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Presidente eleito Jair Bolsonaro é diplomado pelo TSE

11 de dezembro de 2018 – 12:18 |

O Tribunal Superior Eleitoral diplomou na  segunda-feira (10) o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o vice, Hamilton Mourão.
Jair Bolsonaro chegou cedo na base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Estava acompanhado da mulher Michele, …

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A LINDA MATA DO RIO DAS MORTES

Depois de uma cansativa viagem, chegamos finalmente em nosso destino, aquela praia gostosa, nas margens do rio das Mortes. Foram muitos quilômetros rodados, uma viagem em parte cansativa, mas compensou, devido à beleza do lugar, naquela praia que sumia de vista, beirando o grande rio das Mortes. Segundo diziam os moradores dali, aquela seria talvez a maior mata da região, deveria ter mais de dez quilômetros de largura e uns setenta de extensão, com maravilhosas arvores milenares, de madeira de lei, alem de uma flora maravilhosa. Eram samambaias, orquídeas, que ornamentavam aquele lindo ambiente, tão tranqüilo, tão sensível.

A praia de areias claras, que dividia a mata do rio, onde armamos nosso acampamento, num ambiente acolhedor, sendo que a praia invadira parte da mata, nos protegendo de um calor de mais de quarenta graus, ainda da mata descia um veio de águas cristalinas, fresquinha, pertinho das barracas, para nos servir.    Para chegarmos lá, viajamos uma hora mata adentro, dando a impressão que estivéssemos perdidos, pois não chegávamos nunca na beira do rio, apresar de seguirmos naquela estradinha em linha reta. O rio também nos proporcionava um ótimo pesqueiro, as águas vindas de uma grande corredeira, vinham ali descansarem, formando um grande e fundo tanque, que segundo nosso guia, era a morada dos grandes peixes. Naquele dia como de costume fomos deitar cedo, porem já ás cinco da matina, Benedito batia panelas, anunciando que o tira jejum estava pronto. Depois de reforçarmos, fomos ao trabalho ali pertinho mesmo, numa ilha de pedras muito grandes, tendo algumas arvores que nos protegiam do sol ardente, já tão cedinho. Eram seguidas fisgadas, trazendo pirararas, cacharas e até um filhote respeitável, que deu muito trabalho para tirá-lo da água. Tudo ali era maravilhoso, na mata os macacos bugios ou guaribas, faziam verdadeiro alvoroço, parecendo não estarem satisfeitos com nossa presença. Outros símios, como macaco prego, cuatá, aranha, macaco de cheiro, macaco preto, micos, também muitos outros animais, enriqueciam aquela fauna. Nas noites éramos visitados por muitos bichos, que vinham catar o resto de comida, que Benedito colocava em um cocho. Eram tatus, onças e até antas, não faltando às engraçadas rapozinhas. Nós pescávamos até ás vinte horas no máximo, evitando assim encontrarmos com os canguçus (onças pintadas ou pretas) também as suçuaranas (onças pardas), porque este encontro, não seria nada engraçado. Porem a pesca diurna nos compensava, pois a tarde já estávamos cansados, bom também eram as reuniões perto das barracas, á tarde, enquanto aguardávamos o jantar. Eram causos engraçados, emocionantes sobre onças e pescarias, alem das engraçadas piadas contadas pelo Benedito, com aquele jeitão moleque e avacalhado. Foram dias maravilhosos, usufruindo daquele ambiente selvagem, tão simples e tão gostoso. Onde ainda podíamos admirar as belezas das tardes, no lindo crepúsculo. Porem o mais bonito daquele quadro era sem dúvida….

                                               A LINDA MATA DO RIO DAS MORTES

francelinocardosojr@hotmail.com