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Corredora araxaense supera atletas da elite e chega em 21º lugar na Prova Internacional de São Silvestre

11 de Janeiro de 2018 – 21:48 |

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“Clássicos da nossa literatura e da nossa cultura” Parte I

Francisco José Géa

 Apresentação

 Este trabalho tem como objetivo resgatar, mostrar e rever alguns clássicos trabalhos da nossa cultura e da nossa literatura, principalmente para o jovem leitor, que ignora e desconhece a existência destas preciosidades. Este trabalho foi iniciado com um ícone da nossa cultura popular, que é o “Lundu dos bichos”, passando pela magnifica “A lenda da flor Maracujá”, de autoria de “Catulo da Paixão Cearense”, mostrando em seguida um painel de alguns personagens do nosso rico e variado folclore, vindo em seguir com a preciosidade do mais famoso poema de Manoel Bandeira, que é “Vou-me embora pra pasargada”, terminando com a obra-prima do poema “José”, de autoria de Carlos Drummond de Andrade.

Portanto, este trabalho é inteiramente dedicado ao jovem leitor do “Interação”, ajudando a ele conhecer e descobrir a variedade e as maravilhas da nossa cultura. (Fjg)

“O Lundu dos Bichos” ou “A Festa dos Bichos”

( De autoria desconhecida e de domínio publico)

“Vou te contá o que aconteceu.

Dia 3 de Janeiro, casamento da largatixa com o filho do Luiz Caixeiro.

O largato subiu no pau prá furar o jataí, o Coelho chegou de baixo, dizendo: Largarto, você cai daí.

Lá vai dona Jaquatirica feito uma senhora mandona, montada numa Paca e vem carregando uma sanfona.

O coelho era o cozinheiro e o veado o servente. Depois de jantarem, vamos dançar minha gente.

Mas lá pelas tantas, começaram a reiná, só porque a Jaquatirica enjeitou o Tamanduá.

Então o Tamanduá pulou no meio do salão e disse: Eu acabo com isto é agora, para em seguida arrancou um “38” e mandou parar a sanfona.

Virou e disse o Leão: Não para a sanfona não, porque eu tenho barba na cara, sou o rei dos animais e não aceito imposição.

Falou e disse o Tatú: Eu já jurei e fiz tensão de nunca mais vir em baile neste fundo de sertão. Pois aqui sempre aparecem certos indivíduos que não tem nenhuma educação. Enchem a cara n’água da “caninha” e num respeita nenhum cidadão”

E a madrugada que parecia queseria um capricho, chegaram com a cachorrada e acabaram com a “Festa dos Bichos”.

“A lenda da flor do maracujá”

(de autoria de Catulo da paixão cearense, mas de domínio publico_

 Eu lhes conto agora, meus amigos,

A historia que eu ouvi contar,

Porque a razão nasce roxa, a flor do maracujá.

Maracujá já foi branco,

Isto eu ate posso jurar,

Branco como a claridade,

Branco como o luar.

Maracujá quando floria,

La pros confins do sertão,

A sua flor era tão branca,

Que ate parecia um ninho de algodão.

Mas há muito, mas muito tempo, que eu já nem lembro, se foi janeiro, fevereiro, junho, setembro ou outubro, Jesus, foi confinado a morrer numa cruz, cruxificado.

Bem longe daqui como o quê, Jesus foi pregado a martelo.

E ao ver tamanha crueza, todo o mundo se pôs a chorar de tristeza.

Choraram os velhos, os jovens, as crianças, os pássaros, os rios, os mares e até as cachoreiras.

Sabiá também chorava nos galhos de laranjeira,

Perto da cruz de Jesus havia um pé de maracujá,

Carregadinho de flor, junto aos pés de Nosso Senhor,

Então o sangue de Jesus Cristo, sangue pisado de dor, derramou sobre o maracujá, tingindo todas as flores.

Estas estrofes, eu lhes disse, meus amigos, foi a historia que eu ouvi contar,

Por qual razão nasce roxa, a flor do maracujá.

( Continua na próxima edição )