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AAL comemora 53 anos e escritora Wilma Cunha recebe Comenda Literária

19 de Maio de 2018 – 0:36 |

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Teatro em Movimento e Circuito CBMM de Cultura trazem a Araxá o musical “Gonzagão – A Lenda”

Comovente, inovador e poético. Estas qualidades não explicam, mas resumem a adaptação de João Falcão da vida de Luis Gonzaga, o Rei do Baião, musical intitulado “Gonzagão – A Lenda”. O premiado espetáculo chega a Araxá em uma realização do Teatro em Movimento e do Circuito CBMM de Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, nos dias 14 e 15 de setembro, sábado e domingo, às 20h, com entrada gratuita no Teatro Municipal.

Essa programação é a segunda da série de espetáculos do Teatro em Movimento, que visita Araxá.

O público vai do riso às lágrimas, ao som de quase 40 canções, entre as quais, “Cintura Fina”, “O Xote das Meninas”, “Qui nem Jiló”, “Baião”, “Pau-de-arara” e sua mais célebre criação, “Asa Branca”.  Para os mineiros, um momento especial, que mistura emoção e mágoa, no encontro de Gongazão e Gonzaguinha, que morou os últimos anos de sua vida em Belo Horizonte.  “Nele, não há formato importado – é musical made in Brazil”, diz Tatyana Rubim, idealizadora do projeto Teatro em Movimento.

O musical recebeu os prêmios Shell na categoria Melhor Música 2012 e APTR na categoria melhor Produção de 2012.

O Enredo

Na história do rei do baião, o diretor se permitiu rebatizar duas mulheres importantes da vida do músico, Nazarena -o primeiro grande amor- e Odaléa -a mãe de Gonzaguinha, de quem Gonzagão assumiu a paternidade, embora fosse estéril, e deu para um casal criar- como Rosinha e Morena, respectivamente, nomes que aparecem em músicas do compositor. E ainda se permitiu criar um encontro que nunca aconteceu: Luiz Gonzaga e Lampião, dois mitos nordestinos.

Também há espaço, naturalmente, para se falar da originalidade de Gonzaga, um artista que, a partir dos ensinamentos de seu pai, Januário, criou em sua sanfona um gênero, o baião, e o transformou em sucesso e patrimônio nacionais. “Ele não só levou o baião para o Brasil inteiro, mas trouxe as linguagens do Nordeste para a sua obra, principalmente a partir da parceria com Humberto Teixeira. Foi um movimento pensado. Sua música é muito sofisticada e, ao mesmo tempo, parece que sempre existiu, como se não tivesse sido criada por alguém. Mas foi ele quem organizou tudo”, ressalta Falcão.

O Elenco

A trupe da peça é formada por oito homens, Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez, Marcelo Mimoso, Paulo de Melo, Renato Luciano, Ricca Barros – todos revezando-se nos vários papéis, inclusive no de Gonzaga – e apenas uma mulher, Laila Garin. Vista primeiramente como um homem – evocação de Diadorim, Luzia Homem e outras famosas personagens da literatura de sertão -, ela se infiltra naquele ambiente que era apenas masculino e vai perturbá-lo. É uma trama paralela a de Luiz Gonzaga.