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Ganso empata com Patrocinense e garante vaga na semifinal da Segundona

14 de outubro de 2018 – 0:07 |

Terminou agora a pouco, ( sábado,dia 13 de outubro de 2018), a partida entre Patrocinense e Araxá Esporte, no estádio Júlio Aguiar, na cidade de Patrocínio, pela última rodada da fase de classificação do Campeonato …

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Cicloturismo de Araxá a São Roque de Minas

Nos estresses do cotidiano, a vida tem se tornado muito dinâmica. A sensação de que o tempo está passando mais  rápido é sinal de que estamos fazendo mais do que nosso organismo gostaria; seja para quem trabalha, cuida da família, estuda ou até mesmo para aqueles que fazem tudo, é impossível não lidar com pequenas frustrações do cotidiano, além, é claro, de lidar com as grandes emoções de alegria que também são geradoras de estresses. Um dos fatores fundamentais para aliviar o estresse do dia a dia é buscar o descanso, a tranquilidade, um contato aprazível com o meio ambiente, usufruindo e contemplando a beleza da natureza. Um outro fator que contribui é a prática de esporte, academia, ou melhor, um condicionamento físico para o seu corpo em busca de uma qualidade de vida saudável e, se você puder unir os dois fatores, aí o prazer pode ser ainda maior. É isso que um grupo de profissionais  de Belo Horizonte vem fazendo para conviver com este mundo  dinâmico e estressante: passaram a realizar  a prática do cicloturismo, unindo saúde, lazer e convívio com a natureza.

O cicloturismo é uma forma de turismo que consiste em viajar utilizando como meio de transporte uma bicicleta. É uma maneira muito saudável, econômica e ecológica de se fazer turismo. Dentre vários passeios que já realizaram, o Grupo escolheu conhecer as belezas da Serra da Canastra partindo de Araxá, indo até São Roque de Minas.

Para o araxaense Claúdio Canuto, são grandes os benefícios de uma aventura de bicicleta. Além de muito saudável, o contato com a natureza é muito grande, com a fauna, a flora,  você conhece lugares maravilhosos, que dificilmente conheceria em um passeio de carro, “o conhecimento que se adquire de outras culturas e costumes das cidades visitadas é outro fator a se considerar em uma aventura dessas”, destacou Canuto.

Boxe

Para praticar essa modalidade, é necessário algumas precauções para não sofrer contratempos na estrada.

O tipo de bicicleta utilizada para uma viagem deve ser, além de confortável, forte e em bom estado; deve permitir que se percorra qualquer tipo de piso, ou seja, asfalto e terra. A bicicleta necessita de revisões periódicas, o ciclista deve ter noções básicas de manutenção e lubrificação. Na Europa, o cicloturismo é muito praticado.

Enfim a viagem

Saída de Belo Horizonte à 0h para Araxá, com 360 km em uma Van, fazendo parte desta aventura: Andrea, Claudia, Claudio Canuto, Edson, Emersom, Juninho (The Wall), Lecio, Manzan, Onira, Thays, Talline, Vagner, Valdinei, Wolfgang.

1ª Etapa – Araxá – Arraial de São João – 67 Km

Sábado, 6h, o dia amanheceu maravilhoso, o sol forte rapidamente ocupou seu espaço, um café reforçado, equipamento todo checado, a equipe de apoio fez o deslocamento da equipe e das bikes até o povoado da Tragédia, saindo de Araxá, sentido Tapira, deixando para trás 32 km de “chão preto”. Daí para frente, só terra. Apesar de cedo, o grupo chamou a atenção dos poucos habitantes do vilarejo, principalmente das crianças, que queriam conferir de perto toda estrutura da equipe. Alinhados, em duplas, em fila indiana, cada um no seu ritmo; rapidamente os ciclistas desapareceram no horizonte. Aos poucos, já se podia avistar a imponência da Serra da Canastra que se despontava no horizonte.

No trajeto, podia-se observar a beleza das poucas matas do Cerrado que a cana, a soja, a batata, o milho, enfim, o que a agricultura e a pecuária ainda não ocuparam. A beleza do tucano, a seriema, os gaviões carcará, canários são comuns da região e podiam ser vistos com facilidade. Já o lobo guará, com hábito noturno e na lista dos animais em extinção, apesar de comum na região, sua visibilidade não é privilégio de todos. Enfim, o objetivo desponta no horizonte… Foram 67 km, com chegada às 14h, no Arraial de São João Batista, que fica antes da Guarita 02 de entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra, povoado de 200 habitantes, distrito de São Roque de Minas, com 1.200 metros de altitude. O clima é ameno e muito agradável. Realmente um ponto de partida para quem quer desfrutar de belas cachoeiras, deslumbrar com a rica fauna e flora do majestoso Parque Nacional da Serra da Canastra. A Cachoeira da Gurita, primeira queda do histórico Rio Araguari, é a mais próxima do vilarejo. Daí para frente, são inúmeras cachoeiras: do Lavapés, do Fundão, Parida, Boa Vista, Rolinhos … Sem falar da majestosa Casca D’anta, com quase 200m de queda, a primeira queda do Rio São Francisco, que corta cinco estados brasileiros. O Arraial de São João é um divisor de águas;  do lado de onde caem as águas do Araguari, está a Bacia do Rio Paraná, que corre para o sul do país; do outro lado estão dezenas de rios e riachos da Bacia do São Francisco, que corre para o nordeste.

A chegada não podia ser diferente; todos foram direto tomar um banho de cachoeira (Gurita), água fria, cristalina, sua nascente é poucos metros dentro do parque, o banho foi suficiente para recarregar as baterias e encher de motivação toda a equipe.

Após a acomodação na pousada, reconhecimento do local, visita ao tradicional bar do Sr. Vicente… Chegou a hora do SUPERCHURRASCO, descontração total, muita conversa sobre a aventura e um briefing para o dia seguinte, a segunda etapa da aventura que prometia ser maravilhosa, agora totalmente dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra.

2ª Etapa – Arraial de São João – São Roque de Minas 71 Km

Novamente o despertar foi cedo no domingo, 6h, café reforçado, bikes revisadas… Com o corpo ainda enrijecido da batalha do dia anterior, aos poucos, foi se soltando, a cada quilômetro que ficava para trás. O trajeto agora era dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, que é composto pelo bioma Cerrado, com predomínio de vários tipos de campos. Criado pelo Decreto nº 70.355, de 3 de abril de 1972, com 200 mil hectares, preserva as nascentes do Rio São Francisco e vários outros monumentos.

No trajeto pelo chapadão, podia-se contemplar o chapadão da região da Babilônia, que fica paralela à Serra da Canastra, grandes paredões de rocha onde existem várias e belas cachoeiras. A fauna e a flora  do Cerrado também despertam a contemplação de todos.

Um Curral de Pedras, feito amontoando-se manualmente pedra sobre pedra, que era utilizado para conter o gado durante a pernoite dos tropeiros, chama a atenção de quem passa pelo contraste com o visual da região.

O primeiro trecho da pedalada foi até a parte alta da Casca D’anta, com “APENAS” 27 KM. Duas subidas bem fortes foram suficientes para consumir energia e abrir o apetite para o primeiro lanche. Momento para descontração, tirar fotos e se refrescar nas águas puras e cristalinas do ainda riacho São Francisco. A vontade de ficar o resto do dia era intensa, mas ainda faltavam 53 km para serem pedalados até a cidade de São Roque, e a partida foi inevitável.

Depois de se refrescar na parte alta da cachoeira da Casca D’anta, uma esticada de mais 30 km, foi a vez da visita à nascente do Rio São Francisco. Uma imagem de São Francisco é o marco de sua nascente; muita água fresca e fotos para marcar a visita. O corpo já cansado, alimentado pela emoção e adrenalina da aventura foi presenteado com a beleza do visual e uma descida de 7 km para chegar à cidade de São Roque.

“Missão comprida com um total de 138 km,  quase 12h de percurso, chegada às 19h. Já no início da noite, com muito esforço recompensado até a última gota de suor, com um superpedal com pessoas incríveis e lugares indescritíveis”, esse foi o desabafo do ciclista Claudio Canuto. Um bom banho, um jantar caprichado no Mexidão do Zagaia, em São Roque. Bikes e bagagens a postos, com retorno a BH e chegada à 0h, na despedida com o gostinho de que daqui a pouco tem mais. A próxima cicloviagem agendada é para a segunda quinzena de novembro, saindo de São Roque de Minas a São  José do Barreiro, na parte baixa da Serra da Canastra para conhecer os quase 200 metros da cachoeira de Casca D’anta.

Agradecimentos e apoio:

VIVO

Pousada Serra da Canastra (Mapelli e Jean)

Sprinter Bike

Delta Telecom

Andorinha (motorista)

Filmes de Bike

By Bike

Implantar ortodontia

Pousada da lyla