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11 de Janeiro de 2018 – 21:48 |

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Eternos ídolos da MPB

Os 100 anos de uma Deusa da Música

Dalva de Oliveira – 1917 – 2017

Parte – 02

Por: Francisco José Géa

HERIVELTO MARTINS E O TRIO DE OURO

Já residindo na cidade do Rio de Janeiro, fazendo um enorme sucesso, certo dia conheceu um jovem compositor e cantor chamado de Herivelto Martins, com o qual se apaixonou-se perdidamente, vindo a casar com o mesmo e também formando com ele e mais o cantor Nilo Chagas, com os quais formaram o conhecido trio que foi denominado pelo radialista César de Alencar, como o Trio de Ouro. Conjunto musical vocal, que fez um enorme sucesso nas gravadoras e nos teatros da cidade do Rio de Janeiro, por muito tempo. Entretanto passado algum tempo, após Dalva ter um filho com Herivelto, que também virou cantor e cujo nome era Pery Ribeiro e por ela ter um gênio muito forte e irrequieto, o casamento e o famoso trio foi desfeito, para a tristeza de seus fãs. Esta separação, foi um período muito turbulento na vida de Dalva, separação esta que afetou muito no desenvolvimento de sua vida artística.

Após esta separação, Dalva teve uma vida muito agitada, pois teve muitos outros amores, diversos parceiros eventuais, ela começou a beber em demasia, sofreu um acidente automobilístico e vários contra-tempos. Mas ela continuou a cantar e a gravar seus discos, com a mesma impetuosidade e talento, de como ela iniciou a sua carreira.

São deste conturbado período os seus eternos sucessos, tais como: “Que será?, Tudo Acabado, Mentira de Amor, Calunia, A Grande Verdade, Segredo”.

Dalva de Oliveira no seu apogeu artístico gravou para mais de 300 músicas em discos de acetato de 78rpm, discos de vinil (LPs), e dezenas de CDs, remixados.

UM ARGENTINO EM SUA VIDA

Passado algum tempo, Dalva casou-se com um empresário argentino, chamado Tito Clemente, e foi quando ela foi residir em Buenos Aires , e foi quando ela teve a oportunidade de gravar um sensacional disco de tangos, no qual ela foi acompanhada pela grande orquestra de tangos de Francisco Canaro, sendo que este disco ficou considerado como uma verdadeira obra-prima da musica potenha.

Neste disco de tangos Dalva colocou a sua maravilhosa voz em grandes clássicos do tango, tais como “Confession”, “Lencinho Querido”, “YraYra”, “Cristal”, “El dia que me queiras”, “El Panuelito”, “Fumando espero” e outros grandes sucessos da musica argentina que se eternizaram.

CLASSICOS DAS FESTAS JUNINAS

Dalva de Oliveira, gravou pela Odeon, alguns dos inesquecíveis clássicos das festas juninas, que são conhecidos e tocados ate nos dias atuais, tais como “Pedro, Antônio e João”, composição de Oswaldo Santiago e Benedito Lacerda e “Noites de Junho”, composição de João de Barro e Alberto Ribeiro, ambas do ano de 1939 e que fazem sucesso até hoje.

DALVA DE OLIVEIRA NO CINEMA

Ela apareceu em alguns filmes, sempre com figurante e sempre cantando. A sua voz e a sua imagem ficaram registradas e eternizadas para a posteridade em 14 filmes, sendo os mais conhecidos, “Samba em Berlim” (1940), “Tudo Azul” (1951), “Os Herdeiros” (1971). Também apareceu em uma cena, sempre cantando, no filme documentário do grande cineasta americano Orson Welles, no filme intitulado de “Tudo é verdade” de 1942, todo filmado aqui no Brasil.

FINAL DE CARREIRA E SEU ULTIMO SUCESSO

Já em seu final de carreira, Dalva logrou um espetacular sucesso, pois gravou a marcha-rancho “Bandeira Branca”, composição de Max Nunes e Laercio Alves, para o carnaval do ano de 1969.

DISCOGRAFIA BÁSICA

“Segredo”, “Errei sim”, “Ave-Maria no morro”, “Olhos verdes”, “A grande verdade”, “A Bahia te espera”, “Velhos tempos”, “Dois corações”, “Estão voltando as flores”, “Rancho da praça onze”, “As pastorinhas”, “Pedro, Antônio e João”, “Noites de Junho”, “Bandeira Branca” e “Mascara negra”. Sem duvida alguma estas são as melhores e que agora já fazem parte da historia da musica popular brasileira.

O FINAL

Dalva de Oliveira a eterna “Estrela Dalva”,  apelido com a qual era chamada, pelos seus fãs e admiradores veio a falecer, de causas naturais, na cidade do Rio de Janeiro em Agosto de 1972, com a idade de 55 anos de idade, sendo que o seu corpo encontra-se sepultado no cemitério S. João Batista, daquela cidade, sendo que hoje são comemorados os seus 100 anos de falecimento, sendo que ela faz jus a esta homenagem, em virtude de que ela fez do seu oficio um ato de grandeza, ou seja, ela cantava maravilhosamente bem.

FIM

Francisco José Géa