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CBMM amplia área de atuação e anuncia criação do Centro de Matéria Prima para Turbinas de Avião em Araxá

14 de dezembro de 2018 – 11:13 |

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ÊTA PESCADINHA GOSTOSA

Naquele fim de ano, tudo corria as mil maravilhas, tanto no trabalho, nas pescarias e na vida em fim. Aproveitando o feriado prolongado, resolvemos fazer a pescadinha tão sonhada, no rio Urucuia. Depois de uma viagem grande, finalmente chegamos naquela entrada de mata, tendo em seu interior uma estradinha muito estreita e sinuosa, com muitos buracos feitos por enxurradas, além de grandes galhos caídos, que atrapalhavam nossa passagem e que nos levou à praia, onde armamos nossas barracas. A grande mata me chamou a atenção; árvores milenares, de madeira de lei, cedros, mogno, jacarandá, sucupiras e muitas outras, ali estavam intocadas.  Era uma mata virgem, muito grande, onde tudo ali era de fato, selvagem rústico e bem preservado. Dava-me a impressão, que o homem, ainda desconhecia aquele lugar. A rica fauna tinha: antas, onças, catetos e muitos outros animais, quase extintos. Os pássaros e passarinhos vinham bem perto das barracas, sinal que não eram perturbados, ou caçados. Nossas barracas foram armadas no fim da mata, lugar onde as enchentes chegavam, formando um gostoso e confortável piso de areia.  Também ali começava a bela praia, que terminava em um enorme amontoado de grandes pedras, tendo a proteção de árvores que com suas sombras amainavam o calor de quase quarenta graus e terminavam, na beira do grande rio. Ali, o rio formava um tanque, aonde as águas vinham descansar das corredeiras pouco acima. Na praia, os mais variados tipos de rastos, tinham desde onças a ratos do mato, porém o que me chamou a atenção foi o de uma grande cobra. Ela passeara por ali e parecia de uma sucuri, pois estava bem fundo, demonstrando seu grande peso. Pouco a frente, muitos outros de ema e seriemas, até de lagartos e ariranhas. Era sem dúvida, uma praia muito visitada e logo vi porque, ao lado a uns cem metros, um lambedouro, uma salina que os bichos vêm se salitrarem. Nos deliciávamos com o movimento constante dos moradores da mata, que passavam o tempo todo perto das barracas, sem se preocuparem conosco. As vacas da fazenda, também ali vinham,  bem perto, muito curiosas. Nossas pescarias eram feitas ali mesmo, sentados nas pedras, aproveitando a seva, onde Benedito lavava seus apetrechos de cozinha. Parecia que ali estavam os grandes peixes, que fisgávamos: dourados e principalmente grandes surubins. Murilo naquele momento fisgou um grande dourado, mais de vinte quilos, o que foi uma briga demorada. Era uma festa, o bichão tomava linha e dava grandes saltos no meio do rio.  Finalmente o monstrengo cansou e veio prancheando, para a alegria do grande pescador. Naqueles dias fisgamos lindos exemplares, fazendo belas pescarias, inesquecíveis passeios, conhecendo aquela bonita região. Os dias passaram muito rápidos, chegando ao fim nosso passeio de umas pequenas férias. Mas uma coisa ficou nas nossas lembranças…

ÊTA  PESCADINHA GOSTOSA