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Lídia Jordão faz palestra no 13º Encontro Mulheres com Direito

17 de maio de 2019 – 19:12 |

Lídia Jordão representou Minas Gerais, juntamente com mais nove mulheres da área do Direito, de outros estados do País. Ela foi convidada pela coordenação geral  do Encontro, através da Drª Fabiana Garcia. Para Jordão, …

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Carta para Maria Oi! Maria! Bom dia!

Hoje eu dei uma balançada na cabeça, fechei os olhos fiquei falando sozinha com você, amiga de todo dia!

Pensei, vou mandar umas letrinhas para ela. Escrevi! Estou feliz não adiei esta idéia. Vamos lá! Volto ao tempo de colégio, você assentadinha na primeira fila, lendo se não me engano Cruz e Souza “o poeta do sofrimento” depois vou pesquisar… te conto.

Há tanta coisa acontecendo no mundo, afetando os passantes a nosso redor cada dia vivia outra página, nossa, transpassa o heróico assinado coração como uma faca. Deixa pra lá a Deus o seu mundo né Maria!

Às vezes em Araxá, acontecem coisas pequenas, para uns, enormes distâncias para outros, buscadores da vastidão do Futuro. Aonde ninguém chega sem ter passado pelo passado!

Estar no século 21, vivendo os “transtornos” deste milênio é só chegar na avenida Antonio Carlos parar.. olhar.. ver! A Avenida Antonio Carlos não é mais a Avenida Antonio Carlos do nosso tempo, cadê as nossas sinalizações?

Para outros, para Sandra Rosa eram as arvoretas “quentinhas”, diante do Colégio SÃO Domingos, “sumiram”!!!

Eu gostava tanto delas.!.! Não fica triste, Sandra, quem sabe agora é a vez de uma Samaúma, um Jequitibá até em Baobá! Cedro do Libano está na moda! Quem sabe uma consulta ao “Jardim Botânico Real de Kerv, na Inglaterra? Seria uma boa!

Olha Maria, a gente usa as armas que tem no meu caso a caneta! Digo “ao homem que tem o poder de destruir, ou, preservar tudo o que amamos e prezamos. Que o nosso legado seja de Paz para aqueles que nos chamarão de Ancestrais”

Olha Maria, essa mensagem é de um cientista, visionário, erudito dos nossos dias – Gregg Braden – autor de “O Código de Deus”, e outros best-sellers!

Estou enviando uma crônica publicada no Jornal das Gerais em 16-06-1990

Para receber a nota, leia:

 

Teóphilo! Teóphilo!

Onde está você?

É com ph – como se fosse uma lanterna em pleno dia – que viajo no tempo, chego à esquina da Praça São Domingos, você estava ali, cedinho, tomando um café com os amigos.

Você, o “entendido em árvores” como ficou conhecido numa época de explicações puras, automóveis raros, oxigênio fácil, expediente devagar.

Da cara boa da D. Silvéria, da peleja do Adolfinho contando as alunas do Colégio, até as moto-serras da nova era, vai um tempo de palmeira crescer e cheirar café, enquanto os flamboyants engordam e espantam os pássaros. As plantinhas mudas foram trocadas várias vezes, sem que o Adolfinho terminasse a sua soma.

-“85, menos duas, 83, mais 5 com duas folhas da D. Alice Moura, 89, hi…i..i!.. perdi a conta, tem 6 saindo da igreja, mais 4 voltando, mais aquela de nome esquisito, Bigail!

Ô menina! Eu já te contei, pára de lá ou de cá! Nem contar boiada é tão difícil! As filhas do Dr. Armando Zema, chegaram de carro, 95, ah, uma ta engessada, coitadinha.

Teophilo, o artista do verde, encheu a cidade de varetas mágicas, ficou de sentinela vigiando as mudas, sem pensar ou só pensando no milagre da semente crescer, esticar os galhos como braços sinaleiros; dar leveza ao asfalto: buscar o céu; aplacar o sol, refrescar a terra, virar uma árvore! – sem pensar que um dia algumas “árvores-misses” seriam mortas, para não estorvar!

A Praça era terra só, as casas postiças e secas rodeavam a Igreja bonita, sonâmbula aguardando que alguma coisa aquecesse e fixasse os seus pés.

Veio o jardim e a beleza das árvores diminuiu o poder da Igreja e a Igreja aumentou o poder das árvores numa harmonia universal, sem inveja!

O jardim escondeu os alicerces da Matriz, protegeu os sapatos das noivas, deu inteligência ao transito, seduziu os passantes, serviu de fundo ao retrato que o Teofredo tirou de seus filhos, crianças rindo.

Muitos fecharam a praça do lado de fora de suas casas, sem ofender, apenas para dormir, era noite!

Era dia, sem cerimônia ou com cerimônia – políticos, imprensa, fotógrafos, vereadores, engenheiros, ecólogos e vantagens mil, abrilhantaram a derrubada das árvores da Praça da Matriz.

Não sou contra o sistema, é preciso inovar a face da terra, melhorar o caminho dos homens, salvar os monumentos, empurrar o tráfego evitando os seus efeitos diabólicos.

Pode ser que haja, no final das contas, boas razões para o “arvoricídio”, Chico Mendes que me perdoe.

E, é isso mesmo, “um sentimento de perda” mistura-se aos tocos jogados no chão de qualquer jeito. Serão levados para não sei onde – alguma serraria?

Não, sou muito jovem para virar tábuas – apenas de 40 anos!

Não tem raça para virar móveis, vão virar é carvão n’alguma fogueira, ou ferver uma panela, talvez, como desforra, servir ao homem na ultima caminhada!

Novas idéias saem do papel e plantam uma nova praça. É o progresso.

Fazer o quê, Teophilo?

 

Final: – Saudoso Teophilo Barbosa estamos em 06-02-2019. Você não está tão longe além das suas árvores. Aquele momento quando você chegou na Fábrica Doce bom para me contar de sua felicidade!…