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Corredora araxaense supera atletas da elite e chega em 21º lugar na Prova Internacional de São Silvestre

11 de Janeiro de 2018 – 21:48 |

Com um desempenho especial e muita dedicação, a atleta araxaense Patrícia Rodrigues Ribeiro Martins de 37 anos, foi uma das corredoras destaques,  na última edição …

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Carta para Maria

Oi Maria!

Boa Noite

Hoje cheguei á conclusão: não fui boa mãe! Só a você posso contar! Certo

Às vezes os dedos em riste me acusam, não mereço a louvação da plateia só o caminho não torna a caminhada feliz o caminheiro fica só! E aí que a “caroba tróce” como diria os roceiros da Lagoa Seca fazenda, onde passei a infância lá longe no passado! Quando as saídas se fecham, a verdade aparece, é a libertação, às vezes,é engano, enganação, veja Maria:

-Eu deveria ter pensado, repensado, tornado a pensar. Será o Amor a um Homem o bastante, a causa primeira da geração, continuando a sobrevivência da espécie ou a volta para Deus, ou, a -Um homem é uma mulher buscam a si mesmo, entrega total vivendo o momento do Amor e.. Pronto? Sinceramente Maria, “Ser mãe” não era minha 1º opção!

Tinha medo muito medo, não queria repetir a história das outras mulheres ao, ao redor inclusive minha mãe. Queria também e muito, não ser esquecida. Ser banida da história dos Homens!

Estava desinformada, corri a trás e com o “andar da carruagem”, só a Mãe fica, as outras mulheres desaparecem, o faz de conta, não gera filhas eternos!

Sou mãe de 8  para sempre. Amo todos

Olha Maria, aprendi com as Dominicanas, a não enterrar, em nome de nada, os meus talentos paralelos, ganho umamoeda mais valiosa que o dólar, o euro ou “safado” do real, assim um texto para o Jornal Interação.

Abraço, leia esse texto, avalie a Mulher-Mãe, relendo-o. Estou na Delas!

Abraços

CeBeatriz

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto escrito por Cecília Beatriz Porfírio Pereira Rosa em homenagem a sua mãe Cecília, após seu falecimento. Texto classificado em 2º lugar em concurso de redação na extinta Arafértil, hoje Companhia Vale do Rio Doce.

14/05/1998

Em memória de:

_Cecília Porfírio de Azevedo Borges. Uma Mulher Forte que estará sempre presente na História dos Homens atravésdas16 histórias diferentes de seus 16 filhos. Rubens, Beatriz, Paulo, Renato, Margarida, Danilo, Ronaldo, Maria José, Ana Maria, Maria Alice, Ricardo, Victor, Hugo, Leda Maria, Maria Virgínia.

_Gerar! Nascer!

_Gerar um filho é se sentir bonito! É se sentir feia, é fundir todas as emoções e dar ao mundo, um novo Homem!

_Gerar um filho! A carne que a gente constrói guarda um mistério. É preciso construir um corpo para se chegar á alma de um filho e entender o egoísmo materno. Egoísmo abertura capaz de ser fecundo, até nas jogadas da morte, passando pelas agressões da vida.

Egoísmo que faz {{ter umcoração de carne}}, onde mora uma atividade de compreensão, de espera, de paciência, de elegância mental.

_Gerar um filho é enfrentar a batalha do crescer num mundo em movimento, sem mutilar escolhendo com lucidez, equilíbrio e segurança, os valores humanos essências.

_Gerar um filho é ter a coragem de descobrir o lado positivo do outro e de acreditar nele.

_Gerar um filho é olhar para o {{alto onde as coisas grandes perfilam}}.

_Gerar um filho é tornar-se horizontalmente, unida a todos os homens.

_Gerar um filho é estar voltada para o lado vertical da existência {{contemplando com desdém, as lutas desse mundo divertido}}.

_Gerar um filho é mentalizar-se. A incapacidade de aceitar novas ideias tem raízes na subcultura. Recusar ou aderir supõe conhecimento, negar-se a essa exigência é fortalecer a cegueira que apaga a capacidade de ver, tão cômoda.

_Gerar um filho é rasgar a máscara de piedade, de dualidade, de duas medidas que frutificou ontem! Partindo para a lição do {{bom samaritano}}, sem fazer inquérito, semdemagogia, sem  bom conselho, fazendo o que é preciso fazer, no momento que acontece.

_Gerar um filho é despojar-se de si mesma, isolando as coisas realmente importantes, cedendo a opiniões pueris.

_Gerar um filho é sentir-se Mãe de todos os homens, passando de um estado de inércia, de exploração, de agressão a uma nova vida, radiante e irradiante promovendo a libertação integral de cada homem, como de um filho estimado.

_Gerar um filho é aceitar o seu limite como de um ser humano, relativamente perfeito.

_Gerar um filho é colher uma flor no charco, ensinando-o a se curvar numa postura onde o sábio alcança a natureza e aprende a Amá-la!