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14 de agosto de 2018 – 16:29 |

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FOI NAQUELA PESCARIA, NO VELHO CHICO

 Como era gostoso, o planejamento de nossas pescarias! Eram dias de reuniões, ouvindo e dando idéias, para que tudo saísse da melhor forma. Cada um tinha uma opinião, porém naquela semana de carnaval, as opiniões eram as mesmas. Era a saudade daqueles queridos amigos, lá do Quilombo do Velho Bastião.  Era muito gostoso tudo aquilo, desde a acolhida daquela gente, às maravilhas do Velho Chico. Assim sendo, na quinta feira, já seguíamos rumo ás paragens. Viajamos o resto do dia e a noite toda; era madrugada quando entramos na linda mata virgem, que dava acesso à praiona, onde ficaríamos embarracados, a uns trezentos metros do quilombo. Em pouco tempo, um famoso barquinho de madeira, já encostava, trazendo Velho Bastião e outros companheiros. Com o peculiar sorriso, veio nos dar as boas vindas. Entregamos-lhe nossos presentes costumeiros, o queijo de Araxá, o garrafão de pinga e remédios e muito agradecido, ele aceitou satisfeito. Em pouco tempo, com a ajuda deles, as barracas já estavam armadas e prosa pra cá, prosa pra lá, acompanhada pela pinguinha e bom tira-gosto, feito por nosso cozinheiro e companheiro Benedito, que preparara o gostoso surubim assado, trazido pelo velho mestre. Como de costume, nunca pescávamos no primeiro dia, porém na manhã seguinte, já ás cinco da matina, Benedito batia a panela, anunciando que o tira-jejum estava pronto. Depois de um bom reforço, partimos para a pescada dos surubas. Tínhamos levado um barco de alumínio, com um possante motor de vinte e cinco cavalos de força. O velho mestre, reparava a anarquia meio receoso, segundo ele, confiava mais no seu barquinho de madeira. Aquele negócio era grande demais e difícil de conduzir, principalmente nas águas encachoeiradas. Porém aceitou o desafio calado, com certa desconfiança. Eu estava pilotando a máquina, que em boa velocidade subia o Velho Chico com nós seis, o que deu um pouco de confiança ao velho mestre. A onda, deixada pelo barco, parecia varrer as margens do rio, coisa que o mestre não achou bom, pois espantava os peixes, podendo até matar alevinos, no entanto concordava num ponto, a máquina era boa. Pescamos até a hora do almoço, tendo fisgado bons surubas,  várias piaparas e alguns mandis já estavam na capanga. O velho mestre, segurando na borda do barco, dizia que aquele negócio corria muito. Finalmente, chegamos em nosso alojamento sãos e salvos, segundo o velho mestre. Nos dias seguintes já o mestre, acostumado com nossa máquina, já admirava dizendo até de seu conforto. Foram dias maravilhosos! Esquecemos do rei momo e pudemos usufruir, daquele ambiente tão simples, porém tão salutar e gostoso, principalmente naquelas gostosas companhias.. Acho que, este foi o melhor carnaval que passamos que com muita alegria hoje, podemos dizer: um de nossos melhores passeios…

                                                      FOI NAQUELA PESCARIA, NO VELHO CHICO

francelinocardosojr@hotmail.com