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Lídia Jordão faz palestra no 13º Encontro Mulheres com Direito

17 de maio de 2019 – 19:12 |

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Câmara debate tarifa cobrada pelo transporte público urbano

A Câmara Municipal de Araxá promoveu Fórum Comunitário para debater sobre a tarifa cobrada pelo uso do transporte público urbano, nesta segunda-feira, 3, na Casa da Cidadania, mediante requerimento do vereador Fárley Cabeleireiro (PT).

“O objetivo da reunião é levantar hoje o conhecimento amplo de que forma as coisas estão acontecendo no transporte coletivo em Araxá. Isso é de interesse público e estamos aqui para defender a população. Queremos buscar o porquê de os pontos de ônibus coletivos não terem cobertura. Se isso é responsabilidade da Prefeitura ou se é da empresa Vera Cruz”, comentou Fárley.

Além dos parlamentares, a audiência contou com as presenças de representantes da Prefeitura Municipal de Araxá, da empresa Vera Cruz Transporte, imprensa e comunidade.

Atualmente com valor fixado em R$ 2,65, o aumento da tarifa do transporte público urbano em Araxá, que costuma ter reajuste ao final de cada ano, é sempre motivo de reclamação por parte dos usuários.

Por parte da prefeitura, a assessora municipal de Trânsito e Transportes, Viviani Antunes Gomes, fez uma apresentação sobre a complexidade que o setor de transporte vem ganhando com o aumento do número de veículos. Em Araxá, já são 51 mil emplacados e média de 1,9 habitante por veículo. Ela também esclareceu o contrato de concessão do serviço entre o Poder Público e a empresa.

O diretor Comercial e de Operação da Vera Cruz Transporte, Wagner Tannús, explicou detalhadamente sobre o funcionamento do serviço e relatou que o reajuste é calculado com a soma dos custos fixo (salários, depreciação e outros) e variável (combustível, manutenção e outros) dividida pelo número de pessoas que pagam pelo serviço, e quociente multiplicado aos impostos.

Entre suas considerações, ele afirmou que as empresas de transporte que detêm a concessão do transporte público necessitam de mais incentivos (desonerações) por parte do Poder Público, da mesma maneira que os setores da indústria vêm tendo, para que realmente a tarifa tenha preço mais acessível ao usuário.

“As mudanças podem ocorrer apenas se o governo federal continuar buscando exonerar o transporte. Tivemos recentemente uma desoneração do piso, e temos agora que fazer uma avaliação de qual é o impacto perante o transporte. O governo está agindo dessa forma pensando em evitar o aumento futuro, e não os juros que já aconteceram. Houve um aumento da nossa tarifa em 2012, em mais ou menos 12%, já impactando no custo da tarifa. Talvez com ações mais eficientes do governo com relação à desoneração e subsídio, com mais mudanças, aí sim acredito que pode haver reduções da tarifa”, comentou.

Ele exemplificou os recentes benefícios que a indústria automobilística vem tendo com a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para alavancar a produção.

O vereador Fárley afirmou que este foi o primeiro passo para que a questão da tarifa do transporte público urbano seja revista. “Entendemos que a população de Araxá hoje está insatisfeita com o transporte no que se refere à tarifa, e entendemos também que está cara. Se basearmos no salário mínimo, o qual teve aumento de 9%, o transporte teve aumento de 10,48% no último reajuste. Mas isso é o primeiro passo, vamos discutir e conversar, apresentar alguns requerimentos e tomar algumas providências, caso nosso jurídico entenda que devemos acrescentar algo mais”, diz.

Entre algumas soluções, ele defende a criação do Conselho Municipal do Transporte para que a questão do reajuste seja debatida de forma mais simplificada. “É a população que tem a ganhar com isso”, conclui o vereador.

Vera Cruz

A empresa Vera Cruz possui 49 anos de atuação em transportes públicos urbanos, fretamento, linhas intermunicipais/municipais e turismo.

Possui um total de 40 veículos realizando frota urbana. Em circulação, a empresa conta com 27 veículos titulares, mais 10 veículos-reforços e mais 3 veículos para o caso de reservas técnicas.

Ao todo, são seis profissionais por veículo operacional. De 104 profissionais, 60% realizam turno 24h, com trabalho de manutenção, elétrica, lanternagem, pintura, limpeza, fiscalização e serviço administrativo.