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Ganso empata com Patrocinense e garante vaga na semifinal da Segundona

14 de outubro de 2018 – 0:07 |

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“OS 50 ANOS DA MAIS POLÊMICA MÚSICA DO NOSSO CANCIONEIRO” 1968-2.018 “PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”

“APRESENTAÇÃO”
Este ano, está completando 50 anos do lançamento de uma das mais polêmicas músicas,de todos os tempos, que já foram lançadas, para o nosso cancioneiro para a MPB, tudo isto em virtude que a mesma era um verdadeiro hino, contra o regime governamental, que havia sido implantado no pais, que aconteceu no ano de 1964, logo após a derrubada do Presidente João Goulart, e quando foi implantado no Brasil, o governo militar.
                                                   “HISTÓRICO”
O nome desta música é “PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”, tendo a mesma o sub-título de “CAMINHANDO”, inicialmente ela chamava a atenção, pela beleza dos versos, mas realmente a mesma possuía era a intenção, de ser um “hino”, contra a “ditadura” e o governo militar, que havia sido constituído no pais.
“A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO E O LANÇAMENTO DA MESMA”
A sua primeira apresentação aconteceu durante a realização do “3° FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO”, acontecido na cidade do Rio de Janeiro, e que teve como palco as dependências do “Ginásio do Maracanãzinho”, na noite de 27 de julho de 1968, fato acontecido há 50 anos.
Quem defendeu a canção, foi o seu próprio criador, o cantor e compositor chamado de GERALDO VANDRE.
                                    “QUEM FOI GERALDO VANDRE?”
Seu nome verdadeiro era GERALDO PEDROSA DE ARAÚJO DIAS, tendo o mesmo nascido no ano de 1935 e caso ainda esteja vivo, hoje,  a sua idade é a de 83 anos, digo que caso ainda esteja vivo, isto em virtude de que o mesmo, há muitos anos resolveu levar uma vida recluso, onde o mesmo possuía uma estranha personalidade, onde o mesmo não gostava de dar entrevistas ou de receber visitas, sendo que as últimas notícias de seu paradeiro é que o mesmo vivia totalmente recluso da sociedade e morava em um asilo para idosos na cidade serrana de Petrópolis no Estado do Rio de Janeiro.
Alguns dos pouquíssimos historiadores e pesquisadores sobre o mesmo, contam que ele era formado em Sociologia e Psicologia e que sempre foi uma pessoa muito “fechada” e bastante reservada e que em suas canções ele sempre mostrava uma grande preocupação social e dizem que, quem sabe, talvez esta sua personalidade e a sua maneira de ser, possa ter sido influenciada por seu pai, que era médico e integrante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em resumo Geraldo Vandré, sempre foi um verdadeiro “enigma” de pessoa.

MUSICA=RIO DE JANEIRO Entrega doe prêmios do III Festival Internacional, no Monte Líbano 07.10.1968

“E QUAL FOI A GRANDE POLÊMICA QUE ESTA MÚSICA CAUSOU?”
A grande polêmica causada por esta música, é que a mesma era um verdadeiro “libelo” contra o governo que havia se instalado no pais, ou seja o governo dos militares e os revoltosos e anarquistas, de todas as qualidades, sempre cantavam esta música, em todas as paseatas e manifestações políticas que haviam, em todo o pais.

“A PROIBIÇÃO E A LIBERAÇÃO”
Então a censura federal proibiu a divulgação e a execução desta música, em todo o território nacional, e inclusive o autor dela, “Geraldo Vandré”, foi preso e condenado, sendo que o mesmo depois fugiu e ficou exilado fora do pais durante muitos anos.
A liberação desta música aconteceu 11 anos depois do seu lançamento, este fato deu-se no ano de 1979, inclusive foi o ano em que ela pela primeira vez foi gravada em disco, por intermédio da gravadora RGE Fermata.

  “DURANTE OS CHAMADOS ANOS DE CHUMBO”
Esta música, na surdina,  sempre era cantada e entoada, nas passeatas e manifestações, principalmente nas passeatas estudantis, onde revoltosos, desgostosos e anarquistas de “naipe” de figuras como “José Dirceu, Wladimir Palmeira” e “Lindermberg de Farias, sempre a entoavam, a plenos pulmões, onde os mesmos, mostravam as suas indignações com o governo militar.

 

A letra de “PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”
“Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não esperar acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados, armados ou não
Quase todos perdidos de arma na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Não espera acontecer   (Final)

“OUTRAS COMPOSIÇÕES DE GERALDO VANDRÉ”

Ao longo dos anos Geraldo Vandré, compôs e lançou algumas outras músicas, sendo que em algumas delas, ele as compôs junto com outros parceiros, mas na maioria delas era ele mesmo quem compunha sozinho. E dentre as melhores, fica o destaque para : “PORTA ESTANDARTE”, “DEPOIS É SÓ CHORAR”, “REQUIEM PARA MATRAGA”, “FICA MAL COM DEUS”, “QUEM QUIZER ENCONTRAR O AMOR”, “SARABANDA OU A FESTA DO LOBISHOMEM”, “NINGUEM PODE MAIS SOFRER”, “SE A TRISTEZA CHEGAR” e mais outras, mas realmente, a sua composição mais polêmica e que entrou para a história da MPB e para a própria história do Brasil, foi sem dúvida alguma a ótima “PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”.   (FIM)