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Lídia Jordão faz palestra no 13º Encontro Mulheres com Direito

17 de maio de 2019 – 19:12 |

Lídia Jordão representou Minas Gerais, juntamente com mais nove mulheres da área do Direito, de outros estados do País. Ela foi convidada pela coordenação geral  do Encontro, através da Drª Fabiana Garcia. Para Jordão, …

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FOI NAQUELA PESCARIA, NO VELHO CHICO

 Como era gostoso, o planejamento de nossas pescarias! Eram dias de reuniões, ouvindo e dando idéias, para que tudo saísse da melhor forma. Cada um tinha uma opinião, porém naquela semana de carnaval, as opiniões eram as mesmas. Era a saudade daqueles queridos amigos, lá do Quilombo do Velho Bastião.  Era muito gostoso tudo aquilo, desde a acolhida daquela gente, às maravilhas do Velho Chico. Assim sendo, na quinta feira, já seguíamos rumo ás paragens. Viajamos o resto do dia e a noite toda; era madrugada quando entramos na linda mata virgem, que dava acesso à praiona, onde ficaríamos embarracados, a uns trezentos metros do quilombo. Em pouco tempo, um famoso barquinho de madeira, já encostava, trazendo Velho Bastião e outros companheiros. Com o peculiar sorriso, veio nos dar as boas vindas. Entregamos-lhe nossos presentes costumeiros, o queijo de Araxá, o garrafão de pinga e remédios e muito agradecido, ele aceitou satisfeito. Em pouco tempo, com a ajuda deles, as barracas já estavam armadas e prosa pra cá, prosa pra lá, acompanhada pela pinguinha e bom tira-gosto, feito por nosso cozinheiro e companheiro Benedito, que preparara o gostoso surubim assado, trazido pelo velho mestre. Como de costume, nunca pescávamos no primeiro dia, porém na manhã seguinte, já ás cinco da matina, Benedito batia a panela, anunciando que o tira-jejum estava pronto. Depois de um bom reforço, partimos para a pescada dos surubas. Tínhamos levado um barco de alumínio, com um possante motor de vinte e cinco cavalos de força. O velho mestre, reparava a anarquia meio receoso, segundo ele, confiava mais no seu barquinho de madeira. Aquele negócio era grande demais e difícil de conduzir, principalmente nas águas encachoeiradas. Porém aceitou o desafio calado, com certa desconfiança. Eu estava pilotando a máquina, que em boa velocidade subia o Velho Chico com nós seis, o que deu um pouco de confiança ao velho mestre. A onda, deixada pelo barco, parecia varrer as margens do rio, coisa que o mestre não achou bom, pois espantava os peixes, podendo até matar alevinos, no entanto concordava num ponto, a máquina era boa. Pescamos até a hora do almoço, tendo fisgado bons surubas,  várias piaparas e alguns mandis já estavam na capanga. O velho mestre, segurando na borda do barco, dizia que aquele negócio corria muito. Finalmente, chegamos em nosso alojamento sãos e salvos, segundo o velho mestre. Nos dias seguintes já o mestre, acostumado com nossa máquina, já admirava dizendo até de seu conforto. Foram dias maravilhosos! Esquecemos do rei momo e pudemos usufruir, daquele ambiente tão simples, porém tão salutar e gostoso, principalmente naquelas gostosas companhias.. Acho que, este foi o melhor carnaval que passamos que com muita alegria hoje, podemos dizer: um de nossos melhores passeios…

                                                      FOI NAQUELA PESCARIA, NO VELHO CHICO

francelinocardosojr@hotmail.com