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Ministério Público do Estado de Minas Gerais informa

10 de dezembro de 2018 – 16:21 |

2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE ARAXÁ/MG
CURADORIA DE DEFESA DO CONSUMIDOR – PROCON-MG
Av. Tancredo Neves, n. 340, Vila Silvéria–Araxá-MG-CEP-38.183-380-Tel: 3662-6440-e-mail: pjaraxa@mpmg.mp.br
RECOMENDAÇÃO N. 11/2018
O PROCON ESTADUAL DE MINAS GERAIS, órgão integrante do Ministério Público do …

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CADA PESCARIA, UMA SURPRESA

Pescávamos no Rio São Benedito, lá no Mato Grosso, numas férias de 10 dias, toda planejada para esta grande pescaria. Foram meses de preparativos, para mais uma façanha, desta turminha animada. Escolhemos o rio São Benedito, por ser um famoso rio, da bacia amazônica e pela fama de ser um dos mais piscosos.

Muito acidentado, com muitas corredeiras, onde escondem os grandes bagres: jaus, pirararas e até as monstrengas piraíbas.  Pescávamos pelas manhãs e á tarde, pois pescar nos rios amazônicos a noite, não é uma boa pedida. É muito perigoso, porque além das grandes sucuris, ainda os catetos e queixadas, onças, ariranhas e muitos outros bichos de hábito noturno, podem nos fazer tristes surpresas. Por isto na entrada da noite, reuníamos ali pertinho das barracas, para jogarmos conversas fora e eram gostosas estas reuniões. Eram engraçadas piadas, emocionantes causos, tão bem contados por nosso guia Zezão. Zezão tinha um grande repertório, pois morador daquela região e além de guia, era também famoso caçador de onças. Seus “causos” pareciam até meio exagerados, mas muito emocionantes e até engraçados. Um deles era contado com muito entusiasmo; Certa vez, pescava em um tanque e já passava das vinte horas, quando ouvi galhinhos quebrando bem perto de mim; era uma fêmea canguçu preta, que farejando os peixes pegos, ou eu, para matar a sua fome a danada veio farejando o ar, passo a passo cada vez mais perto de mim. Eu como bravo caçador, apesar de estar desarmado, aguardei que ela chegasse bem pertinho e dei um grito. A monstrenga quase caiu dentro do rio; assustada saiu correndo pela mata adentro. Causos assim iam sendo por ele contados e quanto mais bebericávamos, mais ele entusiasmava em seus relatos. Ficávamos naquele bate papo até á hora de descansarmos o lombo. Ainda cinco da matina, Benedito já estava com o tira jejum pronto, segundo ele não podíamos perder tempo, pois era na madrugadinha que os peixões vinham. E de fato ele tinha razão, porque os maiores exemplares foram fisgados antes das seis horas da matina. Certa manhã, ali pertinho das barracas, onde Benedito lavava seus apetrechos de cozinha, formou-se uma ótima seva. Eu dei um lance de carretilha, parece que a isca caiu na boca de uma linda pirarara, foi uma briga feia, a gigantona tentava me levar para o meio do rio, com fortes puxões. A briga demorou quase uma hora, finalmente ela prancheou. Era muito grande, pesava mais de quarenta quilos, que depois das fotos, foi devolvida ao rio. Foram umas férias inesquecíveis, com ótimas pescarias, gostosos passeios, risadas sem fim ao ouvir as engraçadas piadas, causos emocionantes contados pelo grande guia.. Finalmente, aquela mamata acabou, ficando somente as lembranças e um ótimo descanso, além dos causos acontecidos, pois…

                                                               EM CADA PESCARIA, UMA SURPRESA

francelinocardosojr@hotmail.com