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Fiscais da Vigilância Sanitária de 8 cidades participam de oficinas em Araxá

21 de maio de 2019 – 16:42 |

Os profissionais que trabalham com fiscalização no setor de Vigilância Sanitária na Microrregião do Planalto de Araxá se reuniram no último final dee smeana.  Nos encontros as equipes participaram de oficinas onde …

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19 04 12 RIO JAURU, NUMA BOA

Ainda madrugada, quatro horas, quando saímos para mais uma boa pescaria.
Depois de muito planejar, resolvemos fazer o passeio de nossos sonhos, no rio Jauru, lá no Mato Grosso. Durante a semana, quebrávamos a cabeça, para acharmos, um bom lugar, para passarmos aquela semana santa. Foram além da semana, pelo menos dez dias de descanso. No sábado já estávamos na estrada, pela madrugada às quatro da matina, numa viagem cansativa, pois não paramos para dormir, e foram mais de vinte horas de viagem. Finalmente chegamos; uma grande mata nos dava abrigo; a praia adentrava aquele lugar e a areia fina servia, de piso para nosso modesto alojamento. Tudo excelente, o tempo era bom e principalmente, estávamos na lua cheia. Iscas, tuvira, minhocuçu, além de iscas artificiais, tínhamos grande variedade de apetrechos e tudo, nos prometia uma boa pescaria. Logo que as barracas foram montadas, já os miquinhos assobiando, iam chegando, cobrando um agrado permanecendo em nossa companhia para nossa alegria, durante os dez dias que ali passamos, bem pertinho das barracas. Como eram engraçados e até muito mansos, porque em pouco tempo, já estavam recebendo nossos agrados na mão. Neste dia como de costume não pescamos, enquanto Benedito preparava o almoço, ficamos jogando conversa fora, com piadas e principalmente ouvindo os emocionantes causos de nosso guia Tião. Porém no outro dia, ainda muito cedo, cinco da matina, Benedito já batia panelas para nos acordar. As saracuras e inhambus, faziam a alvorada ali pertinho de nosso alojamento. Depois de um reforçado rebenta peito, fomos ao trabalho. O grande barco, comandado pelo Tião, cortava as águas do grande rio, rumo a um pesqueiro de dourados, segundo nosso guia. Em pouco tempo os bichões já eram fisgados com muita alegria pela turma. Eram lindos exemplares com mais de quinze quilos. Meu neto Lucas, fisgou um lindo surubim, com mais de quarenta quilos, o que lhe deu um trabalhão danado. O bichão não queria sair do fundo e ia levando linha; esta foi uma briga de mais de meia hora, até que finalmente ele cedeu, sendo recolhido ao barco, já entregue. Naquele dia não pescamos na parte da tarde, ficamos depois do almoço na praia perto das barracas, admirando a bicharada que nos visitava. Um grande tamanduá bandeira, raposinhas e até um lagarto verde sempre estavam por ali. Miquinhos , macacos e até os grandes guaribas vinham nos visitar. As raposinhas então eram muitas e sempre vinham, depois dos cachorros do mato. Muito desconfiadas, vinham logo que escurecia; seus tratos já estavam ali pertinho de nós, num coxo improvisado pelo Benedito. Restos de comida, ossos e tudo que sobrava de cada refeição, eram colocados naquele cocho. Nossa rotina era, pescar até ao meio dia e ficarmos pescando ali pertinho da barraca na parte da tarde; íamos dormir muito cedo, pois ás cinco Benedito já dava o grito. Foram dias maravilhosos, que até não vimos passar, e naquela semana santa, foi no…
RIO JAURU, NUMA BOA…
francelinocardosojr@hotmail.com
li também o grande lagarto verde, vinha fazer sua festa, andando de la para cá, catando quirelas, pôr nós deixadas na praia, vinha até bem perto das barracas, sem preocupar conosco. Como é bonita e divertida a vida selvagem, os bichos parecem quer conviver com a gente, desde que não os importunamos e não lhes oferecemos perigo. Naquela tarde, já no penúltimo dia de pescaria, resolvemos descer até uma corredeira. Eram quase dezesseis horas, o sol já mais brando, porem naquelas pedras que ladeavam o rio, ainda estava muito quente. Com isca artificial, dei um lance, aproveitando a grande corredeira e não deu outra. O grande dourado, pegou a isca no ar e ai começou a luta. Mais de cinqüenta metros de linha, já tinham desenrolado da carretilha e o bichão queria mais. Os companheiros, recolheram suas linhas e vieram me dar apoio. O mostrengo parecia que não cansaria nunca, a linha zunia e vez pôr outra, ele saltava fora da água, parecendo nos provocar. O tempo passava e mais linha era solta, com saltos maravilhosos, podíamos ver o tamanho do bichão. Finalmente ele pranchou e vim, trazendo aos poucos aquele grande troféu, só que á uns dez metros do barranco, com um arranco, ele se viu livre do anzol. Foi uma exclamação geral, eu não liguei, porque de qualquer jeito, ele seria solto mesmo. Parecia ser ele o rei do rio, porque em tamanho e beleza….
ERA UM DOURADO EXEPCIONAL
20/02/09