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Araxá realiza 10ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

14 de novembro de 2018 – 17:47 |

Foi realizada na última terça-feira, dia 13 de novembro, na Pousada Dona Beja, a  10ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Araxá. O evento reuniu representantes de entidades e …

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CULTURA POPULAR, O DIA DO FOLCLORE. 1° Parte

COMEMORAÇÃO

             No Brasil, o Dia do Folclore, é comemorado no dia 22 de agosto, sendo que a palavra “folclore” é de origem inglesa, registrada pela primeira vez como, “Folk-Lore”.

Aqui, em nosso  país esta data é comemorada desde o dia 22/08/1965, conforme um Decreto Presidencial, assinado pelo Sr. Presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Havendo de se registrar que o folclore significa, muito mais, uma cultura do povo, com um saber popular do que está relatado na literatura convencional.

A FORMAÇÃO DO NOSSO FOLCLORE

             O patrimônio de nosso folclore, se deu por intermédio de muitos fatores, como por exemplo, ele se deu, em grande parte, com a contribuição do negro, oriundo da África, quando foi feita escravo, quando ele trouxe uma enormidade de costumes, do índio e do branco, isto desde os tempos do descobrimento, passando pelos mais diversos ciclos que aconteceram, como os ciclos do Pau-Brasil, Cana de Açúcar, Minério, Borracha e Café. Tudo isto ajudando as festas, com as crendices populares, mais os mitos, as danças, comidas junto com as comemorações do Natal, Santos Reis, Carnaval, São João, ao lado de centenas de festas religiosas e profanas, que se espalham por todo o nosso território.

Ao lado disto o que mas desperta a atenção do povo são as lendas e crenças populares sobre as mais diversas figuras do nosso folclore e que são, entre alguns, o “BOITATÁ”, “LOBISOMEM”, “SACI-PERERE”, “MÃE DO OURO” ou “MÃE DA LUA”, “BOTO”, “COBRA-GRANDE”, “CAIPORA”, “PEDRO MALASARTE”, “NEGRINHO DO PASTOREIO”, e a mais comentada, mais temida e mais popular, ou seja, a famosa “MULA SEM CABEÇA”, da qual reservamos a sua lenda -:

A LENDA DA MULA SEM CABEÇA

Esta é uma das mais conhecidas lendas de nosso folclore, da qual ela assombra muita gente, principalmente para quem vive na zona rural.

Trata-se de uma apavorante figura de uma mula, sem cabeça, que sempre aparece em desabalada carreira, em galope, e que passa soltando fogo pelo pescoço.
E o pior é que o bicho ainda soluça como se fosse uma criatura humana.

Conta a lenda, de tradição portuguesa, que a mula sem cabeça aparecia quando alguma mulher havia mantido relações sexuais com um padre. Como castigo pelo pecado que cometera, ela se transformava-se neste monstruoso ser.
Também, os antigos comentavam, que moça que perdesse a virgindade, antes do casamento, virava mula sem cabeça, sendo que esta versão era um ótimo argumento para que as tradicionais famílias, da época do Império, faziam sobre as suas donzelas, para com isto criar uma forma de apavorá-las, preservando os bons padrões morais e comportamentais.

Também, existe uma outra versão, mais terrível ainda, é que em certo reino, a rainha costumava ir, secretamente, ao cemitério, à noite. Muito curioso, uma noite o rei decidiu segui-la, para descobrir o que estava acontecendo. Ao chegar no cemitério, para seu espanto, ele flagrou a mulher comendo o cadáver de uma criancinha, que havia sido enterrada horas antes.
Assustadíssimo, ele não se conteve ao assistir esta cena de horror, o rei não se contendo, soltou um alto e forte grito de pavor. Percebendo que o seu marido havia desvendado o seu misterioso segredo, a rainha, imediatamente se transformou em mula sem cabeça e saiu em disparada, rumando para a mata.