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Araxá vai sediar o “XXII Congresso das Associações Comerciais e Empresariais de MG

19 de julho de 2019 – 11:16 |

De 24 e 27 de outubro no Grande Hotel do Barreiro em Araxá/MG, será realizado o  “XXII Congresso das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais.  Um dos eventos mais tradicionais desta instituição, o Congresso …

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19 05 10 DOURADOS DO VELHO CHICO

Depois de um bom planejamento, finalmente chegou o dia, da grande façanha; pescar no Velho Chico. Eram ainda duas da madruga quando partimos, rumo a tão sonhada pescaria. Viajamos dia inteiro e um bom pedaço da noite, finalmente chegamos, naquela estradinha muito estreita e acidentada que nos levaria às margens do lindo rio. Naquela praia a perder de vista, instalamos nossas barracas, ficando perto do maior e melhor pesqueiro daquela redondeza. A grande mata virgem de madeiras de lei terminava ali, debaixo de uma grande árvore; armamos as barracas, assim sendo estávamos protegidos do forte sol de verão. O pesqueiro era ali pertinho, evitando assim de usarmos barcos. Terminada as montagens das barracas, muito cansados da viagem, fomos descansar o lombo. Cinco da matina e Benedito já nos chamava, com o tira-jejum prontinho. A aurora nos presenteava com um lindo espetáculo; raios luminosos vinham aos poucos clareando aquela natureza linda, tão simples e tão romântica e bela. Terminado o reforçado reforço matinal, partimos para o trabalho. Lucas, logo na primeira, fisgada um lindo surubim de mais de quarenta quilos. Foi uma festa a briga do bichão, ele mergulhava e nadava no fundo do rio, para se ver livre do anzol. Vinha à tona e descia rio abaixo, tentando de todo modo arrebentar a linha, porém Lucas comandava o espetáculo com maestria e finalmente pudemos ver o monstrengo já entregue na praia. Logo Saulo também fisga um grande dourado; que beleza foi também aquela briga! O bichão dava saltos, sacudindo no ar tentando cuspir o anzol, porém depois de um bom tempo, ele prancheava vindo sem defesa para a praia. Assim foi aquela manhã produtiva, fisgando lindos exemplares, principalmente mandis açu, piaparas, piaus e um lindo trairão. Nosso programa era pescar nas manhãs até ás onze horas, almoçarmos, darmos uma pequena cochilada e voltarmos a pescar a tarde. Ficávamos pescando até as dezoito horas e voltávamos para as barracas, num gostoso bate-papo regrado a gostosa pinguinha, com tira gosto de peixe frito; ali ouvíamos as mais engraçadas piadas, acompanhadas de emocionantes causos de caçada de onça, contados pelo nosso guia Tatão. Tatão era um morador do lugar, nascera ali e com os seus quarenta anos de vida, nunca quis deixar seu cantinho abençoado, segundo ele. Seus causos eram muito engraçados e emocionantes, principalmente os de caçada de onça. Neles ele demonstrava seu arrocho e valentia, pois fazia crer, que as bichonas o temia. Chegava a subir no pau e puxar as bichonas pelo rabo, pegava também as danadas à unha. A gente notava pela emoção dele, um pouquinho de exagero, mas eram gostosas suas narrativas, além de emocionantes. Naquela ocasião, o que aproveitamos muito foram as fisgadas nos dourados. Eram gigantes de mais de quinze quilos, que toda hora um de nós festejava a fisgada. Foram dias maravilhosos, principalmente as boas fisgadas nos…
DOURADOS DO VELHO CHICO
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