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19 de outubro de 2018 – 20:12 |

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Esporte e aventura com muita adrenalina

Por Marcelo Rosa

Na bela manhã de sábado, 16, um grupo de amigos se reuniu para um pouco de aventura. Heider Samarone, Bruno Carvalho e Paulo Rogério saíram de Araxá (MG) para pedalar 86 km chegando ao município de Ponte Alta (MG). Todo o percurso pela BR 262 durou cerca de 3h30 e foi feito com uma média de 25 km/h e contou com Jean no carro de apoio.

Em Ponte Alta, os ciclistas se juntaram aos araxaenses Rodrigo Siqueira, Geovanni Fonseca e Marcelo Rosa, e da cidade de Uberaba, vieram Marcos Ferreira e Raquel Mateus, todos muito animados para a prática do rapel na cachoeira de Ponte Alta.

Com muita dedicação e profissionalismo, Rodrigo e Geovanni prepararam os equipamentos necessários, procuraram a melhor árvore para ancoragem, passaram as cordas verificando tudo com muita atenção para que nada desse errado na descida e para que todos pudessem se maravilhar observando a bela paisagem em volta da cachoeira.

Os estreantes na prática do Rapel, Marcelo Rosa e Paulo Rogério observaram os preparativos com certo receio e desconfiança, uma piada aqui, uma risada acolá, saíam para aliviar um pouco a tensão que pairava no ar durante todo o processo. Os mais experientes ajudaram os outros a se equiparem devidamente com os equipamentos de segurança: capacete, cadeirinha, luvas para que todos pudessem se divertir com total segurança.

Tudo pronto. Rodrigo Siqueira realiza uma pequena palestra, mostrando o funcionamento e explicando, com toda a sua experiência, como seria a descida e que tudo ocorreria na maior segurança. Rodrigo, como de praxe, desce primeiro verificando todo o equipamento e verificando se tudo está em ordem. Em seguida, foi a vez de Marcos Ferreira mostrar toda sua habilidade na modalidade. Ele para na metade do caminho e espera seu irmão Samarone, para curtirem juntos a linda paisagem. Depois foi a vez de Bruno Carvalho, Marcelo Rosa, Jean e Paulo Rogério se aventurarem e experimentarem a inexplicável sensação de liberdade proporcionada pelo Grupo Extremos.

Raquel Mateus, única mulher presente e responsável pela maioria das fotos, desceu em seguida. O namorado Marcos a acompanhou e fizeram um belo espetáculo em meio às manobras radicais com direito até de namorar e um beijo do homem aranha. O último a descer foi Geovanni Fonseca, que, com toda dedicação e paciência, ajudou a todos na hora da saída, explicando os procedimentos e, em muitos momentos, passando tranquilidade pra quem nunca havia praticado o rapel.

Logo os amigos foram saborear a comida do restaurante Toca do Dinossauro, de Peirópolis, próximo a Uberaba. A cachoeira de Ponte Alta, 35 metros, parece um brinquedo na mão dos mais experientes e uma mistura de ansiedade, medo, alegria e coragem para os marinheiros de primeira viagem em busca do desconhecido e de um pouco de emoção. O difícil agora é controlar a ansiedade e a espera pela próxima aventura.

Rapel

Conhecido no Brasil como rapel, a denominação deste esporte vem do verbo francês rappeler, que significa chamar, recuperar, explorar. Entre os praticantes, há uma versão popular de nomenclatura “rapelar”, com o significado de escorregar corda abaixo, seguro por um cinto de segurança apropriado e uma peça de freio. Ou seja: o rapel é uma técnica de descida de cachoeiras, cascatas, precipícios, prédios, pontes, morros, penhascos, paredões, viadutos, chegando até as alturas inusitadas.

Para praticar rapel, é necessário ser conhecedor de técnicas de montanhismo, além de ter experiência com o manuseio de equipamentos básicos de escalada como cadeirinha, mosquetões, freio oito, corda estática etc.

Há, ainda os equipamentos de segurança como luvas e capacete, que também não são de menor importância. Apesar de sua prática ser relativamente fácil, nas versões mais moderadas, como em qualquer outra atividade dos esportes radicais e de aventura, recomenda-se estar acompanhado por um instrutor especializado.

Os estilos dessa prática são: Rapel em positivo – é realizado com o apoio dos pés na parede; Rapel em negativo – sem o apoio dos pés, o praticante desce em queda livre, lançando-se no vácuo; Rapel guiado – normalmente utilizado em cachoeiras e quedas d’água onde é necessário fazer desvios diagonais da trajetória para evitar fortes torrentes; Rapel fracionado – é dividido em vários rapéis menores para encontrar um caminho mais seguro.

Hoje, quando utilizado em cachoeira, pode ser encontrada também a denominação de cascading. No Brasil, considera-se o rapel uma prática esportiva com identidade própria e não um meio para se praticar outros esportes, mas há quem considere apenas como prática de lazer. É muito utilizado por diversas atividades como escaladas, estudos espeleológicos e em resgate. Em montanhas, sendo bastante difundido como uma das modalidades que compõem as corridas de aventura.

É também uma prática esportiva utilizada como parte dos circuitos de corridas de aventura e já está incorporada ao roteiro turístico de agências/operadoras de turismo e eventos promocionais de academias de ginástica. Os locais preferidos para a prática de rapel no Brasil são, por localização estadual: MS: Abismo de Anhumas e Buraco das Araras (Bonito); RJ: Cachoeira Véu de Noiva e Gruta do Presidente (Teresópolis), Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Teresópolis/Petrópolis) e Ilha Grande (Angra dos Reis); GO: Cachoeira da Onça (Pirenópolis), Bica do Ipu (Ubajara) e Cachoeira da Água Fria (Alto Paraíso de Goiás); MG: Cachoeira Congonhas, Cachoeira da Usina, Cachoeira Véu de Noiva e Morro da Pedreira (Serra do Cipó), Parque Nacional da Serra do Cipó (Serra do Cipó) e Pedra da Catedral (Gonçalves); SC: Cachoeira do Cambará, Cachoeira do Cará, Cachoeira do Forno, Cachoeira do Vento, Cânion da Encosta, Cânion da Sabiá e Serra do Uru (Presidente Getúlio); RS: Cascata do Marmeleiro e Cascatina dos Mentz (Canela), e Viaduto 13 (Encantado) – maior viaduto da América Latina; BA: Parque Nacional da Chapada Diamantina, Poço do Diabo e Gruta do Lapão (Chapada Diamantina).