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Élvio Bertoni fala das ações e novos projetos de segurança e trânsito em Araxá

20 de Janeiro de 2018 – 15:27 |

Em entrevista exclusiva ao JORNAL INTERAÇÃO, o Secretário Municipal de Segurança Urbana e Cidadania, Élvio Bertoni, fez um balanço das ações da pasta em 2017 e detalhou alguns projetos que deverão ser colocados …

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A PESCARIA, QUE DEIXOU SAUDADES…

Naquele ano tínhamos realizado muitas pescarias, porém uma deixou saudades. Sempre planejamos nossas pescarias com antecedência, quase todas se realizam, outras mofam, como diz a gíria. Algumas ficam na saudade, como esta no rio Jorjão.
Naquela segunda feira, na reunião da turminha, resolvemos aproveitarmos os dias de carnaval, na beira do rio Jorjão, o lindo afluente do rio São Francisco ( Velho Chico). Já na sexta-feira, estávamos na estrada rumo ao rio Jorjão, naquela viagem gostosa, principalmente quando parávamos na cidade de Luz, para a primeira animada cervejinha, porem motorista não bebe. Foi pouco tempo ali, pois não podíamos perder nem um minuto, para começarmos aquela gostosa pescaria. Finalmente chegamos naquele lugar gostoso, onde o rio Jorjão, faz barra com o Velho Chico. Era uma grande e linda praia, que ficava entre o rio e a grande mata virgem, onde armamos as barracas. Primeiro a da cozinha, pois Benedito tinha pressa para começar a fazer o almoço, depois as outras duas, sala e quarto, alem de uma, para banhos e sanitário. Enquanto isto bebericávamos, porque naquele dia não pescaríamos, somente trataríamos das sevas. Depois de umas boas goladas, degustando um gostoso tira gosto de torresmo feito na hora, fomos ao almoço. Naquele dia fomos dormir bem cedinho. Cinco da matina, Benedito batendo panela, já chamava a turma para o rebenta peito, o caprichado tira jejum. Depois de reforçarmos o bucho, segundo Benedito, fomos ao trabalho. Ali pertinho das barracas mesmo, era o nosso bom pesqueiro, que inclusive Benedito ali lavava sua cozinha, pratos e panelas. De inicio, um lindo pintado, um surubim de vinte quilos, tendo em seguida, fisgados lindos dourados, também a pescaria miúda. Pescávamos somente nas manhãs e ás tardes, evitando a pesca noturna, porque enquanto aguardávamos o jantar, era a reunião de bate-papo, ouvindo gostosos causos e piadas. Em um cocho que Benedito colocava restos de comida, vinham todas as tardes e noites, as rapozinhas, cachorros o mato e muitos outros bichos se alimentarem ali. Nunca faltavam as quirelas de milho para os pássaros e passarinhos, por elas um lindo casal de mutum, todas as manhãs ali estavam. Nas madrugadas eram as onças, as vermelhinhas, até as suçuaranas e canguçus, que na mata esturravam a noite inteirinha, vez parecia briga, outra pareciam estarem machiando. Pelas cinco da matina era a alvorada, com as saracuras, inhambus e as estridentes seriemas, cantando pára nos despertar para o novo dia. Enquanto isto, o rei do universo com fachos de luz com todas as cores, apresentava o espetáculo da aurora, anunciando um novo dia. Como é linda a natureza selvagem, tão simples e tão sensível. Como eram gostosas aquelas pescarias, principalmente esta do rio Jorjão, que foi…
A PESCARIA, QUE DEIXOU SAUDADES…
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