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Ganso empata com Patrocinense e garante vaga na semifinal da Segundona

14 de outubro de 2018 – 0:07 |

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Corpo de Niemeyer é enterrado no Rio ao som de Carinhoso e da Internacional

Ao som de Carinhoso e da Internacional, o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer foi enterrado às 18h da sexta-feira passada (07) diante de mais de 400 pessoas, contrariando a decisão da família de fazer uma cerimônia fechada. Além de parentes e amigos, admiradores anônimos e curiosos acompanharam o sepultamento, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.

A música de Pixinguinha foi tocada pela Banda de Ipanema, da qual Niemeyer era patrono, e o hino dos comunistas, cantado por velhos companheiros de militância do arquiteto. Niemeyer morreu na noite de quarta-feira (05), aos 104 anos.

O enterro aconteceu depois de quase nove horas de velório, no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura do Rio. O palácio foi aberto ao público entre 8h30 e 16h. Antes da saída do caixão, às 17h15, cerca de 150 pessoas assistiram a um culto ecumênico.

A viúva, Vera Lúcia, ficou ainda mais emocionada quando, de mãos dadas, o público cantou a música Suíte do Pescador, de Dorival Caymmi, puxada pelo pastor luterano Mozart Noronha.

Entre as muitas coroas de flores que homenagearam Niemeyer, militante comunista desde a juventude, destacavam-se as enviadas pelos irmãos Fidel e Raul Castro. O ex-presidente cubano lembrou o “incondicional amigo de Cuba Oscar Niemeyer” e assinou: “comandante em chefe Fidel Castro Ruiz”. Raul, sucessor do irmão, citou o “querido amigo Niemeyer”.

Viúva do líder comunista Luiz Carlos Prestes, Maria Prestes levou uma bandeira com a foice e o martelo. “Ele se preocupava com o bem-estar do povo brasileiro. Era um grande amigo da nossa família”, disse. Na entrada do palácio, uma enorme bandeira do PC do B foi aberta por filiados ao partido.

A genialidade do arquiteto foi destacada pelos colegas. “Já tem alguém que pode redesenhar a Via Láctea”, brincou o ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná Jaime Lerner. O engenheiro Giorgio Veneziani, de 86 anos, falou da convivência entre os dois. “Quando eu estudava na Itália, Niemeyer já era uma referência. Tivemos outros pontos de convergência, como o socialismo”, disse o engenheiro, responsável pelo revestimento de mármore dos palácios de Brasília projetados pelo amigo. O poeta Ferreira Gullar lembrou a amizade de 50 anos. “É uma dor irreparável”, lamentou.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) vai transformar em esculturas três desenhos feitos por Niemeyer em agosto passado. As peças enfeitarão o boulevard que será construído na zona portuária. O prefeito também estuda instalar uma estátua de Niemeyer na mesma região.

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), esteve no velório acompanhado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e de Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino, idealizador de Brasília.

Corpo de Niemeyer é enterrado no Rio ao som de Carinhoso e da Internacional

Rio, 07 – Ao som de Carinhoso e da Internacional, o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer foi enterrado às 18h desta sexta-feira diante de mais de 400 pessoas, contrariando a decisão da família de fazer uma cerimônia fechada. Além de parentes e amigos, admiradores anônimos e curiosos acompanharam o sepultamento, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.

A música de Pixinguinha foi tocada pela Banda de Ipanema, da qual Niemeyer era patrono, e o hino dos comunistas, cantado por velhos companheiros de militância do arquiteto. Niemeyer morreu na noite da última quarta-feira (05), aos 104 anos.

O enterro aconteceu depois de quase nove horas de velório, no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura do Rio. O palácio foi aberto ao público entre 8h30 e 16h. Antes da saída do caixão, às 17h15, cerca de 150 pessoas assistiram a um culto ecumênico.

A viúva, Vera Lúcia, ficou ainda mais emocionada quando, de mãos dadas, o público cantou a música Suíte do Pescador, de Dorival Caymmi, puxada pelo pastor luterano Mozart Noronha.

Entre as muitas coroas de flores que homenagearam Niemeyer, militante comunista desde a juventude, destacavam-se as enviadas pelos irmãos Fidel e Raul Castro. O ex-presidente cubano lembrou o “incondicional amigo de Cuba Oscar Niemeyer” e assinou: “comandante em chefe Fidel Castro Ruiz”. Raul, sucessor do irmão, citou o “querido amigo Niemeyer”.

Viúva do líder comunista Luiz Carlos Prestes, Maria Prestes levou uma bandeira com a foice e o martelo. “Ele se preocupava com o bem-estar do povo brasileiro. Era um grande amigo da nossa família”, disse. Na entrada do palácio, uma enorme bandeira do PC do B foi aberta por filiados ao partido.

A genialidade do arquiteto foi destacada pelos colegas. “Já tem alguém que pode redesenhar a Via Láctea”, brincou o ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná Jaime Lerner. O engenheiro Giorgio Veneziani, de 86 anos, falou da convivência entre os dois. “Quando eu estudava na Itália, Niemeyer já era uma referência. Tivemos outros pontos de convergência, como o socialismo”, disse o engenheiro, responsável pelo revestimento de mármore dos palácios de Brasília projetados pelo amigo. O poeta Ferreira Gullar lembrou a amizade de 50 anos. “É uma dor irreparável”, lamentou.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) vai transformar em esculturas três desenhos feitos por Niemeyer em agosto passado. As peças enfeitarão o boulevard que será construído na zona portuária. O prefeito também estuda instalar uma estátua de Niemeyer na mesma região.

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), esteve no velório acompanhado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e de Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino, idealizador de Brasília. Netos e bisnetos de Oscar Niemeyer querem restaurar a Casa das Canoas, construída há 60 anos pelo arquiteto para ser a residência da família. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o imóvel foi fechado porque precisa de obras de infraestrutura. A intenção é transformá-lo numa espécie de museu, com exposição multimídia, informou Carlos Ricardo Niemeyer, diretor da Fundação Niemeyer, que detém os direitos sobre as obras do arquiteto.

Carlos Ricardo informou que a diretoria da fundação ainda vai se reunir para fazer o inventário dos projetos em andamento, definir como viabilizar a reforma da Casa das Canoas e debater como se dará a proteção das obras concluídas e dos projetos de Niemeyer que ainda não saíram do papel. A fundação foi criada em 1988. Niemeyer, a primeira mulher, Annita Baldo, e a única filha, Anna Maria, transferiram os direitos sobre todas as obras para que fossem administrados pela instituição. Hoje, é presidida pelo ex-senador Marco Maciel e tem como diretora executiva Ana Lúcia, uma das netas de Niemeyer e mãe de Carlos Ricardo.

Herdeiros de Niemeyer querem criar museu e fazer inventário

Rio, 07 – Netos e bisnetos de Oscar Niemeyer querem restaurar a Casa das Canoas, construída há 60 anos pelo arquiteto para ser a residência da família. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o imóvel foi fechado porque precisa de obras de infraestrutura. A intenção é transformá-lo numa espécie de museu, com exposição multimídia, informou Carlos Ricardo Niemeyer, diretor da Fundação Niemeyer, que detém os direitos sobre as obras do arquiteto.

Carlos Ricardo informou que a diretoria da fundação ainda vai se reunir para fazer o inventário dos projetos em andamento, definir como viabilizar a reforma da Casa das Canoas e debater como se dará a proteção das obras concluídas e dos projetos de Niemeyer que ainda não saíram do papel. A fundação foi criada em 1988. Niemeyer, a primeira mulher, Annita Baldo, e a única filha, Anna Maria, transferiram os direitos sobre todas as obras para que fossem administrados pela instituição. Hoje, é presidida pelo ex-senador Marco Maciel e tem como diretora executiva Ana Lúcia, uma das netas de Niemeyer e mãe de Carlos Ricardo.