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Ganso empata com Patrocinense e garante vaga na semifinal da Segundona

14 de outubro de 2018 – 0:07 |

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PESCADÃO NO RIO JUREMA, NO ESTADO DO PARÁ

Depois de muitos planos e muitos castelos, chegamos a um acordo, em demorada reunião, a irmos conhecer lá no Pará, o rio Jurema. Foi muito demorada, a grande viagem, com mais de dois mil quilômetros de estrada. Finalmente depois de dois dias e viagem, chegamos, entramos em uma estrada de terra, muito estreita e acidentada, cortando a linda mata virgem, que depois de mais de meia hora chegamos naquela linda praia, onde armamos nossas barracas. A praia margeada por uma mata nativa, com árvores milenares, cujas copas chegavam, a mais de quarenta metros de altura, destacando o castanheiro. O rio muito largo, de águas muito claras, com praia muito grande, que chegava até a margem do rio. Pedras enormes, cercavam lindas árvores frondosas, que amainavam o calor de mais de quarenta graus, aonde podíamos pescar em grande tanque, vindo a formar uma corredeira. Ali estava um dos melhores pesqueiros da região, segundo nosso guia Tião. Sua flora e fauna eram muito variadas, samambaias, orquídeas de belezas incomum e na fauna, a variedade de bichos, pássaros e passarinhos, além dos peixes que somente na bacia amazônica existem. O aruanam, peixe que pula do rio em árvores, catando insetos, em saltos maravilhosos. Os botos, o pretinho e o famoso cor de rosa, as pirararas o peixe mais bonito de água doce. Via-se ali bichos, onças, canguçu (onças pretas e as pintadas), suçuarana amarelas e as vermelhinha, jaguatiricas e gatos carajás. Porém o que mais me chamou a atenção, foram as monstruosas piraíbas. Quando pequenas com menos de cinqüenta quilos, chamam piratingas, depois filhotes e quando atingem mais de oitenta quilos, chamam piraíbas, que podem chegar aos duzentos quilos. São monstros que chegam a dar medo. Nas tardes elas pulam no centro do rio, em saltos que dão a impressão de uma grande tábua batendo na água. Durante o dia, eram os lagartos verdes e os miquinhos e também os macacos prego, que ficavam ali perto das barracas, sempre bem tratados pelo Benedito, nosso cozinheiro. Nas tardes quando começava a escurecer, víamos as raposinhas, cachorros do mato e até um gambá, que vinha, alimentar num cocho, onde eram colocados os restos de comida. Os miquinhos, chegavam a entrar nas barracas, a procura de doces e bolachas,o que nos colocava sempre atentos. Nas tardes, enquanto aguardávamos o jantar, era a hora das goladas, também o gostoso bate-papo, não faltando as gostosas e engraçadas piadas. Fazia parte da diversão, os interessantes, causos de nosso guia, que era morador daquela região, e vivenciava momentos raros em suas pescarias, Aperitivos ao ser seguido por onças, ataques do jacaré açu, e muitos outros causos que prendiam nossa atenção. Foram dias maravilhosos, com boas e rendosas pescarias, muita diversão, que passamos aqueles saudosos dias no…
PESCADÃO DO RIO JUREMA, NO ESTADO DO PARÁ