registrado no Estado de Minas Gerais, foi no ano de 1996. A doença infecciosa é causada por vírus. Ela atinge animais de cascos bipartidos, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. O vírus da febre aftosa é altamente contagioso e pode ser transmitido através da baba do animal, que contém grande quantidade de vírus. O sangue dos animais infectados também contém grande quantidade de vírus durante a fase inicial da doença. O vírus dessa doença é muito resistente, podendo resistir por meses na medula óssea do animal (mesmo depois de morto), no pasto, na farinha de ossos e no couro. A doença também pode ser transmitida por contato indireto, através de alimentos, água, ar, pássaros e humanos que cuidam dos animais, e que podem levar os vírus em suas mãos, roupas ou calçados, e infectar animais sadios. Os primeiros sintomas apresentados pelo animal são febre alta e perda do apetite, seguidos de aftas na boca, na gengiva ou na língua, e principalmente por feridas nos cascos ou nos úberes. O animal baba muito, contaminando todo o ambiente e tem grande dificuldade para se alimentar e para se locomover, em razão das feridas nos cascos. A produção de leite, o crescimento e a engorda  ficam prejudicados. A intensidade da doença é variável, mas sabe-se  que ela atinge mais animais jovens, principalmente os que estão em aleitamento. Para continuar livre da doença que duas vezes por ano o IMA – Instituto Mineiro de Agropecuária desenvolve campanhas para prevenir e combater a febre aftosa no Estado. Em Minas Gerais a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa, começou no último dia 1º de maio e vai se estender até o dia 31. Em entrevista ao JORNAL INTERAÇÃO, o Chefe do Escritório do IMA, em Araxá, Calimério Guimarães, disse que, “ em nossa Regional, aqui no Escritório do IMA de Araxá, nós temos um histórico muito positivo nas campanhas anteriores que varia entre 98 e 99 por cento  de imunização animal no município. Essa boa cobertura vacinal é o reflexo do bom trabalho do IMA e principalmente da conscientização dos produtores. Pois eles aja sabem da importância de manter o Estado de Minas Gerais, como área livre de febre aftosa.” De acordo com Calimério, o rebanho bovino e bubalino ( búfalo), no município de Araxá está em torno de 75 mil cabeças. Segundo ele, “ apesar do avanço de culturas como a soja e cana de açúcar  na região o pecuarista local está muito bem preparado e mantém a tradição por aqui.”  Para o Chefe do Escritório do IMA, “ as vezes o produtor vacina seu rebanho e demora em comprar a imunização aqui no Escritório do IMA, então a gente como Instituto responsável e fiscalizador, tem que ir atrás dele para resolver a situação.” O tratamento dessa doença é feito com a total desinfecção do local, fervura ou pasteurização do leite destinado ao consumo humano ou de outros animais, tratamento com medicação nas feridas dos animais e tratamento com tônicos cardíacos em animais com muita fraqueza. No Brasil, a prevenção dessa doença é feita por meio de vacina obrigatória aplicada de 6 em 6 meses, a partir do terceiro mês de vida do animal. A vacinação é obrigatória a todos os criadores de animais, de forma que as recomendações do fabricante com relação à dosagem, prazo de validade, modos de conservação, entre outros, sejam obedecidas.

Como o produtor deve agir:

Para adquirir a vacina basta o produtor se dirigir ao estabelecimento autorizado para a venda do produto, munido de carteira de identidade e CPF. Segundo Calimério, depois da  compra, a conservação correta é fundamental para garantir a eficácia na imunização do rebanho. “A vacina deve ser mantida em caixa de isopor com gelo, numa temperatura entre três e oito graus centígrados. Durante a aplicação, cuidar para que todo material esteja protegido na sombra”. Ele orienta também que, “ para comprovar a imunização do rebanho é necessário preencher o Formulário de Declaração de Vacinação, também conhecido como Carta Aviso de Vacinação. O pecuarista acessa o site www.ima.mg.gov.br, faz o lançamento das informações (número de bovinos e bubalinos existentes em sua propriedade e os animais imunizados por idade e sexo), imprime e leva junto com a nota fiscal das vacinas ao escritório do IMA da sua região.”

As penalidades:

O Chefe do Escritório do IMA, em Araxá, Calimério Guimarães, também revela que geralmente o Instituto realiza vacinação assistida. “ Trata-se de um agendamento do dia e hora e  o produtor espera a equipe do IMA chegar para acompanhar a vacinação. E todo ano a gente faz também uma sorologia que é a coleta de sangue de alguns animais para verificar se tem reação com a vacina e isto é um indicativo de que realmente o produtor está imunizando seu rebanho.” Finalizando o  Chefe do Escritório do IMA, disse que,” tentar fraudar a campanha e não vacinar o rebanho implica em graves penalidades e sanções além de multas pesadas por cada animal não imunizado.”