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Catarina enfrenta ventos fortes, mar agitado e baixa temperatura da água na travessia do Canal da Mancha

13 de setembro de 2019 – 18:25 |

Por Maurício de Castro Rosa
O ser humano é o único animal que arrisca sua vida sem ser para comer ou se salvar de um predador. Ele arrisca a vida por adrenalina, por emoções, por desafios, …

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19 04 26 VIAGEM INESQUECIVEL

Era um verdadeiro sonho, aquela aventura, conhecer o Bico do Papagaio, onde os dois grandes rios Araguaia e Tocantins se encontram. Chama-se Bico do Papagaio, porque olhando no mapa pode-se ver que de fato aquele setor assemelha-se a um bico de papagaio. Tudo preparado, depois de uma semana de trabalho em organizar aquela viagem, partimos. Eram ainda duas da madruga, quando pegamos estrada rumo ao nosso sonhado destino. Noite e dia inteiro de viagem e mais uma noite sem descanso, apenas trocávamos de direção. Parávamos apenas para um rápido cafezinho e logo estávamos de novo na estrada. Na viagem éramos sempre surpreendidos por animais que cortavam nosso caminho, tatus, raposinhas e até uma onça preta. Uma maravilha, ela calmamente atravessou a estrada em passos lentos, sendo por nós admirados. Pelo corpo, podíamos reconhecer que era muito bem tratada, seu pelo brilhava quando foi clareada pelo farol de nosso carro. Chegamos a parar; neste momento ela em um salto embrenhou-se na mata. Eram emoções seguidas, o que nos mantinha sempre atentos, fugindo do sono e cansaço da viagem. A aurora veio nos presentear com um lindo espetáculo, o rei do universo, enviando raios multicores, aos poucos ia aparecendo lá na nossa frente, clareando o sertão selvagem, tão bonito e romântico! Finalmente depois de mais de vinte e quatro horas de viagem, chegamos em nosso destino, o rio Tocantins. Saindo do asfalto logo encontramos a casa de nosso guia Tatão, numa moradia que nos parecia uma pequena Chacrinha. Tomamos um rápido café e seguindo a orientação dele, chegamos naquele lugar maravilhoso. Uma linda praia, dividindo o rio da grande mata virgem, parecia sumir de vista. Um veio de água fresquinha descia da mata para nos servir naquele lugar tão calorento. Armamos as barracas ali pertinho do rio, onde uma parte da mata nos servia de abrigo, do sol quente amazonense de mais de quarenta graus. As pescarias eram feitas ali mesmo, nem barco precisávamos usar, pois águas que desciam de uma grande corredeira, vinham descansar em um tanque, que segundo nosso guia, era a morada dos grandes peixes. De fato foi ali que fizemos a nossa tão sonhada pescaria, fisgando lindos exemplares. Desde grandes pirararas, às cachorras, piaparas, piaus e também os monstrengos tambaquis e tucunarés açu. Finalmente chegou o dia da partida. Hora de voltarmos a nossa rotina na cidade, ficando na lembrança, aquela…
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