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Unidos Contra a Corrupção: Presidente da Federaminas apresenta campanha em Araxá

17 de agosto de 2018 – 16:17 |

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Prefeitura suspende serviço de caminhões nas cooperativas de recicláveis

Cooperativas de materiais recicláveis, Reciclara e Cooperare, estão sem o serviço dos 4 caminhões que faziam parte da coleta seletiva.

Desde o último dia 25 do mês passado, a Prefeitura Municipal de Araxá suspendeu o serviço de quatro caminhões de coleta seletiva. Anteriormente, seis caminhões estavam auxiliando no serviço, envolvendo três cooperativas existentes no município – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Araxá (Reciclara), Cooperativa dos Produtores de Materiais Recicláveis (Cooperare) e a Associação de Catadores de Papel Plástico, Metal e Vidro de Araxá (Foco Ambiental) –, mas o Poder Público decidiu manter dois desses veículos.
 
Atualmente, os caminhões estão prestando serviço apenas para a Foco Ambiental, que atua no município desde 2008, e não mais para as outras duas cooperativas. A Reciclara, que começou a trabalhar com material reciclável também a partir de 2008, a Cooperare, com oito anos de coleta seletiva [iniciou em 2004] e a Foco Ambiental estão funcionando no Distrito Industrial, em uma área destinada pelo Executivo, denominada Centro de Triagem, desde março do ano passado. Neste local, os caminhões depositavam todo o material recolhido nos bairros da cidade.
 
Para reciclar um material, é necessário que haja um processo de seleção prévia, isto é, a separação do lixo comum em papel, plástico, vidro, metal, orgânico e não recicláveis. Um processo de seleção muito conhecido atualmente é a coleta seletiva, que nada mais é do que um recolhimento de lixo feito seletivamente. Após a separação dos resíduos, é preciso fazer uma nova triagem em subtipos de materiais para que estes tenham interesse comercial, como, por exemplo, os plásticos são separados em plástico duro ou plástico mole, os metais em latão ou alumínio.
 
Os catadores de material reciclável da Reciclara e da Cooperare reclamam que, sem esses caminhões, a produção não está mais a mesma. Segundo dados cedidos pela diretora comercial da Cooperare, Lilian Maria Borges, sem os caminhões, no mês de fevereiro, a cooperativa produziu nove toneladas de material reciclável. Com os caminhões, a produção era de 50 toneladas por mês. Em relação à Reciclara, seu vice-presidente, Maurício Silva, afirmou que, sem os caminhões, a produção que era de 50 toneladas diminuiu para 25. As duas associações estão vivendo de doações de material reciclável feita por populares que ficaram sabendo da atual situação das duas cooperativas compostas por voluntários.
 
De acordo com Maurício Silva, as cooperativas eram beneficiadas com seis caminhões, sendo dois para cada uma. “Eles tiraram os caminhões nossos da Reciclara, como da Cooperare. Estamos sem trabalhar há dias e foi destinado os caminhões (sic) para a Foco Ambiental. A população está ligando para nós para saber por que não está sendo coletado. Precisamos falar a verdade. Não temos caminhões para coletar o material reciclável. Infelizmente, foi retirado de nós. A Foco Ambiental está prestando o serviço de coleta para o município.”, comentou.
 
A diretora financeira da Cooperare, Miriam Gonçalves Mota de Souza, ressaltou que quem falou sobre a permanência de apenas uma cooperativa no serviço de coleta seletiva foi o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, João Bosco Borges. “Os dois caminhões da Prefeitura ficariam com a Foco Ambiental, e a gente [Cooperare e Reciclara], sem os caminhões até segunda ordem. O pessoal ficou sabendo no dia 27 que ficou decidido que somente a Foco iria estar com esses caminhões. Até então não tem nada documentado. A gente [Cooperare] tem o contrato de prestação de serviço que o próprio prefeito renovou até 31 de dezembro de 2013. Nós estamos transtornados. Sempre trabalhamos em equipe. Não justifica”, comentou.
 
O secretário João Bosco Borges foi procurado pela reportagem do Jornal Interação e disse que a mudança se deve a uma reestruturação pela qual o serviço de coleta seletiva está passando no início do segundo mandato de Jeová Moreira da Costa à frente da Prefeitura Municipal de Araxá. Segundo o secretário, o critério utilizado para escolher a Foco foi em questão de maior produtividade.
 
“Teve mês que a Foco Ambiental comercializou 101 toneladas. O objetivo dessa reestruturação é maior eficiência, com menos custo para o município, porque esse dinheiro que paga as despesas da Prefeitura são do contribuinte, e a gente tem que fazer o possível para baixar esse custo e para que possamos fazer novos investimentos em benefício da comunidade. Tudo pode mudar, e as duas cooperativas prestarem também o serviço, mas até primeira ordem, quem permanece na coleta seletiva é a Foco Ambiental”, colocou.
 Os catadores de material reciclável estiveram reunidos com o prefeito de Araxá, Jeová Moreira da Costa, nesta terça-feira, 5, para tentar solucionar esta questão da coleta seletiva aqui na cidade. O secretário João Bosco foi comunicado dessa reunião e recebeu do prefeito o aval para continuar com a sua decisão visando sempre à melhor produtividade e agilidade do serviço.