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Sustentabilidade em alta com André Trigueiro no Circuito CBMM de Cultura

André Trigueiro esteve presente no Uniaraxá diante de um grande público composto por alunos e educadores.

Na última segunda-feira, 26, o Circuito CBMM de Cultura e o Sempre Um Papo receberam o jornalista André Trigueiro. O grande público que compareceu ao Centro de Convivência do Uniaraxá participou de um debate e lançamento do livro “Mundo Sustentável 2: Novos Rumos para um Planeta em Crise” (Globo Livros)”.

A obra reúne reportagens veiculadas na Globo News e na Rádio CBN, artigos publicados em jornais, revistas e sites, além de textos inéditos de convidados muito especiais, entre eles, Adalberto Veríssimo, Marcos Terena, Paulo Saldiva, Roberto Schaeffer, Roberto Smeraldi, Samyra Crespo, Sérgio Abranches e Suzana Khan.

“São quatrocentas páginas de papel reciclável e certificado com muita informação na área do consumo consciente, água, energia, biodiversidade, destinação inteligente de resíduos, como é que você pensa na área da educação para a transmissão desses conteúdos na escola e na faculdade, o papel do jornalista, então é muita informação com o auxílio luxuoso, precioso e generoso de 35 especialistas”, disse o jornalista André Trigueiro.

Ele ainda afirmou que a sua obra não vem com o objetivo de transformar o mundo. Para o jornalista, o papel do livro é de transformar as pessoas que, incentivadas com a leitura, podem propor reflexões sobre a sustentabilidade. “A gente traz diagnósticos preocupantes em relação a forma que estamos perigosamente avançando sobre o limite, a capacidade dos ecossistemas suprirem humanidade daquilo que estamos demandando em termos de água, terra fértil, energia, recursos naturais não-renováveis”, comentou Trigueiro.

O jornalista ainda observou que os comunicadores podem contribuir com a questão da sustentabilidade, mas não é a falta desses profissionais que acarretam os problemas ambientais. “Penso que é falta informação. A gente, por exemplo, sempre associa meio-ambiente a uma conotação de tragédia, derramamento de óleo, queimada, estrago causado por uma mineradora e não é assim. Todos nós precisamos conhecer mais sobre a sustentabilidade para propor soluções”, argumentou o jornalista.

Experiência enriquecedora

André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, onde hoje leciona a disciplina “Geopolítica Ambiental”, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ. Autor do livro “Mundo Sustentável – “Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação”, coordenador editorial e um dos autores do livro “Meio Ambiente no Século XXI” “Espiritismo e Ecologia”, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

André destacou que conhece o trabalho desenvolvido pelo Sempre Um Papo e elogiou a iniciativa. “O Sempre Um Papo conheço já há dez anos, acho que é um projeto muito bem elaborado aproximando autores dos leitores, uma interação sem censura, aberta, franca e isso é muito rico, para mim, autores em geral e para o público. Eu sempre sair enriquecido dessa experiência, acho muito importante esse projeto tenha escala e continue acontecendo no Brasil”, comentou.

Segundo o jornalista, estar falando para um público composto pela maioria por jovens, não é nenhuma novidade. “Sou filho de professores. Essa experiência de tentar trocar idéias e me comunicar com o segmento dessa faixa etária não é propriamente uma novidade. A comunicação é muito importante porque a juventude, especialmente aquela que estar matriculada nas universidades do Brasil, precisa ao meu ver acordar para o fato que o mundo mudou muito nos últimos anos e os cursos sejam, quais forem, precisam ser ajustados”, ressaltou.

Trigueiro questionou que as pessoas já têm uma base sobre o impacto causado pelos recursos não-renováveis, mas não propõem mudanças. “A gente precisa elencar as questões que sugerem o risco de colapso, o perigo que isso representa, e a necessidade que temos de usar o que nós temos de conhecimento de ciência e tecnologia para contribuir para a construção de um novo modelo de desenvolvimento”, finalizou o jornalista.