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Casos de hantavirose voltam a preocupar a microrregião de Araxá

19 de setembro de 2019 – 12:04 |

O tempo seco propicia a proliferação de doenças infecto contagiosas, como a hantavirose. Segundo a Superintendência Regional de Saúde (SRS Uberaba) neste ano já foram notificados sete casos de hantavirose. Os dados estão no Sistema …

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DE OLHO NO OLHO

Por Humberto Porfírio

OLHA + DIABETES = RELAÇÃO COMPLITUOSA

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela má absorção do açúcar nos tecidos corpóreos, alterando de forma danosa suas funções. Seja pela falta de insulina ou pela simples deficiência celular em captação do açúcar, a pessoa se torna diabética.

Com o passar do tempo, o sistema vascular do corpo (veias/artérias, etc…) danificados pelo diabetes não mais conduzirão, de forma eficaz, o oxigênio aos órgãos alvo, causando o que se chama de “isquemia tecidual”. Dentre os mais importantes órgãos acometidos, destacam-se os rins, olhos e membros inferiores (pés/pernas).

No olho, causa a retinopatia diabética, um dos temas de maior interesse no campo da medicina atual e de forma especial na oftalmologia. Nos países industrializados é a principal causa de perda visual em adultos de 20 a 74 anos e em torno de 20% ficam completamente cegos.

Até os anos 60 não se prevenia a retinopatia diabética e era absolutamente intratável. Porem, nas ultimas décadas houve avanços enormes tanto na prevenção quanto no tratamento desta enfermidade, graças aos avanços tecnológicos na área de retina.

Importante saber que, na prevenção, o modo de vida do paciente é crucial, como ter uma alimentação saudável (orientada por um nutricionista), controle emocional, períodos de sono e exercícios físicos regulares, sempre também com orientação profissional.

Quanto à visão, o diabético deve submeter-se ao exame oftalmológico semestralmente, sendo realizados exames de fundo de olho, e em casos específicos, a mais recente inovação tecnológica na área: tomografia de coerência óptica, já disponível em Araxá. Caso o oftalmologista detecte alterações retinianas, institui a terapia atual, com aplicação de laser e/ou injeção vítrea de medição especifica. Há casos em que a retinopatia é mais grave, com conseqüente descolamento da retina, o tratamento é cirúrgico.

Portanto, essa relação conflituosa muitas vezes pode ser evitada através de exames preventivos semestralmente e hábitos de vida saudáveis.

Para informações adicionais, porfiriohumberto@ig.com.br